"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O jovem e a família

Quando estamos diante de um conflito juvenil procuramos a causa dos problemas fora e quase nunca dentro, esquecendo-nos de que a maioria dos problemas dos jovens nasce do ambiente onde vivem e onde desenvolvem a própria personalidade. A família continua sendo o centro essencial da serena realização dos jovens, portanto, nada e ninguém pode interferir positiva ou negativamente nas escolhas e no futuro destes jovens. O saudoso Santo Padre João Paulo II, durante seu pontificado, quando se referia à família, várias vezes destacou este aspecto importante e, ao mesmo tempo, delicado na formação e na vida das novas gerações. Por este motivo, gostaria de propor o testemunho de Fausto e Paola, um casal que teve a experiência da importância de se tornarem testemunhos autênticos dos valores humanos e cristãos em família, para assim, evitar a perda dos filhos. Estes pais perderam uma filha para o mundo das drogas, a qual foi reencontrada na luz de Cristo por intermédio da Comunidade Cenáculo, onde também este casal reencontrou o sentido de ser família.

Vamos escutar o testemunhos deles:

Pai: A descoberta que fizemos de que a nossa filha estava fazendo uso de drogas foi um drama para nós dois. Mas, na verdade, os problemas já existiam desde antes, já chegamos à conclusão de que o núcleo familiar que tínhamos interferiu sobre o comportamento da nossa filha. Quando minha esposa se deu conta de que a nossa filha se drogava, foi uma cruz que nos pegou de improviso e naquele momento posso dizer que provei sensações terríveis como pai, as quais jamais pensei provar: primeiro a de muita raiva ao ver o desespero da minha filha e segundo a da minha própria aflição como pai, já que me culpava por tudo e repensava angustiadamente em toda a minha vivência como pai e marido.

De fato, depois que minha esposa ingressou na comunidade, vi que aconteceu um verdadeiro milagre: De um lado, pela minha filha e do outro, no que diz respeito a nós como família. Um dia, pedi que uma moça me contasse em que estado se encontrava quando entrou na comunidade e ela me respondeu que esteve em estado bem pior do que a minha filha. A partir dessa afirmação, meu coração se abriu e comecei a confiar na salvação da minha filha, mesmo que, para mim, fosse difícil acreditar em algo que estava além da minha razão. Entretanto, diante daqueles testemunhos resolvi também abraçar o caminho que me estava sendo proposto. O milagre maior foi que minha filha entrou na casa que ficava localizada vizinha a Lourdes, na França. No dia em que a acompanhei, parei diante daquela Nossa Senhora que nunca tinha visto ou sonhado encontrar, já que meu trabalho, sucesso e presunção nunca haviam me permitido me dobrar diante daquele presença celestial, e rezei um rosário em lágrimas, vendo, ao mesmo tempo, escorrer diante de mim toda a minha vida vazia de verdadeiros valores e de compromissos sérios, visto que estes estavam sempre ligados ao trabalho e ao reconhecimento.

Mãe: Agradeço à Comunidade Cenáculo por aquilo que fez e está fazendo por nós. Em mim aconteceu e continua acontecendo esta transformação. Apesar das dificuldades que encontro todos os dias, hoje tenho confiança e encontro a força para enfrentá-las dia a dia.

Eu me volto agora às mães e aos pais que, neste momento, estão desesperados. Quero gritar a alegria de ter encontrado o Senhor! Quero voltar-me aos pais que não se dão conta de que os filhos estão ma:, eu sei que vocês não se dão conta, porque, muitas vezes, eles escondem, dizem mentiras e você acredita neles ou porque nunca pensam que eles serão capazes de fazer certas coisas, afinal de contas são seus filhos, entretanto, mesmo assim digo: Abram os olhos! Preciso ser sincera, depois de várias tentativas com psicólogos, com assistentes de serviços sociais, quando eles me tranquilizavam e minha filha era aceita pela sociedade e por todos mesmo sendo drogada. Da minha parte, eu não aceitava isso e todos os insucessos das tentativas. Foi quando finalmente encontrei uma luz na Comunidade Cenáculo, onde as mães de outros jovens que ali estavam me diziam: “Coloque-se em oração, pois desta forma você verá que a oração é capaz de sustentar. A oração te ajudará”. Mas, mesmo assim, minha resposta era: “Isso é um absurdo! Sim, posso rezar, inclusive já rezava antes, mas…”. Depois, comecei a fazer o que elas me diziam e comecei a rezar com o coração.

