"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Amar, mas na dose certa

O amor real promove, não aprisiona
O amor é um bem em si mesmo, mas, pode tornar-se prejudicial se o mesmo acontecer de maneira desordenada.

Amar é uma possibilidade confiada a todo ser humano. E é certo que todos amam algo na vida: uns amam coisas ruins e destrutivas, outros realidades boas, alguns amam aprisionando, outros tornando livre o ser.

O amor, quando ausente de tempero “na medida certa” angustía e faz sofrer.

Todo amor precisa concentrar em si a capacidade de decidir sempre pelo bem, mesmo quando esse não se constituí como a opção mais cômoda e agradável.

O amor maduro compreende que é preciso se doar aos poucos, pois afeto em excesso sufoca e não atraí sobre si o devido respeito.

Para amar bem é preciso começar em si. Quem não se respeita e não tem sensibilidade para compreender os próprios limites, não poderá respeitar e compreender o outro.

Quem não respeita o espaço de seus sagrados silêncios, confiando-os a outros, terá demasiada dificuldade para definir sua própria identidade.

O amor, para ser leal, precisa respeitar os limites que compreendem os espaços onde o coração descansa sem se conceituar.

O amor só é concreto quando antes de nos doarmos aos outros, conseguimos compreender e definir claramente nossa própria identidade.

Quem abre mão do que é para agradar a outros vive em profunda “alienação”.

Quem não se assume em sua singularidade, naquilo que gosta e que não gosta, não poderá amar com qualidade.

Aquele que se desprende da própria dignidade e personalidade, vive toda a vida “representando para ser aceito”.

Só podemos ser amados sinceramente quando assumimos, e somos assumidos integralmente em nossa verdade, naquilo que realmente somos.

Amor sem pessoalidade, sem respeitar e ser respeitado, é um amor destemperado.

Amar, sem tornar o outro cada vez mais livre, é uma maneira de camuflar um egoísmo que busca se afirmar a custa de um outro coração.

O amor real promove, não aprisiona.

O amor se faz perceber em uma relação, onde, cada vez mais, nos tornamos abertos a outras pessoas e não fechados naqueles que amamos.

O perfeito amor nos lança para frente, para o relacionamento com outras pessoas, e não nos reduz em nossa capacidade relacional.

Nas paginas do nosso coração o conceito de amor não pode se confundir com o de posse... pois, a liberdade é pressuposto essencial na relação onde o amor resolve fazer sua morada.

O amor fechado está destemperado, e com certeza ocasionará diversos dissabores.

Amar da maneira certa dá trabalho, mais, com certeza “vale a pena”. Quando o ser ama realiza o que é, realizando-se enquanto ser.

Amar com têmpero e na dose certa, faz um bem enorme e dá mais qualidade ao viver.

Precisamos compreender que todos somos capazes de amar e sermos amados. Quando no coração existe disposição, o amor firma seus passos e constrói sua própria estrada, trazendo um novo sabor a todas as coisas.

Não tenha medo de trilhar tal caminho, onde perdas ensinam e escolhas formam, e permita que o amor ensine, retirando os excessos, a força de seu dom.


Adriano Zandoná
artigos@cancaonova.com
Seminarista e missionário da comunidade Canção Nova, reside atualmente na missão de Palmas-TO. É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16:00 às 18:00. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br é possivel também acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .

Publicado originalmente no portal da Canção Nova

terça-feira, 30 de outubro de 2007

“MOSTRA QUE A vaidade NÃO É NADA PRA QUEM SERVE A DEUS, mostra que a VIDA vem do Amor de quem primeiro amou!”

MOSTRA QUE A vaidade NÃO É NADA PRA QUEM SERVE A DEUS, mostra que a VIDA vem do Amor de quem primeiro amou!
(Caminho traçado – Maninho/Papel Dobrado)

