"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sempre é tempo de recomeçar

O dinamismo da mudança e de ser melhor a cada dia, nunca é tarde. Pois faz das quedas, um motivo de crescimento, de uma vida nova, de um aprendizado.



Fonte: Podcast Canção Nova

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Qual o propósito da Bíblia


Nenhuma biografia tem transformado tantas vidas como a vida de Jesus

O fator mais importante – que classifica a Bíblia como o livro mais singular – é a influência que ela tem sobre a vida dos homens. Embora a Sagrada Escritura seja um grande tesouro com respeito à sua contribuição para humanidade em literatura, filosofia e história, o maior valor deste livro se encontra na grande influência que exerce sobre as pessoas. Através de suas páginas o homem se vê exposto à sua verdadeira condição diante de Deus; a Palavra de Deus é como uma espada que penetra até os pensamentos e propósitos do homem e o convence de seus pecados diante do Todo-poderoso (cf. Hb 4:12). "Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração").

Santo Agostinho era um homem indisciplinado e libertino em sua juventude, porém, sua mãe orava por ele enquanto ele crescia. Depois de levar uma vida dissoluta por muitos anos, certo dia, com trinta e um anos de idade, ao ler a Bíblia debaixo de uma figueira, chegou ao trecho que diz "Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências" (Rm 13:13-14). Essas palavras o convenceram dos seus pecados e ele se arrependeu diante do Senhor e se tornou um servo de Cristo.

No curso da história, muitas pessoas famosas foram movidas a crer em Cristo e a ler a Sagrada Escritura. O imperador francês Napoleão, após ter sido derrotado e exilado na ilha de Santa Helena, confessou que embora ele e outros grandes líderes tivessem fundado seus impérios com uso da força, Jesus Cristo edificou Seu Reino com amor. E também confessou que embora pudesse reunir seus homens em torno dele em prol de sua própria causa, ele teria de fazê-lo falando-lhes face a face, enquanto, por dezoito séculos [na época], incontáveis homens e mulheres se dispuseram a sacrificar, com alegria, a própria vida por amor a Jesus Cristo, sem tê-Lo visto sequer uma vez.

A razão pela qual muitos se dispuseram a deixar tudo para seguir a Cristo e ser martirizados por causa d'Ele é que eles O viram revelado na Bíblia. Esse livro sagrado tem sido a fonte de inspiração para que muitos creiam em Nosso Senhor Jesus Cristo. E embora muitos reis, imperadores e governantes tenham tentado, nos últimos dois mil anos, erradicar a Bíblia, a começar pelos imperadores romanos do primeiro século até os governos ateus deste século, nenhum poder sobre a terra tem conseguido abalar a atração do homem por esse livro sagrado e pela Pessoa maravilhosa que ele revela. O Cristo revelado na Bíblia continua hoje tão vivo como há dois mil anos. Nenhuma biografia de homem sobre a terra tem transformado tantas vidas como a vida de Jesus Cristo o faz.

A Bíblia existe para que possamos compreender, temer, respeitar e amar a Deus sobre todas as coisas, assim ela se denomina a si mesma como a Sagrada Escritura: "E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (cf. II Tm 3,15-17).

A revelação principal da Bíblia é a vida; o diabo veio para matar, roubar e destruir, mas Jesus Cristo veio para que aqueles que n'Ele cressem, e por Ele vivessem, tenham vida e vida em abundância. "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10,10). Por isso, quando lemos a Bíblia, devemos entrar em contato com o Senhor Jesus, orando para que Ele nos dê revelação da palavra lida.

"Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos" (Ef 6,17-18). E orando também para que sejamos capacitados pelo Espírito Santo para viver a Palavra de Deus, e não só apenas conhecê-la em nossa mente, pois o simples fato de conhecermos a Bíblia não nos faz cristãos; os judeus cometeram esse erro, pois eles examinavam as Escrituras, mas não conheciam a Pessoa de Cristo. "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida" (Jo 5,39-40). Isso pode ser mais bem compreendido ao analisarmos o versículo de II Coríntios, 3,6: "O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica".

Não devemos tomar a Bíblia como um livro comum, apenas para nos trazer algum conhecimento a nossa mente, mas devemos tomá-la como um livro de vida, contatando o Senhor Jesus, através da oração, para que Ele nos conceda algo vivo em Sua Palavra, ou seja, algo que traga uma lição prática para o nosso viver no dia a dia, pois a intenção de Deus, revelada na Sagrada Escritura, não é apenas a salvação do nosso espírito, como também a salvação de todo o nosso ser, para que consigamos viver coletivamente na Igreja, que é comparada ao Corpo e à Esposa de Cristo: "O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (I Tm 2,4). "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (I Ts 5,23). "Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo" (I Cor 12,27). "Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou" (Ap 19,7).

Padre Anderson Marçal

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Fonte: Blog do Pe. Anderson

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Seja Sincero com Deus

Você diz: Deus eu te amo!
E se você sair para um passeio no parque de carro com sua família
E seu carro bater e você ver seus filhos atravessando o pára-brisa,
A Pessoa que você mais ama em meio a uma poça de sangue.
Você levantará suas mãos e dirá: Eu te Amo?

Você diz: Deus eu te busco!
E se você chegar à sua casa e ela estiver em chamas,
Nem um amigo mais restar
E você ter que se humilhar por um pedaço de Pão
Você continuará me buscando?

Você diz: leva-me onde eu possa ouvir a sua voz!
E se Eu te convidar a África,
Onde você não terá mais tempo para o seu orkut, msn...
Porque crianças cairão mortas de fome em seus braços.

Você diz eu sou um instrumento em suas mãos!
Que palavras doces e de amor você levou aos viciados e prostitutas
Quando passou por eles ontem?

Se analise.
Leandro Cordeiro

Romanos 8:38-39 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Publicado no Portal Recanto das Letras


Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (você deve citar a autoria de Leandro cordeiro). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Para quem devo contar minha dor?



Terça, 14 de julho de 2009
Para quem devo contar minha dor?


Num mundo com valores tão confusos, é preciso ter muito zelo com o que sentimos e nos faz sofrer. Este mesmo mundo também está disposto a nos ensinar a jogar a dor fora, como lixo e como coisa ruim que de nada serve.

Entretanto, antes de falar por aí que você está sofrendo, experimente se perguntar se essas dores não são também mestras da sabedoria do viver. Falando aos outros, queremos, na verdade, retirá-las de nós e os resultados você também já experimentou.

Que tal guardá-las um pouquinho, meditar com elas, rezar com o que provocam em você e amadurecer?

Assim, mais do que levá-las a alguém, vamos crescer na sabedoria e desenvolver a habilidade de caminhar entre espinhos.

É você quem escolhe!


Assim que puder, me conte seus avanços no blog.cancaonova.com/ricardosa..

Com carinho e orações,


Seu irmão,
Ricardo Sá

Publicado no Portal da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Quem é o Espírito Santo?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.

O Espírito Santo, o Dom de Deus

"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).

Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.

Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.

Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.

Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.

O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.

Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.

O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.

Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.

Publicado no Portal A Catequese Católica

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crianças de Ruas - Anjos de Ruas (Rosa de Saron)



Video que retrata crianças de rua no mundo, com cenas do filme Jesus de Nazare, ao som da musica Anjos das Ruas da Banda Rosa de Saron.

"Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas entranhas, o meu fígado se derramou pela terra por causa do quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem o menino e a criança de peito pelas ruas da cidade."
Lamentações 2:11

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A educação dos filhos

Caríssimos,

Outro dia recebi uma mensagem que convidava a reflexão sobre o que fazer para deixar um planeta melhor para nossos filhos... E a mensagem rematava a reflexão argumentando que deveríamos na verdade pensar em deixar filhos melhores para o nosso planeta. "Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive".

Total sentido, né?

Nessa linha, Prof. Felipe Aquino publicou um excelente artigo que fala sobre a educação de nossos filhos.

Para leitura e reflexão.



A educação dos filhos

O fator mais importante na educação é conquistar os filhos

Há alguns anos a polícia de Houston, no Texas, Estados Unidos, publicou o que chamou de “Dez Regras Fáceis de Como Criar um Delinquente”. É interessante refletir sobre elas, especialmente os pais e os educadores. Para isso, vamos transcrevê-las:

1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.

2. Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante.

3. Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e “decida por si mesmo”.

4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade.

5. Discuta com frequência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

6. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser.

7. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.

8. Tome partido dele contra vizinhos, professores, policiais (Todos têm má vontade para com o seu filho).

9. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: Nunca consegui dominá-lo.

10. Prepare-se para uma vida de desgosto.

Sem dúvida, esta é uma lista, fruto da experiência de quem trata com jovens “problemáticos” e que não pode ser desprezada. Fica cada vez mais claro que o aumento da delinquência juvenil é diretamente proporcional à destruição dos lares e das famílias. É muito fácil verificar que, na grande maioria dos casos, o “jovem problema” tem atrás de si “pais problemas”.

A vida familiar é o “arquétipo” que Deus instituiu para o homem viver e ser feliz na face da terra.

Quanto mais, portanto, as santas leis de Deus, em relação à família, forem desrespeitadas e pisadas pelos homens, tanto mais famílias destroçadas teremos, e tanto mais lágrimas rolarão dos olhos dos pais e dos filhos. Ninguém será feliz sem obedecer às leis de Deus. Antes de serem leis divinas elas são leis naturais. E a natureza não sabe perdoar quem se põe contra ela.

No capítulo 30 do Eclesiástico, a Palavra de Deus fala aos pais sobre a sua enorme responsabilidade na educação dos filhos. Ele diz:

“Aquele que ama o seu filho corrige-o com frequência, para que se alegre com isso mais tarde” ( 30,1).

Infelizmente são muitos os pais que não corrigem os seus filhos: ou porque são relapsos como pais ou porque também precisam de correção, já que também não foram educados.

Mais à frente esse mesmo livro diz: “Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes curar as feridas” (30,7). Essa palavra é pesada: “estraga com mimos”. A criança mimada torna-se problema; pensa que o mundo é dela e que todos devem servi-la. Não há coisa pior para um filho. Isso ocorre muito com o filho único, objeto de “todas” as atenções e cuidados dos pais, avós e tios. Aí é preciso uma atenção especial!

“Um cavalo indômito torna-se intratável, a criança entregue a si mesma torna-se temerária” (idem 30,8).

Não pode haver mal maior do que deixar uma criança abandonada, materialmente, mas principalmente na sua educação.

“Adula o teu filho e ele te causará medo”, diz o Eclesiástico (30,9).

“Não lhes dê toda a liberdade na juventude, não feches os olhos sobre as suas extravagâncias” (idem, 30,11).

Muitos pais, vendo os filhos errarem, não os corrigem. Temos que ensiná-los a usar a liberdade com responsabilidade. E não lhes dar “toda” liberdade.

Vi certa vez uma frase, em um adesivo de automóvel, que dizia: “Adote o seu filho, antes que o traficante o faça”. De fato, se não conquistarmos os nossos filhos com amor, carinho e correção sadia, eles poderão ir buscar isso nos braços de alguém que não convém. É preciso que cada lar seja acolhedor para o jovem, para que ele não seja levado a buscar consolo na rua, na droga, na violência... fora de casa.

O fator mais importante na educação é que os pais saibam conquistar os filhos; não com dinheiro, roupa da moda, tênis de marca, etc, mas com aquilo que eles são; isto é, a sua conduta, a sua moral íntegra, a sua vida honrada e responsável. O filho precisa ter “orgulho” do pai, ter “admiração” pela mãe, ter prazer de estar com eles, ser amigo deles. Assim ele ouvirá os seus conselhos e as suas correções com facilidade.

Sobretudo é primordial o respeito para com o filho; levá-lo a sério, respeitar os seus amigos, as suas iniciativas boas, etc. Se você quer ser amigo do seu filho, então deve tornar-se amigo dos seus amigos e nunca rejeitá-los. Acolha-os em sua casa.

Diante dos filhos os pais não devem ser super-heróis que nunca erram. Ao contrário, os filhos devem saber que os seus pais também erram e que também têm o direito de ser perdoados. E, para isso, os genitores precisam aprender a pedir perdão para os filhos quando erram. Não há fraqueza nisso, e muito menos isso enfraquecerá a autoridade deles de pais. Ao contrário, diante da humildade e da sinceridade dos pais, a admiração do filho por eles crescerá. Tudo isso faz o pai “conquistar” o filho.

O educador francês André Bergè diz que os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos. Parafraseando-o podemos afirmar também que as virtudes dos pais são os pais das virtudes dos filhos. Não é sem razão que o povo afirma que filho de peixe é peixinho. Isso faz crescer a nossa responsabilidade.

É importante que os pais saibam corrigir os filhos adequadamente, com firmeza é certo, mas sem os humilhar. Não se pode bater no filho, não se pode repreendê-lo com nervosismo nem o ofender na frente dos amigos e irmãos. Isso tudo humilha o filho e o faz odiar os pais. Conquiste o filho, não com dinheiro, mas com amor, vida honrada e presença na sua vida. E, sobretudo, leve-o para Deus, com você! São Paulo diz aos pais cristãos:

“Pais, não deis a vossos filhos motivo de revolta contra vós, mas criai-os na disciplina e correção do Senhor” (Efésios 6,4).

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Evangelizar pelo interfone


Cada dia mais fica difícil o contato pessoal, cada vez mais as pessoas optam pela comunicação virtual, que dizem que aproximam as pessoas que estão longe, mas, ao mesmo tempo, afastam quem está perto. É interessante, não é?!
Reflito sobre a sociedade de hoje e fico imaginando, como devem ser as Missões Populares atualmente. Deve ser muito difícil em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, enfim, metrópoles, conseguir o contato com as pessoas que vivem presas dentro de casa, com medo da violência, com medo da própria pessoa que bate à sua porta, com medo de um mundo que nós mesmos criamos e cultivamos.

Fico imaginando, e deve ser até mesmo engraçado, pessoas que se dispõe a trabalhar nas Santas Missões Populares, ou em qualquer trabalho de evangelização em que saímos do templo para ir às ruas, onde as pessoas muitas vezes tem que fazer isso, de forma rápida, concisa, direta e pelo interfone.

Imagine você ter que somente dizer: - Jesus te Ama! Ou: - Cristo Vive! Isso quando se consegue falar pelo interfone, porque em alguns prédios nem interfone tem, aí é apelar pro gogó, e sair gritando pra pessoa ouvir!