Falei do meu desespero para Nossa Senhora e pedi que ela me ajudasse. Aos poucos fui vendo que isso me sustentava e me enchia de confiança. A grande força que esta comunidade deu a mim e a nós como casal foi a de termos confiança, não termos medo e confiarmos inteiramente em Jesus. Nossa Senhora nos deu essa força! Estivemos em Lourdes, depois em Medjugorje e em ambos os lugares senti a força da presença da Virgem Maria e o dom que ela nos deu por meio da comunidade. Naquele lugar pude conhecer outros pais, rezar junto com eles e orar diante do ícone de Nossa Senhora Mãe da Ternura, que passa por todas as nossas casas. A força da nossa família hoje está em acreditar que, apesar dos insucessos, tentações, raivas que tivemos por não termos conseguido salvar nossa filha sozinhos, foi o amor de Deus que nos salvou.

Senhor Jesus, dê a cada família a consciência da própria missão de educar e conduzir os filhos à vida e à esperança. Faça, Senhor, com que cada família seja reflexo do Teu amor misericordioso e o lugar da abertura dos jovens a Cristo, luz e vida do mundo.

Amém!

Fonte: Blog Canção Nova em Roma

terça-feira, 27 de julho de 2010

O casal é um território Santo



Fonte: WebTVCN

O PRIMEIRO PASSO É SEMPRE DIFÍCIL! O Último É Mais Ainda


Olá gente amiga,

Ouve-se freqüentemente alguém dizer que o primeiro passo é sempre o mais difícil.

Ao nos depararmos com o chamado para uma missão no Movimento, por exemplo, a de ser convocado para assumir alguma função nos quadros ou mesmo para tentar cumprir nossa missão de casal cristão, de alguma forma todos nós sentimos as aflições do primeiro passo. Insegurança, medo de não dar conta do recado e aqueles inevitáveis questionamentos: porque eu? Tem tanta gente melhor preparada! Por que não aquele casal? Tem muito mais experiência; tem mais tempo sobrando.

É assim, não é? Sem ainda nos darmos conta de que o Senhor não nos chama pelos nossos méritos, mas simplesmente porque Ele assim o quis, vamos sofrendo as agruras das naturais dificuldades do início de qualquer missão.

Mesmo depois de algum tempo e até de algum sucesso, custamos a perceber que desde o inicio, houve a mão de Deus a nos conduzir, ao colocar ao nosso lado as pessoas certas, e dá pistas para o caminho e que bastou aceitarmos ser instrumento nas mãos do Senhor, para que as coisas fossem acontecendo.

E os passos incertos e inseguros do começo acabaram nos levando a enfrentar riscos, a aceitar desafios, a fazer acontecer coisas que nunca imaginamos.

Corremos o risco de até nos darmos por satisfeitos com aquilo que através do nosso trabalho foi produzido, até que comece a pensar no ultimo passo. O ultimo é ainda o mais difícil!

É difícil porque o último passo nos acorda para a realidade do que não conseguimos produzir, das nossas eternas omissões.

O ultimo passo coloca-nos na dimensão da nossa pequenez diante da grandiosidade da seara do Senhor: tanta coisa a ceifar, tanto trabalho a fazer. E se for o ultimo passo, será que podemos dizer que fizemos o suficiente?

O ultimo passo é difícil, pois, por ser o ultimo, teria de recompor todas as lacunas, encontrar todas as soluções, realizar todos os sonhos, todo o bem.

Para a nossa sorte, porém, o Senhor só nos pede os primeiros passos, e nem nos deixa conhecer qual será nosso último. Por isso somos convidados a não parar. Deus nos dá a oportunidade de outros primeiros passos, fracos, tíbios, medrosos, incertos, mas que não serão os nossos últimos.

Os primeiros passos são sempre difíceis, mas estes estão ao nosso alcance, neles poderemos nos deparar com a mão estendida de Deus.

Quando Deus chama, chama por amor e para o amor.

Por isso ao ser chamado, não diga não, não se esconda, não vista a armadura do medo.

Arrisque na incerteza dos primeiros passos.

Silvia e Chico
CR Super-Região Brasil
Retirado da Revista Carta Mensal

sábado, 24 de julho de 2010

Faça a diferença no mundo


Sendo o sal da terra e a luz do mundo

"Vós sois o sal da terra e a luz do mundo". Essas imagens tanto do sal como da luz fazem parte do mundo simbólico de várias culturas e da tradição bíblica. As propriedades de tais elementos também são utilizadas para diversas analogias.