Eis a receita do nosso ministério. Todo o nosso serviço deve estar baseado no amor. Paulo nos afirma isso claramente em uma de suas cartas, que ainda que tivesse todos os dons, falasse a língua dos homens e dos anjos, que tivesse uma fé infinita, ainda que desse todas as coisas aos pobres, se não tivesse o AMOR, de nada valeria! (Cf. I Cor 13, 1ss)
É sobre essas sábias palavras de Paulo que o Senhor nos chama a meditar durante esse mês. O Amor, que deve sustentar nosso serviço, guiar nossos passos e nos fazer superar todas as coisas. Precisamos entender, quando Paulo escreveu esta carta, seu desejo era deixar claro que só o amor é capaz de fazer perseverar nas dificuldades. Se lermos um pouco a frente, veremos que o amor é paciente, é bondoso, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. E diz ainda, “o amor jamais acabará.” (Cf. I Cor 13, 4-8).
Precisamos pedir ao Espírito Santo que desperte em nós o amor, o dom da Piedade e Temor de Deus, esses dons nos fazem buscar a Deus pelo amor e manter um relacionamento íntimo com o Pai e Filho. Só o Espírito Santo pode nos fazer amar. O pecado original nos atrapalha, nos impede de viver o amor. Por isso há em nós a preguiça, o comodismo, o excesso de amor próprio, dentre outras coisas. Mas Jesus nos enviou o defensor, o consolador, nos enviou o amor, pois sabe que sem Ele não conseguiríamos amar, mas fomos criados para amar.
Quando nossa fé é amadurecida no amor, tudo fica diferente. Nosso relacionamento com Deus fica diferente, nossa caminhada fica diferente, a vida fraterna fica diferente, as obrigações, os deveres, as regras, as dificuldades e até os sofrimentos, para quem ama é diferente. Tudo cria um sentido diferente quando há amor. Quando minha fé está baseada no amor a Cristo, as tribulações acontecem, mas não conseguem, por maiores que sejam, me derrubar. O amor precisa ser a viga mestra, o cerne, a base, o centro de nossas vidas. É santo quem muito ama.
Na caminhada, logo no início, há a paixão, ficamos inebriados, por isso somos conquistados e entramos no caminho de Deus. Isso é necessário. Mas só o amor nos faz continuar. A paixão será provada nas tribulações como o ouro é provado no fogo, é aí então que precisamos entender que nossa paixão deve se tornar amor. Se não virar amor, seremos enganados, desistimos, saímos, fugimos. Porque só o amor tudo suporta.
Quando caímos, não quer dizer que não amamos, mas se pedimos perdão e voltamos, aí amamos. Pois ainda que erremos não conseguiremos viver longe de quem amamos. É por isso que a misericórdia de Deus é infinita. Porque Deus é Rahamim! É amor gratuito, amor que ama porque é necessidade do seu coração, acima de qualquer coisa, incondicionalmente!
Agora me responda, diante de tão grande amor, o que posso eu fazer??? Senão amar também e por amor, esperar, suportar, morrer, levantar, perdoar, lutar, aprender, servir...
Então, nesse mês de junho, em que celebramos a festa de Corpus Christi e do Sagrado Coração de Jesus, as maiores provas do amor de Jesus pela a Igreja, devemos aprender a amar. Por amor, faremos todas as coisas, e venceremos em todas as coisas. O amor sempre vencerá!
Quando o amor por Deus é sincero, nem as perseguições, nem as cobranças, nem as dificuldades poderão nos fazer desistir dEle. Porém, se não há amor, há conveniência, vaidade, lhe garanto, seu tempo está contado. Assim que alguém lhe machucar, for ignorante, não lhe receber bem, alguém que era exemplo cair, você desiste. Pois havia vaidade, desejo de parecer o que não é. Padre Piamarta disse “O que não é santidade, é vaidade!” E como eu já disse, é santo quem muito ama!
Então o desafio desse mês é: Amar, em todas as coisas! No serviço, amar. Na dor, amar. Na alegria, amar. Na vida, amar! Como Jesus, amar! Como Maria, amar! Como os santos, amar!

Edgar Nogueira Lima
(edgarnlima@gmail.com)
Comunidade Rahamim
Junho/2007

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Tire suas máscaras

Caríssimos,

Esse final-de-semana, vi uma belíssima pregação do Pe. Gilson Sobreiro sobre um tema que discutimos outro dia em reunião do Círculo Verde. Nesta homilia Pe. Gilson fala sobre as máscaras que usamos, e nos convida a tirarmos todas as máscaras.

Pe. Gilson nos convida também a exercitarmos a simplicidade. Como lembrou Pe. Gilson, citando Santo Agostinho, "a beleza está no simples". Sejamos então belos. Sejamos simples. Peçamos o dom da simplicidade que encanta os olhos de Deus!


Ouça a pregação na íntegra, clicando aqui.




Para ouvir melhor esta pregação, faça uma pausa na Círculo Verde FM (no canto inferior esquerdo de nosso blog).

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

ECC

Entendimento é
Necessário aos
Casais que
Ontem, hoje e sempre
Nutrem seu amor,
Tendo no próximo a
Razão de viver
Onde a busca de

Deus é incenssante
E sincera, o

Coração não sente
Amargura e
Sabe vencer as
Adversidades e
Incertezas, buscando os
Sábios ensinamentos de Jesus para

Cumprir sua palavra com
Orgulho, trabalhando por um
Mundo melhor,

Capaz de dar
Resposta às nossas
Inquietações e
Satisfazer
Todos os nossos desejos através da
Oração.
Acróstico feito pelo casal Chiquinho e Ieda, da Paróquia de São Benedito, Bairro Pilares,
Rio de Janeiro/RJ, Regional Leste I

Publicado originalmente no Portal do Conselho Nacional do Encontro de Casais com Cristo

Confiar no outro

Não se confia em alguém de forma mágica

A confiança é um fruto que nasce de uma experiência de amor do encontro de duas pessoas. Para confiar é preciso se encontrar com o outro.

Quando falo do encontro lembro-me das experiências dos encontros de Jesus com tantas pessoas: Maria Madalena, Zaqueu, Bartimeu, Pedro… É o encontro que nasce do amor gratuidade capaz de ver a pessoa naquilo que a faz única e não se repete. Um encontro de amor que evoca o melhor do outro a vir para fora. Sim é verdade, o amor é a única força capaz de perceber e intuir o que o outro tem de melhor, aquilo que tantas vezes está escondido e que só quem ama é capaz de perceber.

A confiança nasce dessa relação de encontro de amor. É um encontro que nasce na oficina da vida. Jesus foi encontrando-se com as pessoas no caminho. É na caminhada da nossa existência que vamos nos encontrando com as pessoas. Faz-se necessário uma abertura interior e disposição para acolher todos aqueles que a Divina Providência vai colocando do nosso lado: na família, na escola, no grupo, na comunidade, no trabalho, enfim, em todas as situações que vivenciamos.