É antagônico pensar num mundo tão grande, que Deus fez com tanto carinho e deu de graça para o homem, e hoje o homem não poder desfrutar de tudo isso e ter que se contentar com um pequeno pedaço de terreno onde vive e rezar todo dia pra não ser invadido por um ladrão, maluco, psicopata, ou por uma chuva, por um vento forte que derrubar tudo.

É difícil entender um mundo que se isola cada vez mais e vai criando pequenos “mundos” onde lá tudo é bonito, tudo é belo, tudo é maravilhoso, mas... é solitário. Um mundo difícil de ser evangelizado, onde não tem como entrar, não tem porta, não tem ponte, não tem nem interfone!

Pensemos nisso!

Por: FERNANDO LOPES
Arquidiocese de Cuiabá - MT
Coord.Pastoral da Catequese / Ministro Extraordinário da Palavra de Deus / Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística
Email: fernandocatequese@terra.com.br

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Coração livre = vida nova


É necessário fazermos uma parada para reflexão
Dizem que a águia é um dos melhores exemplos de coragem na arte da renovação. É a ave que possui a maior longevidade da espécie, chegando a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, ela tem de tomar uma séria e difícil decisão. É que aos 40 anos, por estar com as garras compridas e flexíveis, ela não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. E o bico, alongado e pontiagudo, se curva.

Apontadas contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, de forma que voar já não é tão fácil! Então, a águia só tem duas alternativas: Morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação de 150 dias de duração, que consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão, onde ela não necessite voar. E, após encontrar esse lugar, ela começa a bater com o bico em uma superfície até conseguir arrancá-lo. Ao alcançar esse objetivo, espera nascer um novo bico, com o qual, mais tarde, vai arrancar suas garras. Quando começam a nascer as novas garras ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o esperado voo da renovação, quando poderá viver mais 30 anos.

Se é verdade ou não que essa ave passa por esse processo eu não sei, mas acredito que a parábola pode nos ajudar a pensar na vida e a nos encorajar a tomarmos as decisões de que talvez precisemos hoje.

Assim como acontece com a ave de rapina, a vida nos ensina que – para continuarmos voando – é necessário nos desprendermos daquilo que nos pesa: as lembranças, os costumes antigos, os apegos exagerados, os sentimentos feridos e tantas outras coisas que cresceram mais do que deviam dentro de nós, podendo nos roubar a leveza de nossos atos e nos impedir de voar mais alto.

Chega a hora em que é necessário fazermos uma parada para reflexão e possível mudança. Nem sempre é uma escolha fácil, porém, é importante. Uma viagem, férias prolongadas ou, para quem pode, uma temporada na praia podem ser ótimas opções. No entanto, o mais relevante é mesmo a coragem de rever a vida e a decisão de mudar o que é preciso. O lugar favorável ajuda, mas o essencial é mesmo a decisão da mudança.

Acredito que é fundamental, neste tempo, fazer as pazes com os acontecimentos do passado, preservando uma memória grata do que foi bom e a lição que os erros nos ensinaram, sem dar espaço para saudosismos nem culpas. Somente um coração livre do peso do passado pode dar espaço para as novidades que a vida oferece a cada amanhecer.

Conheço muita gente que deixou de viver por medo de tomar a decisão da águia... Que este não seja seu caso.

A Palavra do Senhor, em Isaías, capítulo 40, versículo 31, nos faz lembrar a força dessa ave e que vale a pena esperar confiantes em Deus: “Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão”.

Hoje é dia de renovação em sua vida! Independentemente de sua idade, o Senhor quer fazer novas todas as coisas, convidando-o para viver um novo tempo e oferecendo-lhe uma nova oportunidade. A escolha é sua! Arrancar as penas antigas pode até doer, mas a esperança de ver outras nascerem encorajam a águia. Se algo o está impedindo de voar, tenha a coragem de lançá-lo fora, decida-se pela vida nova que o Senhor certamente deseja lhe dar e seja feliz.

Estou unida!

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ufa, que ano!


A macro-história acontece em câmara lenta. De repente, os eventos pegam embalo e os fatos se multiplicam vertiginosamente. 2008 acelerou tanto que mal deu tempo de tomar fôlego. Tirando as catástrofes naturais e os eventos previamente programados, como as Olimpíadas, a mídia cativou, mês a mês, a nossa atenção com notícias bombásticas. Tudo parecia ter potencial de alterar o futuro de forma dramática.

Os tibetanos, aproveitando o clima de euforia com a tocha olímpica, conseguiram expor para o mundo a opressão do regime chinês. Ingrid Betancourt, libertada de um cativeiro numa operação militar ainda não totalmente explicada, mostrou ao mundo o intrincado jogo geopolítico da América Latina -- França, Estado Unidos e Colômbia participaram, de alguma forma, no resgate.

Eventos impressionantes começaram a se suceder numa cascata surpreendente lá pelo meio do ano. Barack Obama reuniu mais de duzentas mil pessoas em Berlim em um comício -- para quê, se os alemães não votam em presidentes americanos? Ainda no início do primeiro semestre, duas instituições financeiras gigantes pediram falência. A bolha especulativa das hipotecas, do crédito fácil e das bolsas pipocou. Veio a avalancha. Trilhões de dólares viraram fumaça. E o mundo, estarrecido, passou a contemplar a possibilidade de uma depressão, tão severa quanto a de 1929.

O cenário africano continuou funesto. Não bastasse o sofrimento dos exilados de Darfur, veio o Congo. Os remanescentes do holocausto de Ruanda continuaram a aterrorizar com os seus ódios étnicos. Resultado: milhões de inocentes fugiram para escapar da carnificina, mas, sem terem para onde ir, morreram de fome. O cenário ganhou proporções apocalípticas e a resposta mundial foi pífia.

Barack Obama venceu as eleições e o mundo celebrou. Bush se despede como um dos presidentes menos populares da história dos Estados Unidos. A vitória do primeiro afrodescendente ao posto de “homem mais poderoso do mundo” encantou muçulmanos, cristãos, quenianos e, principalmente, os herdeiros do legado de Martin Luther King. Impossível não se arrepiar com o delírio das multidões no momento em que Obama foi declarado vencedor.

Em 2008, meninos e meninas também viraram notícia pelos maus-tratos que sofreram. Alguém jogou Isabela por uma janela. Igor e João Victor, mortos pelo pai e pela madrasta, nos entristeceram. A polícia soltou crianças que estavam algemadas e amarradas pelos pés. A nação ainda não despertou para a crua realidade de que o Brasil cuida mal dos pequeninos.

E agora, o que virá pela frente? Sabemos que, em alguns aspectos, o mundo nunca mais será o mesmo. O racismo dos Estados Unidos, com certeza, perderá sua força. O cartel do tráfico colombiano tende a enfraquecer. O projeto econômico neoliberal vai terá de ser revisto; a aposta de que o mercado ajusta o próprio mercado mostrou-se perigosa.

O Estado, com os seus mecanismos, precisará intervir para não deixar que uma economia atole o resto do mundo em crises, gerando mais pobreza. Depois que bancos centenários faliram e a General Motors revelou certa “falta de liquidez”, o resto do planeta colocou as barbas de molho; qualquer um pode descer pelo ralo.