A questão principal deste texto é: o que fazemos com nossa capacidade de ser sal e luz? O sal, por exemplo, tem a finalidade de temperar os alimentos, mas pode perder essa sua função. Assim como a luz que, se for tapada com uma vasilha, perde sua finalidade. O Senhor, ao comunicar essa verdade a Seus discípulos, chama-os a agir ativamente, não por busca de méritos próprios, mas por louvor a Deus Pai, que nos constituiu assim: sal e luz.

Neste podcast Denis Duarte faz um breve estudo sobre a passagem de Mateus 5,13-16, que aborda o assunto.

Denis Duarte
contato@denisduarte.com

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Fonte: Portal da Comunidade Católica Canção Nova

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Redescobrindo o outro e a alegria de ser casal

Num dos capítulos de "Nas Encruzilhadas do Amor", Pe. Caffarel fala das atualidades do coração. Afirma que para a estabilidade do casal é de máxima importância o conhecimento mútuo. Mas um conhecimento atual, ou melhor, uma redescoberta renovada a cada dia. O motivo é uma realidade que não podemos esquecer: o amor não é conquista definitiva, nem é imutável a pessoa amada. O amor é decisão, escolha de cada instante, não por ele, que por si seria definitivo, mas por nós, que somos tão volúveis. A pessoa amada hoje não é exatamente o que era ontem; tem de se revelar hoje de novo, tem de ser reconhecida e aceita hoje, na sua realidade atual. Não é real o amor preso a sombras do passado e cego para o brilho do agora; nem é possível o amor, a menos que se continue olhando com os olhos do coração.

É preciso que ambos continuem a se revelar mutuamente, sem nunca dar por garantido que o outro já sabe tudo. Não sabe. Sabe como você era antes. Revele agora sua atualidade, use linguagem e códigos que o outro possa captar. Não seja esfinge envolta em enigmas. É preciso que ambos estejam sempre atentos um ao outro, prontos a perceber as menores variações e os indícios mais leves. A linguagem do amor e da revelação pessoal não é estática. Como a linguagem comum, está sempre a mudar, a inventar novas palavras, porque as antigas já não parecem adequadas.

E não se esqueça: se parece que o outro mudou tanto, pare um pouco e examine se quem mudou não foi você, se não é o seu amor que anda meio reticente, se não é o seu egoísmo que anda meio solto, se não está na hora de mudar as lentes que condicionam seu olhar, se não está na hora de voltar ao encantamento de antigamente. Encantamento que não é ilusão, mas aguçamento do olhar, como o que leva o fotógrafo a perceber detalhes que para outros não dizem nada.

Encantamento que não é ilusão, mas percepção alegre da realidade, acolhida agradecida do que o outro pode realmente dar, sem sonhos de uma perfeição impossível, tanto para ele como para você. Preste atenção, veja bem o que lhe está sendo oferecido generosamente: alegre-se com o dom, apenas porque é dom; não espere no verão os frutos do outono, nem no inverno as flores da primavera. Tanto mais que, se pensamos bem, os dons que do amor recebemos são sempre muito maiores e muito melhores do que merecemos.

Não é possível o amor, a menos que continue olhando com os olhos do coração. Com os olhos do coração, curiosos sempre como os olhos de namorados.

Pe. Flávio Cavalca de Castro, cssr
SCE da Super-Região

VITÓRIA é o que vem depois da CRUZ.

“VITÓRIA é o que vem depois da CRUZ, ninguém há de condenar o que o Teu amor tocar!”
(Tempo de Vitória – Ziza Fernandes)

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Nós somos testemunhas desse caminho de cruz que leva à ressurreição

Cruz, caminho difícil, mas com parada certa. O grande mistério pascal nos ensina isso. Nós somos testemunhas desse caminho de cruz que leva à ressurreição. Jesus ensinou, e mais que ensinou, seguiu esse caminho. Caminho de dor, de humilhação, caminho de pobreza, caminho de doação. Caminho que nós talvez hoje não saibamos, não consigamos ou não queiramos seguir. É um caminho difícil, que exige um grande abandono à vontade do Pai. Jesus teve que despojar-se de tudo isso, por meio da obediência.