Para confiar é necessário tempo. Na nossa comunidade, Pe. Jonas usa algumas palavras fortes: “… é necessário sangue, suor e lágrimas”. Não se confia em alguém de forma mágica, é preciso conhecer o outro, dar-se a conhecer. É preciso partilha transparência, aceitação das diferenças, acolhimento, paciência. Confiar é uma conquista! Conquista que exige do seu coração abertura. Confiar implica em amar na gratuidade. Ricardo Sá diz que quando o amor é amadurecido aceita a todos. Confiar passa pelo processo de aceitação daquilo que o outro é, mesmo com os seus limites e defeitos.

Talvez você se faça esta pergunta: Como confiar quando nós somos traídos? Sinto que a confiança está muito ligada ao perdão. É preciso coragem para pedir e dar perdão. Jesus nos ensinou no alto da cruz quando pediu ao Pai que perdoasse aqueles que estavam crucificando-o. Ele disse: “Eles não sabem o que fazem”. Precisamos ter este olhar de Jesus, que aceita, acolhe e é capaz de ir além da situação, é capaz de ver a pessoa por inteiro. É capaz de recomeçar sempre.

Confiar no outro exige de nós uma atitude crescente de recomeçar sempre, mesmo quando eu fui traído, traída. Não é coisa fácil, é trabalho interior, exige lucidez diante dos fatos e autodomínio nos sentimentos. É preciso uma séria caminhada de conversão. Tenho feito esta experiência. Não é coisa fácil, mas quando você consegue experimenta-se a liberdade interior. O amor verdadeiramente nos faz livres.

Só o amor… Confiar é amar!

Foto Vera Lúcia Reis
artigos@cancaonova.com
Verinha é missionária celibatária da Comunidade Canção Nova. Trabalha na formação dos membros da comunidade e atualmente é estudante de Teologia.

Publicado originalmente no Portal da Canção Nova

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A comunhão fraterna vale mais do que milagres

Existe milagre maior do que o amor que gera comunhão de espíritos?

Deus é Trindade, é comunhão de vida, é família, “Deus é amor” (1 Jo 4, 8).

A Igreja é uma comunhão de vida com Deus em Jesus Cristo, significada e expressa externamente por uma comunhão de amor com os irmãos e irmãs. A união com os irmãos e irmãs é um sinal sacramental de nossa união e comunhão com Deus. A união e o amor entre os irmãos e irmãs é um reflexo do amor e da união existente no seio da Trindade.

O conceito de família e de comunhão é essencial para se compreender a vida cristã, sempre partindo de Deus como Trindade, como família, como sociedade e como comunhão de amor e conhecimento para entender a vida de família na Igreja.

A “comunhão fraterna” (koinonia) é a união espiritual dos crentes baseada na mesma fé e no mesmo projeto de vida. A primeira comunidade cristã tinha consciência de estar coadunada pelo Espírito do Senhor, que fazia deles “um só coração e uma só alma” (At 4,32).

Jesus e seus discípulos constituíam uma autêntica comunidade fraterna, onde tudo era posto em comum: preocupações, sofrimentos, interesses, esperanças e alegrias, os bens materiais e espirituais. Cristo os unia acima de todas as diferenças possíveis e imagináveis. No interior dessa comunidade, acontecia a convivência de todos e cada qual com Cristo e, por conseguinte, convivência fraterna dos discípulos entre si. A comunhão vale mais do que milagres. Existe milagre maior do que o amor que gera comunhão de espíritos? Apesar de nossa diversidade, o Espírito de Jesus é capaz de realizar o milagre da união...

Já na raiz somos irmãos e irmãs uns dos outros. É o mesmo Sangue de Cristo que dá vida a todos os membros da comunidade cristã.

Compartilhamos a mesma fé, a mesma vida divina, o mesmo Espírito de Jesus, o mesmo sangue. Com tanto mais razão deveríamos ser capazes de partilhar as outras coisas.

A comunhão na fé leva à comunhão dos bens. Quanto mais estivermos unidos a Deus, mais abertos deveríamos estar à solidariedade e à partilha. A fé é a base da união dos espíritos e do pôr os bens em comum: “Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum” (At 2, 44). A comunhão com Cristo é inseparável da comunhão com os irmãos e irmãs.

Portanto, a comunidade cristã só tem sentido quando for retrato vivo da comunhão fraterna, isto é, da caridade teologal. Valorizando cada pessoa na sua dignidade original, feita à imagem e semelhança de Deus, mais facilmente se chega a essa intercomunhão tão almejada. Então, os bens materiais são espontânea e generosamente postos à disposição da comunhão espiritual, fazendo com que desapareçam as discriminações, ninguém passe necessidade e não haja no seio de nossas comunidades indigente algum. “Quem recolheu muito não teve de sobra e quem recolheu pouco não teve falta” (2 Cor 8, 15). A comunhão com Cristo leva necessariamente à prática da partilha, do dízimo e da solidariedade fraterna.