As preocupações mundiais continuarão contraditórias. O Haiti, assolado por furacões, continuará se debatendo na miséria a poucos quilômetros do país mais rico do planeta. Como a Unesco tem poucos recursos para salvar vidas inocentes e sobra dinheiro para acudir as instituições bancárias? Infelizmente, enquanto os estoques de petróleo continuarem abundantes, suprindo a demanda mundial, não haverá interesse em desenvolver tecnologia que diminua a emissão de gás carbono.

A história do violinista Ytzahak Perlman é comovente e serve de inspiração nestes tempos delicados. Perlman contraiu pólio aos 4 anos de idade e desde então caminha com muletas. Apesar desse impedimento, tornou-se um grande violinista, um “virtuose”. Diz-se que, certa vez, no palco, sentou-se, colocou as muletas ao lado e posicionou o violino sob o queixo para começar a afiná-lo. De repente, com um ruído estridente, uma das cordas se rompeu. Quando todos esperavam que ele pedisse outra corda, ele fez um sinal ao maestro para começar e executou todo o concerto com apenas três cordas. No final, todos o ovacionaram em pé. Quando lhe deram a palavra, disse: “Nossa tarefa é fazer música com o que resta”. Claro, todos entenderam que as suas palavras se referiam à vida, e não a cordas arrebentadas apenas.

E na sua vida, como foi 2008? Quais foram os acontecimentos marcantes que aconteceram ao longo desse ano? Quais foram as intervenções de Deus na sua vida? Você termina esse ano mais Santo, mais apaixonado por Deus, pelo seu reino e pela Obra?

Como Comunidade também vivemos momentos, fatos marcantes ao logo do ano que está terminando. Quem não lembra do que Deus fez na missão de Fortaleza na campanha; “ Reparai as brechas.”? A participação do nosso fundador no Sínodo da Palavra. A inauguração da Diakonia. A primeira assembléia geral depois da aprovação dos nossos novos Estatutos. A aquisição da Rádio Dragão do mar, agora Shalom AM 620. Milhares de pessoas indo ao Halleluya pela primeira vez, um publico estimado em 600 mil pessoas. A primeira consagração e renovação dos votos no Celibato pelo reino da C.V e C.A.

Realmente, Deus fez maravilhas em nós e através de nós. Nosso coração termina mais um ano grato, cheio de louvor e gratidão ao Senhor que tudo fez para santificar o seu povo escolhido. Que ao lembrarmos de 2008, possamos agradecer aquele que sempre esteve conosco. Aquele que inúmeras vezes nos livrou das mãos do inimigo, da nossa vontade ainda não ordenada para o amor.

Em 2009, a história continuará ambígua. Dores se misturarão à felicidade. Experimentaremos perplexidade e esperança, luto e festa, descaso e solidariedade, insultos e marchas pela paz; rindo ou chorando, precisaremos aprender a viver como Ministros e Discípulos da Paz.

Um Santo e abençoado 2009.

Shalom.


por Vanilton Lima - Missionário da Com. Shalom, Sec. de Planejamento e Gestão
Comunidade Católica Shalom

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

'Dar um F5' na minha vida


'Aumente a memória' de seu relacionamento com Deus

Estou atualizando minha vida. Como passa o tempo e "notícia velha irrita muita gente", eu procuro atualizar minha vida a cada momento. "Dar um F5" é ter a certeza de que algo de bom aconteceu naquela situação que estava parada na janela do meu "Windows".

Às vezes, no ato de atualizar, "dar F5", encontro situações que "não respondem ao sistema". Situações que "travam" outros "programas". Privam-me de ter acesso aos meus relacionamentos. Nessa hora é preciso ter coragem de dar um "Ctrl + Alt + Del", bloquear situações, fechar janelas. E se preciso for, "desligar" ou fazer "logoff".

Lembro-me do passado como um aprendizado, não como uma prisão; vivo o presente semeando no hoje os frutos do amanhã. E deixo "arquivado" aquilo que me promove como pessoa.

Revejo atitudes, analiso se algo não precisa ser mudado; se descobrir que sim, procuro não me envolver com a angústia, e sim, com a serenidade que é o primeiro passo para que a mudança ocorra. "Lixeiras" também precisam ser esvaziadas. É preciso ter coragem de "formatar" nossa história.

Vivo o luto, porque se não chorarmos nossas dores, não podemos fechar um ciclo e iniciar outro, e a vida é constante renovação. Então, não paralisemos nossos passos nem nos tornemos descrentes; aprendamos a viver.

Um novo "comando" pode ser dado!

Agora envio para você este "SMS":

"Aumente a memória de seu relacionamento com Deus e compartilhe com os que ama aquilo que foi registrado em seu coração".

Creia: ser gente é ter capacidade de dar "ESC" quando precisar; "F5" a cada dia, e também "reiniciar" quando tudo deu errado, na certeza de que novas "janelas" lhe são oferecidas.

Tamu junto!

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Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com

Publicado no Portal da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 15 de abril de 2008

E quando não ouço a voz de Deus?


Muitas vezes, esperamos que Deus nos fale através de situações grandiosas

Para respondermos a essa pergunta vamos seguir os passos daqueles que foram exímios ouvintes da voz de Deus: os profetas bíblicos, pois os entendemos como aqueles que por excelência estavam em contato direto com o Senhor. Para ilustrar essa experiência vejamos a história do profeta Elias. Ao lermos os relatos sobre esse grande homem de Deus não temos dúvidas de que foi um grande profeta. Realizou grandes feitos: pela sua palavra não choveu em Israel; os corvos lhe serviam pão e carne enquanto estava em fuga; multiplicou a farinha e o azeite na casa da viúva de Serepta; ressuscitou o filho dessa mesma viúva; desafiou os 450 profetas de Baal pedindo fogo do céu para queimar o holocausto oferecido a Javé, entre outros.

Mas, um belo dia, Deus o mandou sair da gruta em que estava escondido porque o Senhor passaria diante dele. Diz-nos o Livro de Reis que um grande e impetuoso furação fendia as montanhas e quebrava os rochedos, mas Deus não estava no furação. Depois disso houve um terremoto, mas o Senhor também não estava nesse fenômeno; a seguir, houve um fogo, mas Ele também não estava nele [fogo] (cf. I Reis 19, 9-13). Foi então que veio o ruído de uma brisa leve e Deus estava naquele som! Elias chegou a cobrir o rosto com o seu manto, tamanha a presença de Deus naquele pequeno ruído.

Da mesma maneira costuma acontecer conosco. Ficamos esperando que o Senhor nos fale por intermédio de situações grandiosas e fantásticas. Muitos de nós nos acostumamos, inclusive, a ouvi-Lo somente “nos furacões” dos grandes encontros e retiros, no “fogo” da empolgação do nosso primeiro encontro pessoal com Ele, no “terremoto” desse ou daquele dia no qual tivemos uma experiência sobrenatural...

Ouvir a Deus nessas ocasiões é importante, mas não suficiente. Precisamos fazer como nos ensinou nosso querido padre Léo: Rezar a vida! E assim, entender que Deus nos fala a todo instante e das mais variadas formas.

São Bento já ensinava isso ao colocar como fio condutor da regra de vida dos beneditinos o par: “Ore e Labore” (oração e trabalho). Para ele a experiência de ouvir a voz de Deus acontece, cotidianamente, nas realidades mais ordinárias da nossa vida.