“Pra mudar o rumo o leme tem que ser muito maior.” Isso é uma verdade, e mais que uma verdade de fé, é uma verdade científica. Os navios precisam de um leme proporcional ao seu tamanho para que possam mudar de direção. Se o leme for menor do que o necessário, ele torna-se inútil, ou seja, o navio não muda de direção. O leme de Jesus foi a obediência ao Pai, o amor a nós. E o nosso leme qual será? O leme que tenho na minha vida tem sido capaz de me fazer mudar? Se não tenho conseguido mudar, mesmo depois de uma boa quaresma e páscoa, preciso rever, pois “Pra mudar o rumo O LEME TEM QUE SER MUITO MAIOR.”

Filhos, onde quero chegar é que para nós é tão difícil a morte. Mas se queremos a Vitória, precisamos ter em mente que ela é o que vem depois da cruz. Jesus morreu por nós, por amor, puro e simples. Mas eu sou incapaz de fazer o mesmo por Ele. E olha que a cruz a qual me refiro não é uma cruz de madeira, pesada sobre os meus ombros não. É a cruz do silêncio, do serviço, da humildade, da obediência e da caridade. Nossa, que cruzes…

Pois é. Jesus tinha uma causa que foi muito maior: eu, você, nós. Por isso Ele mudou. Tinha tudo sob seu poder, a terra inteira estava à sua disposição, pois era o Filho do Criador. Ele desde o princípio havia criado tudo com o Pai e o Espírito Santo. Teve a chance de vir ao mundo como nós, criaturas suas e podia desfrutar de tudo como nós, seria bom para Ele também, pois Ele trazia em Sua carne todos os nosso desejos, nossas necessidades. Ele foi igual a nós em tudo, exceto no pecado. Mas o leme de Jesus foi muito maior, o fez mudar de direção. Ele ficou no caminho do Pai.

Eu posso hoje me orgulhar e dizer: sou a causa pela qual Jesus decidiu dar Sua vida. Mas tenho que me perguntar: posso me orgulhar de dizer que Ele tem sido a causa pela qual eu dou minha vida? Às vezes dou minha vida por tanta coisa, por um campeonato, por uma disputa, por um jogo, por um partido, por um namoro. Isso é sério! Tem pessoas que se quebram inteira por causa de um simples racha. Mas será que seriam capazes de fazer isso por Jesus. Ele não pede isso, mas às vezes a “cruz” exige isso de nós. Às vezes gasto fortunas com meus prazeres, e sou incapaz de gastar para o Reino. Sou capaz de acordar cedinho para jogar, fico até tarde quando tenho que namorar, mas tenho coragem de fazer isso quando é por Jesus? Jesus é bem maior para mim a ponto de me fazer mudar a direção? Não sei…eu particularmente vejo que ainda preciso deixar que Ele seja maior em mim. E você?

Se hoje nós perguntássemos: qual a causa de tanta loucura Jesus? Ele responderia calmamente, talvez em meio a lágrimas de amor: VOCÊ!

Será que eu tenho testemunho suficiente para que me perguntem a mesma coisa e para que eu responda, em meio a um sorriso: Jesus é a causa!?

Vamos nos consagrar à Virgem das Dores! Ela que soube fazer de Jesus, literalmente sua causa. Desde a anunciação até à morte de Jesus, pelo leme da obediência, amor e humildade, Maria também fez de Jesus sua maior causa!

Então, aproveitemos as oitavas da páscoa para definirmos, por qual causa vou viver? Tenho que escolher. Ah, aí vai uma dica, se quiser a Vitória lembre-se o que vem depois da CRUZ. Se não quiser a cruz, talvez não chegue à vitória. Escolha! Ainda há tempo… mesmo que tenha pecado: ninguém há de condenar o que o Teu amor tocar!

Edgar Nogueira Lima

Fonte: Blog da Comunidade Rahamim

Radiola do Círculo Verde

Caríssimos,

A programação da Radiola do Círculo Verde foi renovada.

Para tornar o nosso Blog mais leve, a Radiola não mais será iniciada automaticamente. Mas se você desejar ouvir nossa programação, basta iniciar a radiola no controle ao lado direito do Blog (Play).

Esperamos que gostem na nova programação.

Paz e Bem!

Por que sou Católico?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Assista pela Internet Adoração e Vida no Halleluya Fortaleza



Assista hoje, dia 22 de julho, pela Intenet (horário previsto para às 23h) o show do Ministério Adoração e Vida no Halleluya.