Sempre me impressionou o que dizia São Basílio de Cesaréia: “O pão que você guarda para você pertence ao faminto. Ao homem sem roupa pertence o manto que está fechado em seu baú. Ao que caminha descalço pertencem os sapatos que estão mofando em sua casa. Do pobre é o dinheiro que você mantém enterrado. É assim que você oprime tantas pessoas a quem poderia ajudar”.

Compartilhando nossa vida, compartilharemos também nossa missão evangelizadora e apostólica. Seremos verdadeiros discípulos(as) e missionários(as) de Jesus Cristo.

Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo de Santo André (SP)

Publicado originalmente no Blog Vida Nova

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Será que eu sei amar!?

Sabe demonstrar amor quem se aplica a descobrir o que o outro precisa para se sentir amado.

Mais importante do que amar é fazer com que o outro experimente este amor. Isto significa que - para que o amor aconteça - a gente não ama com o amor que a gente tem; amamos com o amor que faz o outro ser amado. É por isso que ninguém é igual e, que cada amor é uma exclusividade!

Seu irmão,
Ricardo Sá

Publicado originalmente no portal da Canção Nova

terça-feira, 23 de outubro de 2007

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” (Mt 10,16)

Eis a grande missão da Igreja. Somos ovelhas em meio a lobos, e justamente por isso devemos ser prudentes, espertos, “vivos”, atentos como as serpentes e simples, obedientes, humildes, mansos como as pombas. Parecem coisas antagônicas, mas Jesus sabia bem o que ordenava. Pois Jesus conhece nossas realidades, conhece o mundo em que vivemos. Quando Jesus falou isso, ele explicava o que aconteceria no dia do juízo. Ou seja, era um contexto bem claro de para onde nós somos enviados, e por isso nos ordenou sermos prudentes e simples.

O mundo busca nos enganar, nos fazer menores que o pecado, menores que o mal. Coloca em nossa mente que o prazer é o que vale, que só temos essa vida para “curtir” e assim vai nos alienando. O inimigo é gaiato, tem plantado nos corações a dúvida, da misericórdia, da palavra de Deus, da mãe-Igreja. E as pessoas têm caído no pecado como ovelhas na boca do lobo. Cristão ignorante é presa fácil.

Prudência, esperteza, agilidade, bom senso, vivacidade são características admiradas por Jesus, exercitadas por Ele em sua vida terrena, e necessárias a nós que seguimos seus passos aqui na terra, Igreja Militante. No dicionário militante significa do “Lat. Militante; que milita, que está em exercício; que pertence à milícia; combatente;” Pois é justamente essa a Igreja que hoje somos, ou que deveríamos ser. Jesus elogia a esperteza do administrador infiel (Cf. Lc 16), responde com sabedoria e sagacidade ao ser questionado pelos fariseus, foi ágil a fugir das perseguições, teve bom senso na hora de questionar algumas pessoas. Enfim, é assim que hoje devemos ser.

Não podemos parar nas perseguições. O mundo está se acabando no pecado, o evangelho está esperando para ser pregado, Jesus espera ser conhecido, e que aqueles que o conheceram o apresentem aos que ainda não conhecem. Uma das mais novas armadilhas do inimigo foi nos acomodar, pelo medo, pela preguiça, pela apatia. E assim o evangelho vai percorrendo menos espaço. Jesus não transforma as vidas que precisam. Precisamos pedir ao Espírito

Santo a ousadia, a criatividade. Precisamos ser rápidos, espertos, certeiros quando o assunto é a nossa salvação, a salvação das nossas famílias, a salvação da nossa comunidade, da nossa Igreja, da sociedade. O evangelho que eu conheço precisa ser pregado com palavras e atos. A palavra de Deus precisa ser personificada em mim e em você. O evangelho deve sair da bíblia e entrar na história com minhas atitudes, opções, ações. Devo vivificar a Palavra.

Na luta contra os lobos, é preciso se conhecer. Olhar para si mesmo, conhecer o aprisco, para não ficar em lugar acessível ao lobo. O pastor Jesus constantemente se impõe, luta contra o lobo, nos salva sem que percebamos, mas também devemos fazer nossa parte, nos cuidar, vigiar e estar próximo de Jesus, na oração.

Jesus envia os seus discípulos. E nesse mês em que a Igreja se volta para os missionários, devemos nos abrir à criatividade, olhar à nossa volta, ver quem precisa conhecer a Deus. Anunciar a boa nova da salvação! Sairmos do nosso mundinho cômodo e acessível e perceber que ser missionário é sair em missão, e muitas vezes a missão é do nosso lado e não enxergamos.

Peçamos a mansidão, ousadia e discernimento. São três pilares necessários a uma boa evangelização. Ser manso, como Jesus foi, mas não tonto. Ser manso quer dizer não agredir, não ferir, ultrapassar, nem se desequilibrar. Ser ousado é ir em lugares difíceis, acessar espaços complicados, de maneira nova. Falo além de espaços físicos, são os espaços da vida. Áreas que as pessoas não tocam, não falam, pedir discernimento para tocar os corações, de maneira certeira. E discernimento para saber a hora e a maneira certa de fazer tudo isso.

Temos que acordar. Sair de nós e nos comprometermos com o evangelho, com o próprio Cristo que nos envia. Nos comprometermos com a Igreja, da qual faço parte, me responsabilizar por ela. Para fazermos isso, é preciso que tenhamos vivido bem o mês da bíblia e me debruçado sobre ela. Assim, estarei pronto!