No trabalho, ou seja, nas situações do dia-a-dia, Deus nos fala. Fala-nos por meio de um gesto amigo, de um sorriso, de um encontro inesperado; por meio do cansaço de um dia puxado de trabalho, de um abraço, de um telefonema, de um carinho, de uma chuva que cai, de uma música que traz boas lembranças, de um e-mail, de uma cena que presenciamos...

E de forma mais clara ainda, o Senhor nos fala nos nossos momentos de oração. Mas também dou ênfase às ocasiões cotidianas de encontros com o Senhor, pois não é sempre que participamos de encontros, acampamentos ou retiros. Sendo assim, precisamos ter práticas de oração que nos levem a encontrar e a ouvir a Deus diariamente.

E ainda que nosso corpo não nos impulsione à oração, pois nem sempre dispomos de entusiasmo para a oração espontânea, podemos, ao participar da Santa Missa, ao recitar o rosário ou o terço, ao meditar a Palavra, ao rezar o salmo do dia, entre outros, mantermos uma disciplina de oração que nos coloque em contato direto com o Senhor – mesmo que o corpo, os sentimentos e a cabeça não estejam dispostos a isso, pois essas e outras práticas diárias, por muitos consideradas mecânicas, têm a facilidade de nos levar à oração também quando não temos vontade de rezar.

Por isso, não fique dependente de ouvir a Deus através do “furacão”, do “terremoto” ou do “fogo”. Escute a doce voz do Senhor que se apresenta num pequeno ruído de uma simples brisa. A brisa suave que cotidianamente vem a nós. A brisa suave que nos transmite a voz de Deus no dia-a-dia do trabalho e da oração.

Denis Duarte
denisufv@yahoo.com.br

Publicado no Portal Canção Nova

quinta-feira, 27 de março de 2008

Sê bendito Senhor para sempre



"Sê bendito Senhor para sempre / pelos frutos da nossa jornada / repartidos na mesa do reino(...)"
Ofertório – CF 2008

Essa letra é do canto do ofertório da CF deste ano. Campanha que nos leva a refletir sobre a escolha, vida ou morte!

Nesta música, cantamos um desejo que fica silenciosamente expresso em nós quando no momento da apresentação das oferendas apresentamos ao Senhor nossas humildes ofertas material e espiritual, que são colocadas juntamente com o pão e o vinho, sendo então ofertados a Deus para que sejam aceitos e transformem-se em nosso alimento, o Cristo Senhor.

O que me chamou a atenção nesta canção é esse desejo cantado: "Sê bendito Senhor (...) pelos frutos da nossa jornada...". Quem canta essa canção apresenta ao Senhor os frutos da sua jornada, sua vida, sua história, seus dons, para que o Senhor seja bendito por eles. Apresenta o fruto! É bom refletir que o fruto é resultado de uma fecundação, é vida, é sinal de prosperidade, alegria.

Ouvindo essa canção, caí no questionamento: Senhor o que tenho apresentado a Ti? Tenho apresentado algum fruto? E o que apresento, é para que Tu sejas bendito? Ou os frutos fazem com que eu seja bendito?

Precisamos acordar para nossa realidade. A "mesa do reino" está posta, Jesus já sentou-se a ela, e chamou os seus, agora só nos resta sentarmos juntos e partilharmos nossos frutos.

Na Igreja primitiva, o momento do ofertório era diferente de hoje. Era de costume que neste momento da celebração, os participantes colocassem diante do altar de Deus o melhor que tinha de suas colheitas e rebanho. Então, eram colocados diante do altar do Senhor o melhor fruto e o melhor animal, e tudo isso, ofertado ao Senhor, servia de alimento aos que não possuíam mais nada e decidiram viver pelo Reino, os apóstolos. Portanto, aqueles que decidiram largar tudo e viver para Deus, eram mantidos por essas ofertas, é a beleza da partilha que acontece no momento da celebração.

Hoje não é diferente, só mudou a oferta. Devido as mudanças, não se tornou possível continuar a oferta de animais e frutas, verduras, na celebração. Então, optamos por apresentar dinheiro, que espontaneamente ofertado, torna-se o sustento da Igreja e daqueles que vivem por ela.

Aqui falamos da oferta material. Mas, e a oferta espiritual? Temos o que ofertar para ser partilhado e manter a Igreja? E se apresentamos algo, quem tem sido bendito?

Precisamos rever nossa condição de vida. Sabemos que temos um dom. E vimos que este precisa ser utilizado da melhor forma possível. É momento de refletirmos se temos utilizado nosso dom para que O Senhor seja bendito, e refletirmos se estamos partilhando-o, fazendo-o gerar frutos.

Ainda têm pessoas dividindo meio pão, e ficando com fome, porque alguns que têm um pão inteiro não sabe partilhar. Isso acontece quando temos preguiça de assumir nosso serviço na Igreja por preguiça, comodismo, auto-preservação, vaidade ou etc.

Quando eram apresentadas as ofertas, os fiéis traziam o que tinha de melhor, se fosse uma melancia, talvez fosse a maior, e desse mais trabalho para levá-la ao templo, mas faziam, porque sabiam que Deus é merecedor do melhor. Imagine, alguém trazendo para a Igreja um cacho enorme de linda bananas. Talvez ficasse até sujo, pois a banana libera seiva. Quem já mexeu em cachos inteiros, sabe disso. Mas os fiéis levavam, pois Deus merece.

E hoje? Quantas vezes nós paramos porque não queremos sujar nossas mãos, porque já fiz minha parte, porque estou cansado (as vezes quem está trabalhando mais é o que já estava mais cansado, pense nisso!), porque não quero me expor, porque tenho medo de me machucar. Tudo bem, viva sua liberdade, mas saiba que enquanto isso, a mesa tem cada vez menos coisas para serem "repartidas", e alguém pode estar sendo bendito, menos Deus, pois não houve fruto, nem partilha!

Edgar Nogueira Lima
edgarnlima@gmail.com
Caritas et Misericordia!
Rahamim/Mar.08
Comunidade Católica Rahamim

quinta-feira, 20 de março de 2008

O Sangue de Jesus Cristo tem poder!

O Sangue de Jesus nos liberta de todas as contaminações

Senhor Jesus, eu renuncio a todo pecado, renuncio a satanás.
Oh! Senhor, vem libertar-me e purificar-me!

Lava-me, Senhor, com teu Sangue precioso. Derrama o Sangue das tuas chagas, das tuas mãos, dos teus pés, lava-me com teu Sangue por inteiro: corpo, alma e espírito.

Envolve-me com teu Sangue. A minha mente, o meu coração, a minha vontade, os meus sentimentos. Estou pedindo: derrama o teu Sangue precioso sobre toda a minha pessoa.

Senhor Jesus, que o teu Sangue seja a minha defesa, minha fortaleza, minha guarda e que nada do maligno possa me atingir agora, pelo poder do teu Sangue precioso derramado sobre mim, sobre todos os meus bens.

Agora repita com firmeza:

O Sangue de Jesus tem poder sobre mim. A minha defesa é o Sangue de Jesus. A minha proteção é o Sangue de Jesus. A minha fortaleza é o Sangue de Jesus. Eu acolho agora o Sangue precioso de Jesus, que é a minha redenção. Amém!

O Sangue de Jesus tem poder sobre o inferno. Diante do seu Sangue, o inimigo é repelido e foge. Todo joelho se dobra nos céus, na terra e nos infernos, porque esse Sangue tem poder. Amém.