No site da Comunidade Shalom, organizadora do evento, você pode acompanhar toda a programação que vai até o domingo, dia 25 de julho: Adriana, Dominus, Pe. Fábio de Melo, Davidson Silva, Netinho, Recado, Diego Fernandes, Cantores de Deus, Suely Façanha e muito mais.

ASSISTA AQUI:
http://www.comshalom.org/videos/transmissao/index.html

O respeito no relacionamento é tudo

Respeito: uma palavra que diz tudo no relacionamento entre as pessoas, e é imprescindível no relacionamento de um casal, seja um casal de namorados, noivos, casados. Meu pai me ensinou desde menino que eu devia ter respeito pelos mais velhos e não permitia de forma alguma que se faltasse ao respeito com ninguém.

Vivemos uma crise profunda neste sentido, principalmente na família: é só olhar para a forma e o jeito que os filhos se relacionam com seus pais, também dos pais com relação aos filhos, sem falar dos esposos que deixaram esta virtude se perder no tempo, e é principalmente no modo de falar um com o outro que se destaca o desrespeito: palavras de ofendem, que ferem a dignidade da outra pessoa, ofensas, gritos, ou desrepeito pela não consideração das opiniões do outro.

Respeitar o outro é acolhê-lo na sua humanidade e compreender que é uma pessoa incompleta, mas que é portadora de valores, crenças pessoais, convicções construidas ao longo de sua vida, que tem uma família e foi educada de forma diferente da que eu fui educado, é aceitar a possibilidade de falhas mas que estas não definem o representa a pessoa. Respeitar é ter consciência que preciso colocar em mim os “freios” da prudência ao me dirigir a outra pessoa, pois ela é templo do Espírito Santo, detentora da dignidade de filho de Deus, merecedora de ser acolhida fraternalmente.

Olhar para quem se ama com respeito, como um “solo sagrado” que precisa de cuidado para ferir a sua individualidade, é condição essencial para se manter um bom relacionamento e provar que este amor é verdadeiro.

Eu pergunto: tenho respeitado meu conjuge, ou namorada (o) ou noiva (o), ou imponho as minhas vontades, me acho no direito de corrigi-lo , de modificar a sua vida adequando-a ao meu modo de ver, tirando enfim o seu direito de fazer escolhas??? Talvez na resposta desta pergunta podemos ver porque muitos relacionamentos se acabaram com o tempo, faltou o respeito à outra pessoa.

É tempo de retomar, de enxergar a outra pessoa mais humanamente, isto é enxerga-la com os olhos de Deus, e a partir disto construir a possibilidade de deixa-la ser comigo, sem deixar de ser ela mesma, pois é assim que o Pai nos permite viver: Ele respeita a nossa liberdade de ser, e nos chama a viver com Ele. Que o Pai te conceda a graça de refletir sobre isto.

Deus te abençoe.

Diácono Paulo Lourenço

Fonte: Blog Diácono Paulo Lourenço

A Santa Missa é muito mais que uma reunião fraterna



Quando a Liturgia se corrompe, a vida cristã corre perigo

Quando a Liturgia se corrompe, toda a vida cristã corre perigo de se corromper.

A Liturgia é a oração oficial da Igreja, do povo de Deus, do Corpo Místico de Cristo.

Nela [Liturgia], é o próprio Jesus, junto com todos os que estão unidos a Ele pelos laços da fé, do batismo e do Espírito Santo, que se apresenta ao Pai em sacrifício de salvação do mundo inteiro; que ora ao Pai, que lhe oferece louvor, adoração, agradecimento, pedido de perdão, pedido de ajuda…

O centro da Liturgia é JESUS. Ela não é – não pode ser! – propriedade particular de nenhum celebrante, de nenhuma comunidade, de nenhum grupo de fiéis, de ninguém: cabe à Igreja – e só à Igreja – organizá-la, modificá-la, aperfeiçoá-la. Infelizmente, em nome de uma criatividade mal entendida (e de um Concílio Vaticano II mal interpretado), a Liturgia tem sido, muitas vezes, manipulada a bel-prazer.

Indo muito além da liberdade de ação que ela própria permite, tem-se visto de tudo em algumas celebrações litúrgicas.