Que a virgem de todos os povos, seja nossa medianeira desse mês.

Edgar Nogueira Lima
(edgarnlima@gmail.com)
Comunidade Rahamim

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Coisas importante a aprender com a Arca de Noé

Caríssimos,

Relendo alguns artigos antigos no portal da Canção Nova, encontrei essa "historinha" contada pelo saudoso Pe. Léo sobre as lições aprendidas com a Arca de Noé, bem ao seu estilo ... uma pregação bem humorada, mas muito objetiva e profunda.

Bom proveito!

COISAS IMPORTANTES A APRENDER COM A ARCA DE NOÉ

  1. Não perca o barco.
  2. Lembre-se de que estamos todos no mesmo barco.
  3. Planeje para o futuro. Não estava chovendo quando
    Noé construiu a Arca.
  4. Mantenha-se em forma. Quando você tiver 60 anos, alguém
    pode lhe pedir para fazer algo realmente grande.
  5. Não dê ouvido aos críticos; apenas continue a fazer o trabalho que
    precisa ser feito.
  6. Construa seu futuro em terreno alto.
  7. Por segurança, viaje em pares.
  8. A velocidade nem sempre é uma vantagem. Os caramujos estavam a bordo com os leopardos.
  9. Quando estiver estressado, flutue por um tempo.
  10. Lembre-se, a Arca foi construída por amadores; o Titanic por
    profissionais.
  11. Não importa a tempestade, pois quando você está com Deus há sempre um arco-íris te esperando.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Missão de todos

Todos somos responsáveis pelo Anúncio da Boa Nova de Jesus

Cada pessoa humana recebe o dom da existência sem mérito próprio e sem ter pedido esse dom. Uma vez vindo ao mundo somos colocados num caminho a percorrer, buscando nossa realização ou felicidade pessoal. Isto, porém, é uma conquista. Requer ideal buscado, meios adequados empregados, força de vontade e perseverança no encalço desse objetivo.

Muitos empecilhos acontecem. Contorná-los requer constância, ajuda de outros e conhecimento conquistado a respeito de como fazer para a consecução desse intento. Sem busca de valores estimulantes da caminhada, ficamos dando voltas em nossos próprios limites. Somos estimulados a buscar somente os agrados e prazeres momentâneos e fugazes, sem conquistarmos nossa realização pessoal.

O ser humano desde sua origem se ensimesmou exageradamente. Foi preciso a intervenção de Deus mais uma vez em nossa história para nos ajudar a termos visão global da existência. Sem Ele, não conseguimos vislumbrar o sentido pleno de nossa caminhada terrestre. O Filho de Deus vai à nossa frente indicando o caminho que leva à vida realmente realizadora. É preciso treinar nosso ser humano, muito afeito à fixação no provisório como objetivo de vida, para acertar com sua destinação de plena conquista da felicidade. Ele nos indica a missão ou a dinâmica de ir em frente, com algo altamente precioso para o comunicarmos ao semelhante.

Afinal, não é a busca de tudo o que agrada imediatamente nosso ego a base de sustentação de nossa realização. Ao contrário. Somente obteremos nosso bem-estar pleno quando damos tudo de nós para oferecermos o dom da libertação plena para todos, ou seja, o amor do próprio Deus. Ele faz as pessoas humanas perceberem sua fonte de realização no divino. O Evangelho é a mola mestra da realização humana, pois, contém o segredo do amor divino.

O Apóstolo Paulo lembra. "A Palavra de Deus não está algemada. Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos para que eles também alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna" (2 Tm 2, 9-10). Quem leva a Palavra de Deus ao semelhante, torna-se pessoa de imensa alegria, pois, sua missão na vida tem sentido por basear-se no fundamento do dom da existência e sua finalidade, Deus. Sem Ele, nossa vida apresenta um objetivo pequeno, por mais que tenhamos todas as condições sensíveis de bem-estar. Quando percebemos o objetivo de vida além do terreno nossa vida se torna um campo aberto para nosso gigantesco trabalho de fecundidade do amor baseado em Deus.

Neste mês, especialmente dedicado às missões, a Igreja nos lembra o valor das pessoas que deixam tudo para ir a lugares mais carentes e ali prestar serviços de evangelização e promoção humana. Têm em vista ajudar a plantar sementes do amor de Deus nos corações necessitados do maior valor da existência. Todos somos responsáveis pelo Anúncio da Boa Nova de Jesus, que faz o ser humano superar seu fechamento em si mesmo para se abrir à solidariedade aos outros e ajudar a construir comunidade de justiça e paz.

Cooperamos com a missionariedade da Igreja com a oração e nossa ajuda material aos missionários nas diversas partes do mundo. A Amazônia também é verdadeira terra de missão. Precisamos olhá-la com carinho e ajudá-la intensamente.

* Dom José Alberto Moura é arcebispo de Montes Claros (MG) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral (CEP) para o Diálogo Ecumênico e Inter-Religioso e Vice-Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic).

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)


Publicado originalmente no Portal da Canção Nova

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

É Jesus quem quer nossa conversão!