(Trecho publicado no Portal da Canção Nova, e extraído do livro "Sim, sim! Não, não!" de monsenhor Jonas Abib)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Bíblia e Revelação


O que é a Revelação?

A revelação é a manifestação que Deus fez aos homens de Si mesmo e daquelas outras verdades necessárias ou convenientes para a salvação eterna.

Onde se encontra a Revelação?

A Revelação - também chamada Doutrina cristã ou Depósito da fé- encontra-se na Sagrada Escritura e na Tradição.

A quem foi confiada a Revelação?

Jesus Cristo confiou a Revelação à Igreja Católica. Por meio de seus Apóstolos, portanto, só a Igreja tem autoridade para custodiá-la, ensiná-la e interpretá-la sem erro.

O que é a Sagrada Escritura?

A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus posta por escrito sob a inspiração do Espírito Santo. O conjunto dos livros inspirados é chamado Bíblia.

O que é a Tradição?

A Tradição é a Palavra de Deus não contida na Bíblia, e sim transmitida por Jesus Cristo aos Apóstolos e por estes à Igreja.

Os ensinamentos da Tradição estão contidos nos Símbolos ou Profissões de fé (por exemplo, o Credo), nos documentos dos Concílios, nos escritos dos Santos Padres da Igreja e nos ritos da Sagrada Liturgia.

Quem é o Autor da Bíblia?

O Autor principal da Bíblia é Deus. O autor secundário ou instrumental da Bíblia é o escritor sagrado ou hagiógrafo. Por exemplo, Moisés, o profeta Isaías, São Mateus, São Paulo etc.

O que é a Inspiração bíblica?

A inspiração bíblica é uma graça específica que o Espírito Santo concede, pela qual o escritor sagrado é movido a colocar por escrito as coisas que Deus quer comunicar aos demais homens.

Quais são as propriedades da Bíblia?

As propriedades da Bíblia são:

- A Unidade entre o Antigo e o Novo Testamento, e entre todas as partes de todos os livros.
- A Infalibilidade (não contém erros no que compete à nossa salvação) e a Veracidade (contém as verdades necessárias para nossa salvação).
- A Santidade (procede de Deus, ensina uma doutrina e nos conduz à santidade).

Como a Bíblia é dividida?

A Bíblia se divide em duas partes: Antigo e Novo Testamento. Por sua vez os livros do Antigo e Novo Testamentos se dividem em: livros históricos, didáticos e proféticos. E cada livro é dividido em capítulos e versículos.

O que o Antigo Testamento contém?

O Antigo Testamento contém os livros inspirados escritos antes da vinda de Jesus Cristo. São 46. Os livros históricos do Antigo Testamento são 21: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (que formam o Pentateuco), Josué, Juízes, Rute, I e II Crônicas, I e II Esdras (o 2º chamado também Neemias), Tobias, Judite, Ester, I e II Macabeus.

Os livros didáticos do Antigo Testamento são 7: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.

Os livros proféticos do Antigo Testamento são 18: Os quatro Profetas Maiores: Isaías, Jeremias (com Lamentações e Baruc), Ezequiel, Daniel, e os doze Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

O que o Novo Testamento contém?

O Novo Testamento contém os livros inspirados escritos depois da vinda de Jesus Cristo. São 27. Os livros históricos do Novo Testamento são 5: Os quatro Evangelhos (segundo São Mateus, São Marcos, São Lucas, São João) e os Atos dos Apóstolos.

Os livros didáticos do Novo Testamento são 21: As 14 Epístolas ou Cartas de São Paulo: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemôn e Hebreus.

As 7 Epístolas ou Cartas chamadas católicas são: I e II de São Pedro: I, II e III de São João, a de Tiago e a de São Judas.

O único livro profético do Novo Testamento é o Apocalipse de São João.

O que é o Cânon bíblico?

O Cânon bíblico é o catálogo dos setenta e três livros do Antigo e do Novo Testamentos que formam a Bíblia e que a Igreja declarou como divinamente inspirados.

Em que período foi escrita a Bíblia?

Os livros do Antigo Testamento foram escritos entre o século XV e II antes de Cristo.
Os livros do Novo testamento foram escritos na segunda metade do século I. Os Livros Sagrados foram escritos em princípio em papiro e mais tarde em pergaminho. O papiro é uma planta que abunda no Egito, o pergaminho é uma pele de cabrito que permite escrever nas duas faces.

Originalmente a Bíblia estava em rolos, quer dizer, longas faixas de papiro ou de pele unida nas extremidades a dois bastões em torno a um dos quais girava.

O que é a Hermenêutica bíblica?

A Hermenêutica bíblica é a ciência que trata das normas para interpretar retamente os Livros Sagrados. A Igreja Católica é a única capacitada para interpretar autenticamente (com pleno direito e sem possibilidade de errar) a Sagrada Escritura porque Deus confiou somente a Ela a missão de guardar, ensinar e esclarecer aos fiéis sua Palavra.

Quais outras Bíblias existem?

Além da Bíblia católica, que é a única completa e verdadeira, existem a Bíblia Hebraica e as Bíblias protestantes. A Bíblia Hebraica contém somente trinta e nove livros do Antigo Testamento. Portanto, rejeitam sete livros do Antigo Testamento e todos os do Novo Testamento que formam a Bíblia católica. Os protestantes, por sua vez, admitem somente a "livre interpretação" quer dizer, que cada um dever ler e interpretar a Bíblia à sua maneira, sem necessidade de submeter-se à autoridade da Igreja. As Bíblias protestantes suprimiram alguns livros que estão na Bíblia católica; além dos livros que conservam, modificam algumas palavras para apoiar suas idéias errôneas. Além disso, carecem de notas e comentários, não têm aprovação da autoridade da Igreja; muitas são editadas pelas "Sociedades Bíblicas", algumas dizem: "Versão do original realizado por Cipriano de Valera e C. Reyna"; a maioria delas suprime vários livros do Antigo Testamento (Sabedoria, Judite, Tobias, Eclesiástico, I e II Macabeus, entre outros) e algumas também suprimem livros do Novo (Epístolas de Tiago, de São Pedro e de São João)

Qualquer Bíblia pode ser lida?

Não. Porque pode conter erros doutrinais ou morais. Para evitar esses erros, um católico só deve ler Bíblias com notas e explicações aprovadas pela Igreja Católica, quer dizer, que tenham "Nihil Obstat" e "Imprimatur".

Como ler a Bíblia?

A Igreja recomenda a leitura da Bíblia porque é alimento constante para a vida da alma; produz frutos de santidade, é fonte de oração, grande ajuda para o ensinamento da doutrina cristã e para a pregação. O Concílio Vaticano II "exorta a todos os fiéis com insistência a que, pela freqüente leitura das Escrituras, aprendam a ciência eminente de Cristo" (Constituição Dei Verbum, n. 25). As disposições que se devem ter para ler e estudar a Bíblia são: fé e amor à Palavra de Deus, reta intenção, piedade e humildade para aceitar o que Deus diz. É recomendável ler os Evangelhos diariamente durante alguns minutos. São Jerônimo diz "Leia com muita freqüência as divinas Escrituras; e mais, nunca abandone a leitura sagrada". À luz dos ensinamentos da Igreja, a Bíblia nos permite conhecer o modo de salvar-nos e reconciliar-nos, e isso só pode se dar conhecendo, amando e encarnando a vida de Jesus Cristo.