O fato é que quando as pessoas se permitem certas liberdades no campo da Liturgia, violando suas normas e seus limites, as mesmas atitudes, aos poucos, vão sendo permitidas em outros campos da vida cristã, ou seja, na moral, nos mandamentos, na doutrina e por aí afora. Dessa forma, tudo fica relativo, isto é, tudo depende do ponto de vista de cada um e cada um faz “do jeito que gosta”. Corrompida a Liturgia, corrompe-se também a vida cristã e eclesial.

Sem entrar em detalhes, a Liturgia – sempre! – deve pôr em seu centro JESUS, Sua Vida, Sua Palavra, Sua morte, Sua Ressurreição, Sua Presença no meio de nós. Nesse sentido, não é a comunidade o centro da Liturgia, menos ainda o celebrante. A comunidade e o celebrante se reúnem em torno do Senhor.

É a Ele que deve ser orientada a participação da comunidade e a ação do celebrante, e este deve ter a consciência e a humildade de não pretender ser o centro das atenções; deve rejeitar todo tipo de exibicionismo. Pelo contrário, a fé e a devoção do celebrante devem dar o tom da celebração.

A comunidade precisa ser informada e formada para que sua participação não se torne um “festival”, no qual há muita “alegria e participação”, mas onde falta o silêncio, a concentração, a atenção à Palavra de Deus, o respeito pelo Corpo e Sangue de Cristo. Sobre este ponto, no dia 15 de abril de 2010, ao receber em audiência os bispos do Regional Norte 2 da CNBB, o Papa Bento XVI dirigiu-lhes palavras muito oportunas.

É bom que você conheça as passagens principais e compreenda sua importância para que uma Celebração Eucarística seja autêntica.

– “Sinto que o centro e a fonte permanente do ministério do Papa estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja. Podeis assim compreender a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados. Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor”.

– “Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2)”.

– “Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora. Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)”!

– “O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambiguidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10).

– “O culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro”.

Até aqui foram as palavras de Bento XVI. Reflita um pouco sobre elas. Pelo que depender de você, ponha no centro da Liturgia, em particular da Eucaristia, o próprio Jesus e, junto com sua comunidade, volte-se para Ele e permita que Ele tome conta de sua vida. Não faça da Liturgia um laboratório de experiências, que só na aparência seriam pastorais…

Respeite a Liturgia tal como a Igreja propõe: respeitar a Liturgia, em particular a Eucaristia, é respeitar a oração do próprio Jesus.

Faça da Eucaristia, celebrada e participada com fé, devoção e respeito, como o “fogo da lareira” que aquece toda a sua vida de discípulo/a de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sem Eucaristia, o mundo iria de mal a pior, pois a Eucaristia é Jesus. E Jesus é o único que pode salvar o mundo.

Dom Hilário Moser, SDB (*)

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Fonte: Blog Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 21 de julho de 2010

De quem sou eu?



Para ouvir melhor essa pregação, faça uma pausa na Radiola do Círculo Verde.

Fonte: WebTVCN

Halleluya 2010 - Show da Comunidade Recado

Caríssimos,

Hoje começa o Halleluya 2010. Veja AQUI quem vai estar lá.




Se Deus quiser, eu estarei lá :-)

Rezemos todos pelo sucesso desse belíssimo evento!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Irmã Maria Eunice em Fortaleza

Irmã Maria Eunice em Fortaleza



Fonte: Casa de Missão Fortaleza

Termômetro da amizade


Que tipo de bem tenho comunicado aos meus amigos?

Volta e meia conversamos sobre amizade. Se fosse realizada alguma pesquisa, talvez chegássemos à conclusão de que essa é uma das palavras que saem com mais facilidade da boca de todo o mundo.

Mas será que todo o mundo sabe, de verdade, o que está querendo dizer quando fala sobre amizade?

São Francisco de Sales é um Doutor da Igreja, título dado àqueles santos que desenvolveram um ensinamento surpreendente. Ele também oferece um conceito singular sobre amizade: a caridade é uma amizade, ou seja, amizade é puro amor. E não para por aí não. Esse santo vai além e destaca que toda a amizade é comunicação de bens.

Eu pergunto para você: o que é um bem? Bem é tudo aquilo que, quando colocamos em comum, enriquece, acrescenta, plenifica, aperfeiçoa. Só pode existir bem quando existe amor, e só existe amor onde existe Deus, que é puro amor. Aqui, São João Evangelista também pode nos ajudar quando ensina que “Deus é luz e nele não há treva alguma” (cf. I Jo 1,5).