Muitas vezes, as pessoas estão tão enleadas em suas vidas, que não têm coragem de largar tudo e seguir Jesus. Por isso, por pior que você seja, por pior que tenha sido ou continue sendo a sua vida, você precisa compreender que deve dar um passo para o Senhor – porque mais do que o seu querer – é Jesus quem quer a sua conversão.

Além de haver pessoas muito más, depravadas, existem também pessoas que se acham "boas" porque não têm grandes pecados e não cometem grandes erros em suas vidas. Mas elas cometem "pequenos pecadinhos" – embora pecadinhos, na realidade, não existam –, e porque não se acham más, não roubam, não matam, nem são como os bandidos e corruptos, também não vão para Jesus. Por essa razão, muitas vezes, a conversão de um "bom" é muito difícil, pois por se considerar bom, não tem coragem de se tornar cristão para valer e ter o seu encontro pessoal com o Senhor.

A todos aqueles que têm uma vida errada e também àqueles de sua família, que estão muito longe do Senhor, eu digo: Não desanimem! Rezem muito, peçam ao Senhor e suas orações terão efeito.

Se vocês podem falar, falem; se vocês podem fazer, façam tudo o que puderem por essa pessoa que precisa se aproximar de Jesus. E mesmo que ela seja alcoólatra, viciada, depressiva não a desclassifique, pois para Deus não existe “lata de lixo” nem para a pior pessoa. Se você já fez tudo o que podia e já não pode mais falar – porque a pessoa já não suporta mais ouvi-lo –, reze, porque é Jesus dizendo: "Esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia" (João 6,37-39). Não desista de ninguém, pois Deus não desiste de nós!

Seu irmão,

Padre Jonas Abib

Publicado originalmente no portal da Canção Nova

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Maria, a Mãe de Deus, é modelo para a Igreja

A devoção a Maria é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos

Maria, a Mãe de Deus, é modelo para a Igreja, é Mãe para os remidos. Por sua adesão pronta e incondicional à vontade divina que lhe foi revelada, torna-se Mãe do Redentor, com uma participação íntima e toda especial na história da salvação. Pelos méritos de seu Filho, é Imaculada em sua Conceição, concebida sem a mancha original, preservada do pecado e cheia de graça.

Ao confessar-se serva do Senhor (Lc 1,38) e ao pronunciar o seu sim, acolhendo “em seu coração e em seu seio” o mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Maria nos aponta as vias da salvação, vias que convergem todas para Cristo, seu Filho, e para a sua obra redentora.

Maria nos leva a Cristo, como afirma com precisão o Concílio Vaticano II: “A função maternal de Maria, em relação aos homens, de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácia. E de nenhum modo impede o contato imediato dos fiéis com Cristo, antes o favorece”.

Mãe da Igreja, a Virgem Santíssima tem uma presença singular na vida e na ação desta mesma Igreja. Por isso mesmo, a Igreja tem os olhos sempre voltados para aquela que, permanecendo virgem, gerou, por obra do Espírito Santo, o Verbo feito carne. Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis, pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização? Assim, a “Estrela da Evangelização”, como a chamou Paulo VI, aponta e ilumina os caminhos do anúncio do Evangelho.

Este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto humano de bem-estar e felicidade temporal. Tem certamente incidências na história humana coletiva e individual, mas é fundamentalmente um anúncio de libertação do pecado para a comunhão com Deus, em Jesus Cristo. De resto, esta comunhão com Deus não prescinde de uma comunhão dos homens uns com os outros, pois os que se convertem a Cristo, autor da salvação e princípio de unidade, são chamados a congregar-se em Igreja, sacramento visível desta unidade humana salvífica.

Por tudo isto, nós todos, os que formamos a geração hodierna dos discípulos de Cristo, com total aderência à tradição antiga e com pleno respeito e amor pelos membros de todas as comunidades cristãs, desejamos unir-nos a Maria, impelidos por uma profunda necessidade da fé, da esperança e da caridade. Discípulos de Jesus Cristo neste momento crucial da história humana, em plena adesão à ininterrupta Tradição e ao sentimento constante da Igreja, impelidos por um íntimo imperativo de fé, esperança e caridade, nós desejamos unir-nos a Maria. E queremos fazê-lo através das expressões da piedade mariana da Igreja de todos os tempos.

A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: Fazei o que ele vos disser (Jo 2,5). E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria: ela é sempre a “Mãe de Deus e nossa”.

artigo extraido da homilia na dedicação da Basílica Nacional de Aparecida do Papa João Paulo II

João Paulo II
cancaonova.com

domingo, 7 de outubro de 2007

Cruzadinha Eucarística

Caríssimos,

Hoje participamos de uma belíssima festa para as crianças da Cruzadinha Eucarística. A alegria das crianças foi contagiante, e nós pudemos ver muito claramente que a melhoria da vida para essas crianças depende de muito pouco... e muito pouco pode fazer uma diferença enorme em suas vidas.

Vejam o vídeo com as fotos do evento...

video


Para ouvir melhor a trilha do vídeo, faça uma pausa na música ambiente, se ela ainda estiver tocando (controle disponível logo abaixo do arquivo de postagens do blog - lado esquerdo).

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Que tal repartir???