Fonte: ACI Digital

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Colírio de vida


Só quem vê o que está escondido é capaz de projetar algo novo

"Rogo ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento d'Ele; que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que Ele reserva aos santos, e qual a suprema grandeza de Seu poder para conosco, que abraçamos a fé" (Efésios 1, 17-19).

A vida é sempre imprevisível. Aliás, se fosse programada seria muito triste. Que bom que a vida foge de nossos programas. Ela é sempre maior que nossos planos e projetos. Nem sempre veremos os resultados do que fazemos. Nenhuma semente jamais vê a flor ou o fruto. É bom lembrar essa verdade, especialmente diante dos momentos difíceis que teremos de superar.

Um dos grandes segredos para um coração curado é aprender a enxergar a vida pelo ângulo correto. Ainda que os acontecimentos sejam difíceis, a chave para nossa felicidade está no modo como reagimos.

Do mesmo jeito que a poeira atrapalha nossa visão, e de vez em quando é preciso pingar algumas gotas de colírio para limpar os olhos e tirar o ardume, os olhos do nosso coração precisam receber muitas gotas do colírio de vida, com o qual Jesus veio nos presentear pela graça da Cura Interior.

[...] desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus. [...] e não vos deixeis abater pelo desânimo (Hebreus 12, 1b.3)

O desânimo que nos abate é muito mais fruto do modo como olhamos para os problemas do que dos problemas em si. Temos aqui dois grandes segredos: enxergar com os olhos do coração e mirar no alvo seguro apontado por Jesus.

Assim como um bom músico educa seu ouvido para perceber as pequenas variações dos acordes, precisamos educar nossos olhos e os olhos do nosso coração. Isso requer tempo e persistência. Para isso necessitamos de um bom mestre, tal como um aluno de artes plásticas necessita que seu professor lhe empreste os olhos para observar os detalhes de uma obra: cor, luz, sombra, profundidade etc.

Nosso Mestre é Jesus! Sua postura é sempre de alguém que enxerga além do óbvio. Quem vê somente o óbvio não enxerga. Jesus nos manda olhar para as coisas, para as pessoas e para os acontecimentos de um jeito novo. Ele tem um olhar que vai além da convenção social. Por isso, enquanto todos viam uma prostituta, Ele enxergava uma discípula. Jesus não olhava a partir dos preconceitos. Ele estava sempre desarmado e ajudava as pessoas a se desarmarem.

Jesus não tinha medo de se aproximar das pessoas. Permitia que elas O tocassem. Sentava-se com elas. Freqüentava a casa até de pessoas de má fama. Ele se misturava com os pecadores e marginalizados. Sua opção pelos excluídos é um ensino espetacular de cura interior. Jesus enxergava a alma da pessoa. Por isso, acreditava na capacidade de mudança. Só quem vê o que está escondido é capaz de projetar algo novo. Quem não vê além do óbvio, não sonha!

O colírio da vida, receitado e usado por Jesus, precisa ser empregado com muita freqüência por todos aqueles que se encontram sedentos dessas gotas de cura interior.


(Artigo extraído do livro "Gotas de cura interior" de Pe. Léo, Editora Cançao Nova, 1ª edição, 2006)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Eu preciso de cura interior?


Passos práticos para responder ao questionamento do nosso interior


Passos práticos para responder ao questionamento do nosso interior. Eu preciso de cura interior? Onde eu preciso de cura interior?

Primeiro passo: Saber o que está acontecendo com você. Isso se chama observação! Olhar os sintomas e anotar. Observar tudo: sintomas físicos, doenças que você traz e que se passam com você.

Tomar nota de tudo o que acontece com o seu corpo.

Fazer muitas perguntas a si mesmo, anotar cada detalhe, enfim, tomar nota dos sintomas físicos; é preciso fazer isso bem feito. Depois anotar todos sintomas emocionais, eles são o espelho do que você vive interiormente (exemplo: quando você está sozinho, o que você sente?). Ficar atento aos sentimentos. E ainda: tomar nota das atitudes de vida, elas são reflexo do que você vive interiormente. Como você se comporta? (exemplo: dizer uma mentira é sintoma de um problema muito mais profundo). Não podemos rezar somente pelos sintomas, pois assim a cura não acontece.

Segundo passo: Descobrir a doença, dar nome ao seu diagnóstico. Orar pela cura profunda. Quais são os problemas emocionais profundos? O padre Rufus, quando esteve aqui na Canção Nova, ensinou que são quatro as feridas profundas que nos atingem:

1) Rejeição: Como ela vem? Quando não me sinto amado e querido pelas pessoas que me são importantes e próximas. Não que elas não me amem, eu sinto assim. (Sentimentos que podem existir: raiva, amargura, tristeza, ódio, inveja dos amigos, suspeita, falta de confiança nas pessoas). É a mais importante ferida emocional. A grande dor que Jesus sentiu foi a da rejeição.

2) Sentimento de culpa: Ele acontece quando se é criado em uma família muito religiosa, em que alguns conceitos são passados de maneiras errada (Exemplo: "Papai do céu vai te castigar"; Papai do céu está vendo tudo que você está fazendo de errado”). A culpa saudável nos leva à conversão; a culpa errada nos leva a ter medo de Deus, medo do castigo eterno e a fazer coisas com medo de Deus.

3) Sentimento de inferioridade: Quando a criança nasce, ela está cheia de sentimentos de superioridade, todos olham para ela, torna-se o centro das atenções; porém quando a criança cresce, as pessoas se cansam dela, ela deixa de ser o centro. Talvez até escute dos pais expressões como: “Você é ruim”, “Você é mau (má)...”, formando uma imagem pobre de si mesma, vinda de palavras negativas que chegam a ela. Nasce com isso o sentimento de autopiedade, o ódio de si mesma e depois a autodestruição, chegando, muitas vezes, ao suicídio.

4) Medos: Não são os medos pequenos, são os que paralisam a pessoa fechando-a em si mesma, como medo da morte, medo de ficar sozinha, medo do diabo, medo da morte, entre outros.

Terceiro passo: É o mais importante. É preciso encontrar as causas profundas que o levam a ter esses problemas emocionais, buscar as fontes dos problemas das pessoas. Como está escrito no início, não basta rezar pelos sintomas, é preciso rezar pelas causas.

Atitude prática: Orar ao Espírito Santo e refletir sobre sua vida passada. A adoração ao Santíssimo Sacramento é fonte de cura e libertação. Fale para Jesus concretamente o que aconteceu com você. Se você tem facilidade, escreva e leia para Jesus. Ele nos lava e purifica de tudo o que foi deformando a imagem de Deus em nós. O que você pode ecrever?

- Seu nome (Muitas vezes as causas dos seus problemas estão relacionadas com seu nome);

- Seu sexo (Muitas vezes o problema está relacionado ao seu sexo)

- Idade (dia do aniversário, ano de nascimento);

- Ocupação (quais os cursos que você fez e faz agora);

- Coisas da sua família (seus pais, seu relacionamentos com eles, seus irmãos, onde você está na sua família , se teve alguma morte, sua situação financeira, sua história, sua raça, tudo o que você achar importante);

- Seus ancestrais (alguém que precisa de oração, os pecados que você conhece dos seus antepassados; é importante saber se há algum problema na sua árvore genealógica);

- O que você fez de errado? (para Deus, para si mesmo, para os outros) – isto é matéria de confissão. O Sacramento da Reconciliação é fonte de cura e libertação;

- O que fizeram de errado para você? (causa de aconselhamento, buscar ajuda, alguém que possa rezar pela sua cura interior)

Esse é um caminho que você pode trilhar. O monsenhor Jonas nos diz que “a restauração da pessoa começa pelo positivo. Daquilo que ela é. É a partir daquilo que Deus a fez. É a partir das qualidades, a partir das riquezas de seu ser... Tomá-las, assumi-las, e colocá-las em ação. É isso que a faz é crescer”.