Ora, se Deus é amor e é luz ao mesmo tempo, isso significa que o amor apenas existe na luz, e vice-versa. Aí já fica fácil de entendermos melhor muita coisa. Em primeiro lugar, fica claro que não pode existir verdadeira amizade entre pessoas más ou que se unem para fazer o mal. O mal é escuridão, é treva, é o oposto da luz. Todo relacionamento que tem como base o mal foge da lógica da amizade, que, como vimos, é comunicação de bens, e todo o bem é bom, é luminoso. É impossível existir um bem que seja mal. Vou repetir para você não esquecer: não pode existir verdadeira amizade entre pessoas más ou que se unem para fazer o mal.

Não é preciso pensar muito para que outra pergunta surja logo em nossa cabeça: que tipo de bem eu tenho comunicado aos meus amigos? Melhor ainda: será que eu estou, de verdade, comunicando algum bem aos meus amigos, ou seja, partilhando com eles coisas que enriqueçam o nosso relacionamento? Ou, ao contrário, muitas vezes, eu tenho dado mais ênfase para a escuridão por meio do que falo, do que vivo e do que estimulo o outro a fazer e viver?

É tempo de retomada, de dar a volta por cima e colocar a vida de novo no caminho certo. Faço um convite para você: sejamos verdadeiros amigos de nossos amigos. Vamos comunicar bens que sejam bons de verdade, luminosos, que testemunhem o Deus, que é todo luz e todo amor.

Peçamos o auxílio do Senhor:

Senhor, a amizade precisa ter raízes em Ti para que possa ser verdadeira. Somente em Ti e a partir de Ti tudo pode ser construído com bases sólidas, firmes, duradouras, com destino à eternidade.

Sim, Senhor, ensina-me a ser verdadeiro amigo de meus amigos. Aumenta o desejo de meu coração em perseguir este objetivo com todas as minhas forças.

Da-me a graça de resplandecer em minha vida e através dos bens que comunico toda a Tua Luz, que cura de todo o mal!

Seu irmão,

Leonardo Meira

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Fonte: Portal da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A vontade de Deus nos santifica


Só assim seremos felizes e viveremos em paz


Os santos ensinam, com unanimidade, que o caminho da santidade é "fazer a vontade de Deus". Isso nos santifica porque nos conforma com Jesus, o modelo da santidade, que, acima de tudo, queria fazer a vontade de Deus em todo tempo. No entanto, a vontade divina nem sempre coincide com a nossa. E aí está o primeiro passo para amar a Jesus: abdicar do que nós queremos, para fazer o que Ele quer. O profeta Isaías disse:

"Meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor, mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos" (Is 55, 8-9).

A lógica de Deus é diferente da nossa porque Ele vê todas as coisas, perfeitamente, enquanto a nossa visão é míope e limitada. É como se olhássemos a vida como um belo tapete persa, só que pelo lado avesso.

Não podemos duvidar de que a vontade de Deus Pai para nós "seja a melhor possível", mesmo que seja incompreensível no momento. O que mais agrada ao Altíssimo é trocarmos, consciente e livremente, a nossa vontade pela d'Ele, porque isso é prova de muita fé. Quando damos esse passo, o Senhor substitui a nossa miséria pelo poder d'Ele. Portanto, é preciso, a cada dia, a cada passo, em cada acontecimento da vida, fazer esse exercício contínuo de aceitar a vontade do Senhor, que sabe o que faz.

Santo Afonso de Ligório (†1787), doutor da Igreja, resumia tudo dizendo: "Fazer o que Deus quer, e querer o que Deus faz".

Não seremos felizes de verdade nem teremos paz duradoura, sustentada, enquanto não nos rendermos à santa e perfeita vontade do Todo-poderoso.

O santo vive na paz e na perene alegria, embora caminhando sobre brasas muitas vezes. São João Bosco afirmava que "um santo triste é um triste santo", e o seu discípulo São Domingos Sávio dizia que a santidade consiste em "cumprir bem o próprio dever e ser alegre".

Jesus ensina o que é essencial: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça" (Mt 6,33), isto é, fazer a vontade de Deus.

Também conosco será assim; é nos momentos mais difíceis da vida, nas crises de toda espécie, que temos a oportunidade de fazer a vontade do Pai da melhor maneira.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

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Fonte: Portal da Comunidade Canção Nova