Hoje, 04 de outubro, a igreja celebra São Francisco de Assis. Inspirados em São Francisco, como não voltar nosso olhar para os pobres como preferidos de Deus? Como propôs Pe. Joãozinho, nós podemos homenagear São Francisco este ano com uma arrumação em nosso armário. O que sobra não é meu… é do irmão que não tem. Que tal repartir???
Forte abraço, e que Deus nos ilumine, e com a intercessão de São Francisco de Assis, tenhamos paz e harmonia.

O caminho de São Franciso

Se sentires o chamado do Espírito, atende-o e procura ser santo(a) com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todas as tuas forças.

Se, porém, por causa de tua fraqueza não conseguires ser santo(a). procura então ser perfeito(a) com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todas as tuas forças.

Se, contudo, não conseguires ser perfeito(a) por causa da vaidade de tua vida, procura então ser bom(a) com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todas as tuas forças. Se ainda não conseguires ser bom(a) por causa das insídias do Maligno, então procura ser razoável com toda a tua alma, com todo o teu coração e com com todas as tuas forças.

Se, por fim, não conseguires nem ser santo(a), nem perfeito(a), nem bom(a), nem razoável, por causa dos teus pecados, então procura carregar este peso e entrega tua vida à divina misericórdia.Se isto fizeres, sem amargura, com toda a humildade e com jovialidade do espírito, por causa da ternura de Deus que ama os ingratos e maus, então, começarás a sentir o que é ser razoável, aprenderás o que é ser bom(a), lentamente aspirarás a ser perfeito(a), e, por fim, suspirarás por ser santo(a). Se tudo isto fizeres, cada dia, com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todas as tuas forças, então, eu te asseguro, irmão e irmã: estarás no caminho de São Francisco, não estarás longe do Reino de Deus!

Publicado originalmente no Blog Ana Neri

São Francisco hoje

Ser franciscano não é apenas conteúdo. É espírito, maneira de ver as coisas, de vivê-las, de assumi-las e de equacionar os grandes conflitos de vida e de morte. Isto Francisco fez em sua época e o faria hoje, aqui e agora. Por isso ele é grande e universal.

Fascinará qualquer pessoa em qualquer época, pelo seu jeito de ser: pobre, serviçal, gratuito, fraterno e por conseguinte Menor.

Francisco não teve nenhuma pretensão, a não ser dar-se. Quis estar junto do outro. Ser Menor, pequeno, para entender a grandeza do outro, não o atropelando em sua dignidade.

Viveria certamente hoje na América Latina uma busca contínua de comunhão com Deus, através de tudo e de todos os seres criados. Tornaria o Evangelho vivo e encarnado, comprometido com o oprimido e o marginalizado de nosso tempo.

Daria sem dúvida sua adesão total às linhas de ação assumidas pela Igreja. Imcumbir-se-ia da tarefa de reconstituição original da Igreja cristã. Cultivaria profundo respeito para com a pessoa humana, construindo a fraternidade no amor, unindo os homens entre si, como irmãos, numa mesma igualdade de bens.

Correria ao encontro do “leproso” da América Latina, na pessoa do analfabeto, desempregado, marginalizado, oprimido, posseiro ou menor abandonado. Lutaria pela união das Igrejas, reunindo as forças, particularmente as da juventude, para a renovação da única Esposa de Jesus Cristo. Buscaria sem cessar a face deste mesmo Cristo.

Viveria como um homem simples, fraco, o menor de todos, e sempre atento, superando as próprias limitações. Apareceria certamente como verdadeiro revolucionário, homem de profunda fé, coragem, humildade, amor e compreensão, em relação à conquista de verdadeiros valores.

Francisco seria capaz de ser muito, sem ter nada!
Enfrentaria os problemas de conflito sempre sob o imperativo da bondade. Seguindo o caminho do pastor, que toma nos ombros a ovelha fraca e a alimenta. Isto, porque nele existe a percepção profunda de que em cada homem há um brilho de Deus, que nenhum pecado pode apagar. Nada é absolutamente perdido, nem o pior dos pecadores.

Nunca se ouviu dizer que Francisco condenasse a sociedade de seu tempo, mas também nunca se soube que ele deixasse de melhorar o que estava errado. Para construir uma sociedade fraterna reformou sua própria vida, soube confiar mais em Deus que em si e nos outros. “Meu Deus e meu Tudo!” - foi de inspiraçãoi bíblica e exprimiu o mais profundo de todos os seus anseios.

Dele podemos ouvir: “O mundo está em suas mãos. Ou você se salvará com ele ou ele se perderá com você”. Portanto, reler nossa realidade com os olhos de Francisco é perceber que a ação transformadora de Deus passa pelo coração dos homens.
Sua mensagem continua vigorosa e irresistível!

Paulo Evaristo, Cardeal Arns

Publicado originalmente no Blog Ana Neri

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Oração ao anjo da guarda

Caríssimos,

Hoje, a igreja celebra o dia dos Santos Anjos da Guarda. A palavra anjo significa, "enviado, mensageiro divino". Muitas vezes encontramos as manifestações dos anjos como missionários de Deus, e por isso, com clareza lemos no salmo 91: "Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos".

Recorramos aos nosso salvadores, rezando...

Anjo de Deus,

meu guia querido ao qual o amor de Deus me encomendou, está sempre neste dia ao meu lado para me iluminares, guardar-me, reger-me e guiar-me.