Vera Lúcia Reis
Membro da Comunidade Canção Nova

Trecho retirado do livro'A cura da nossa afetividade e sexualidade'

Publicado no Portal da Canção Nova

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Não pense duas vezes...


O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso?

A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. Chega sem chegar, insinua mais que propõe... Felicidade é animal arisco. Tem que ser admirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la.

Felicidade é chuva que cai na madrugada, quando dormimos. O que vemos é a terra agradecida, pronta para fecundar o que nela está sepultado, aguardando a hora da ressurreição.

Felicidade é coisa que não tem nome. É silêncio que perpassa os dias tornando-os mais belos e falantes. Felicidade é carinho de mãe em situação de desespero. É olhar de amigo em horas de abandono. É fala calmante em instantes de desconsolo.

Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros.

Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira... Eu vivo assim... Sem doma, sem dona, sem porteiras, porque a felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira. Eu quero a felicidade de toda hora. Não quero o rancor, não quero o alarde dos artifícios das palavras comuns, nem tampouco o amor que deseja aprisionar meu sonho em suas gaiolas tão mesquinhas.

O que quero é o olhar de Jesus refletido no olhar de quem amo. Isso sim é felicidade sem medidas. O café quente na tarde fria, a conversa tão cheia de humor, o choro vez em quando.

Felicidades pequenas... O olhar da criança que me acompanha do colo da mãe, e que depois, à distância, sorri segura, porque sabe que eu não a levarei de seu lugar preferido.

A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito. Não a forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero.

E então sorrio, como quem sabe, que quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças... E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.

O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes...

Padre Fábio de Melo SCJ
Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova

Publicado originalmente no Portal da Canção Nova

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Um anjo em minha vida

Cabe a nós acolhermos com docilidade as suas intervenções

Era uma manhã de feriado em São Paulo, quem conhece esta metrópole pode imaginar o silêncio e a solidão que povoam suas ruas em dias assim... Parece que quase nada se move e as pessoas estão em algum lugar do planeta, menos nas ruas, no trânsito ou no metrô, como acontece em dias comuns. Há um tempo atrás vivi uma experiência no mínimo interessante. Participei de um curso em São Paulo que, por incrível que pareça, teve início numa manhã de segunda-feira, num feriado nacional. Não tive escolha, precisei enfrentar o desafio de pegar ônibus, pedir informações e chegar ao local ainda desconhecido, sozinha. Mas foi exatamente neste dia em que vivi a maior experiência com um anjo em minha vida.

De volta à capital paulista neste final de semana, enquanto passeava pelas ruas, contemplava a beleza arquitetônica da cidade e permitia que a brisa do fim de tarde trouxesse-me boas às recordações e lembrei-me do "anjo". Naquele dia, acordei bem cedo e seguindo as orientações, dirigi-me ao ponto do ônibus. O problema é que tomei a direção contrária a que deveria e como não tinha a quem pedir informações fui seguindo em frente. Andei bastante, até que desconfiada das referências, fui visitada pelo medo e insegurança. Nesse instante, percebi vindo em minha direção um senhor, que caminhava tranqüilo e solitário, como quem não tem pressa. Era a única pessoa que eu encontrara até aquele momento do dia. Sua presença não me causou medo nem dúvidas, como era de se esperar, e sim, paz e segurança. Quando lhe pedi informações, ouviu-me com atenção e fez-me compreender o quanto estava equivocada, oferecendo-me companhia, uma vez que estaria indo na direção que eu deveria seguir.

Hoje, fico imaginando como é que não relutei em segui-lo? O certo é que caminhamos juntos. O retorno pareceu bem mais rápido, alguns comentários sobre o tempo, o feriado ou coisas assim, e o silêncio reinou na maior parte da caminhada.

Chegando ao ponto determinado, avisou-me que eu deveria esperar ali, pois o ônibus logo viria. Conferiu as informações que eu trazia, reforçou as recomendações que já havia me dado e ausentou-se para um ponto ao lado, como se estivesse esperando outro transporte. Chegando o ônibus pelo qual eu esperava, sinalizou com a cabeça que estava certa, entrei e logo procurei assento ao lado da janela, a fim de acenar para ele na saída. Mas, para minha surpresa, já não o enxerguei, o que seria impossível naturalmente, pois não havia lugar onde ele pudesse entrar tão rápido e se tivesse caminhado seria provável enxergá-lo por perto.

Fiquei pensativa, mas precisava seguir meu rumo. O curso, os novos colegas e os acontecimentos do dia roubaram minha atenção do inusitado encontro matinal. Por um bom tempo não passou em minha mente a idéia de que aquele senhor fosse um anjo, até que durante uma conversa com o Professor Felipe Aquino, narrei a experiência e disse-lhe que se aquele homem aparentasse minha idade poderia até ser um anjo, já que a Palavra de Deus afirma que – ao nos criar – o Senhor nos confia um anjo da guarda.

Grande foi minha surpresa quando o professor explicou-me que os anjos de Deus se apresentam de acordo com as necessidades de cada momento. No meu caso, o aspecto de um senhor maduro com os traços de pai, transmitiram-me a segurança que um aspecto jovem como o meu não conseguiria transmitir na ocasião. Aí compreendi a intervenção divina e fiquei muito grata a Deus que, em sua bondade, está sempre conosco. Por amor, o Senhor envia seu socorro por intermédio de vários meios, indo além do nosso entendimento e expectativas. Cabe a nós acolhermos com docilidade e discernimento as suas intervenções e cofiarmos cada vez mais no seu amor.

Talvez você, como eu, já tenha vivido experiências assim e nem se deu conta de que estava sendo ajudado por um anjo... Em todo caso, sejamos gratos ao único Senhor que rege o céu e a terra e move o universo para nos fazer bem. A Ele todo louvor! A você ânimo e confiança, Deus não deixará que você se perca nas estradas da vida. Enviará seu anjo para ajudá-lo!

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com

Publicado originalmente no Portal da Canção Nova

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Refelxão sobre o Advento

Disse o anjo a José: “Maria dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mt, 1,21) Curar a humanidade dos seus pecados e livrá-la do poder da morte foi a razão pela qual o Verbo de Deus se fez carne na pessoa de Jesus. O mundo de hoje perdeu a noção de pecado, mas essa ignorância não diminui, antes intensifica o poder destruidor do pecado na vida humana.

O tempo do Advento nos convida à meditação sobre o nosso pecado, sobre a nossa paralisia espiritual. Devemos ter consciência de que na vida espiritual ninguém fica parado: ou se progride ou se regride. O perdão dos nossos pecados é uma dádiva maravilhosa que Deus nos fez e devemos por isso glorificá-lo sempre. Mas sabemos dar o devido valor ao sacramento da Penitência?

Pe. D. Justino Silva de Souza, OSB

Publicado no Portal da CNBB