Senhor, tem piedade
Cristo, tem piedade.
Senhor, tem piedade.
Cristo, ouve-nos .
Cristo, escuta-nos.
Deus, Pai celestial, tem piedade de nós
Deus, Filho Redentor do mundo, tem piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tem piedade de nós.
Santíssima Trindade, um só Deus, tem piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos anjos, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu príncipe, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu censor, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu conselheiro, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu defensor, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu administrador, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu amigo, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu negociado, rogai por nós
Anjo da Guarda ,meu intercessor, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu patrão, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu diretor, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu governante, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu protector, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu consolador, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu irmão, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu maestro, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu pastor, rogai por nós
Anjo da Guarda, minha testemunha, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu ajudante, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu vigilante, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu codutor, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu conservador, rogai por nós
Anjo da Guarda, meu iluminador, rogai por nós
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoa-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouve-nos senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tem misericórdia de nós.
Cristo, ouve-nos.
Cristo, escuta-nos.
Roga por nós, Oh santo Anjo da Guarda!
Para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Oremos:
Deus Todo-poderoso e eterno que mediante o conselho da Tua inefável bondade, designaste para cada crente, desde o ventre da mãe, um Anjo da Guarda especial, protetor do nosso corpo e da nossa alma; concede-nos que o amemos e honremos, a ele a quem Tu nos deste tão misericordiosamente e protegidos pela generosidade da Tua Graça e pela sua assistência, mereçamos contemplar com ele e com todos os coros angelicais a glória do Teu rosto na pátria celestial. Tu quevives e reinas, pelos séculos dos séculos. Amém!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Começa, hoje, a Semana de Defesa e Promoção da Vida

Em preparação para o Dia do Nascituro, 8 de outubro, celebra-se em todo o Brasil, a partir de hoje, 1º até dia 7, a Semana Nacional da Vida. O movimento, iniciado há três anos, tem crescido na busca da conscientização da população sobre a dignidade da vida humana.

Clique AQUI para saber mais sobre a Semana de Defesa e Promoção da Vida.

Tomar posse do que sou

Caríssimos,

Ouvi hoje mais uma belíssima homilia do Pe. Fábio de Melo, realizada no Festival da Arte da Canção Nova, em 2006. Nesta belíssima pregação, Pe. Fábio nos diz que ser pessoa é dispor-se de si e depois dispor-se para o outro. Só pode ser disponível quem se dispõe de si.

Pe. Fábio nos mostra que conversão é tomar posse daquilo que se é. Por isso, Deus não pode trabalhar com uma pessoa mascarada, que não se aceita. Ser pessoa é antes de tudo ter consciência: “Eu sei quem sou eu. Tenho diante de mim minhas dificuldades, mas eu me aceito!" Não existe cristão que não se aceita do jeito que se é. Você é o que você é, e a sua conversão passará por aquilo que você é!


Confira, na íntegra, homilia presidida
por Padre Fábio de Melo


Para ouvir esta pregação, faça uma pausa na música ambiente, se ela ainda estiver tocando (controle disponível logo abaixo do arquivo de postagens do blog - lado esquerdo).

Em que aposta a fé cristã?


A estabilidade ética precisa estar ancorada em valores perenes, vinculados à dimensão religiosa


É evidente que todos queremos uma sociedade melhor, com mais transparência, honestidade e solidariedade. Não é com um passe de mágica que vamos conseguir deixar de lado tanta corrupção, tanta injustiça social e tanto festival de mentiras que assolam nossa vida social. A tranqüilidade da ordem pública e a estabilidade das relações são sonhos que teimam em permanecer acesos. Simplesmente porque a normalidade da convivência humana é a reta ordem, na qual exista espaço para o desenvolvimento pacífico de todos os indivíduos que tomam parte do tecido social. Muitos acreditam no poder universal da Educação, para se alcançarem patamares mais altos de vida moral. Sim, isso é bastante verdadeiro, quando perpassada por princípios que tenham lastro. A família e a escola são lugares de se forjarem as personalidades. Mas isso ainda não é tudo.

Para haver uma verdadeira iluminação para a vida pública e particular, é necessário que exista a fé em Deus e em Cristo. Esse é o princípio que pode ser considerado o alicerce de uma radical renovação. Alguns mentores de ética laica afirmam que podemos alcançar a excelência na formação moral das pessoas sem recorrer a motivações sobrenaturais. Temo que estejam vivendo de “sobras” da moralidade cristã. A estabilidade ética precisa estar ancorada em valores perenes, vinculados à dimensão religiosa. Esses carregam no seu bojo a solução dos graves problemas da convivência humana.

As soluções para uma boa vida ética dependem das nossas visões do homem, e do sentido religioso que imprimimos na vida. A moral depende, muito mais que de princípios, depende de uma Pessoa, que é a do nosso Mestre e Salvador. Então, os valores éticos não precisam ser procurados e descobertos. Eles já existem. “Eu sou o Caminho” (Jo 14, 16). Tudo se concentra na própria pessoa de Cristo. A Ele nós queremos amar e imitar. Com Ele teremos condições para transformar a nossa própria vida. Então se concretiza a fé, firmemente ancorada. Nós nos transformamos, a partir de dentro, e não por imposições externas. “Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto” (Jo 15,5). Sem âncora espiritual, a escuridão acaba com qualquer moral.

Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo de Uberaba (MG)

Publicado originalmente no Portal da Canção Nova