"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Por que se expõe Jesus na Eucaristia?


O mal de nossa época é não dirigirem a alma a Jesus




Esta semana nos convida a viver com mais intensidade o Mistério da Eucaristia, que é fonte e cume de nossa vida, de nossa espiritualidade. Esta pedagogia da liturgia da Igreja nos ensina a abraçar o mistério de nossa fé, depois de vivermos, há tempos atrás, o Mistério de Jesus na Sua Paixão, Morte e Ressurreição, celebramos, na semana retrasada, a Festa de Pentecostes, o Espírito Santo, nosso Divino Amigo. No domingo passado, celebramos a Santíssima Trindade e na próxima quinta-feira, 23 de junho, o Mistério de Cristo presente na Eucaristia.

Nós católicos somos até acusados de idolatria por irmãos que não compreendem a nossa fé. Por que se expõe Jesus na Hóstia Santa? Em primeiro lugar cremos fielmente em Suas Palavras quando disse: "Tomai, comei, isto é o meu corpo". Em seguida, pegou um cálice, deu graças e passou-o a eles, dizendo: "Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados" (Mt 26,26-30). A partir daí essa é a vida da Igreja de Jesus Cristo até os dias de hoje, veja o que diz São Paulo: "De fato, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: Na noite em que ia ser entregue o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo entregue por vós. Fazei isto em minha memória”. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em minha memória” (cf. 1Cor 11, 23-25). O relato da instituição da Eucaristia está também nos Evangelhos de Lucas 22,15-20; Marcos 14,22-24; João 13,1-17.

A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-Lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio 6,13 (Catecismo da Igreja Católica [CIC], n. 2096).

A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante de seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do Espírito diante do "Rei da glória" e o silêncio respeitoso diante do Deus "sempre maior". A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas (CIC, n. 2628).

Uma vez que Cristo em Pessoa está presente no Sacramento do Altar; devemos honrá-Lo com culto de adoração. «A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo nosso Senhor» (CIC, n. 1418). Eis porque adoramos Jesus na Santíssima Eucaristia.  É vital se fazer próximo d'Aquele que por muito tempo ficou escondido, busquemo-Lo enquanto Ele se deixa encontrar. Qual é a sua fé? Veja o que diz também um grande santo adorador:

"O culto da Exposição ousamos afirmar, é a necessidade de nossa época; impõe-se esse testemunho público e solene da fé dos povos na divindade de Jesus Cristo e na veracidade de sua presença sacramental. É a melhor refutação que se pode fazer aos renegados, aos apóstatas, aos ímpios e aos indiferentes, refutação que caíra sobre eles qual montanha de fogo do amor e da bondade.

O culto da Exposição é necessário para salvar a sociedade, que morre por não ter mais um centro de verdade nem de caridade, nem vida de família. Cada membro se isola, se concentra, procura-se bastar a si mesmo; a dissolução é eminente.

A sociedade renascerá, entretanto, cheia de vigor, quando todos os seus membros vierem se reunir em torno de nosso Emanuel (cf. Mt 1,23). As ideias se reformarão, mui naturalmente, à luz da mesma verdadeira e sólida renovar-se-ão sob a influência de um mesmo amor. É mister refluir à fonte da vida, a Jesus na Eucaristia, faze-Lo sair de sua reclusão, a fim de que se coloque novamente à frente das sociedades cristãs, para dirigi-las e salvá-las; é mister reconstruir-Lhe um palácio, um trono real, uma coorte de servos fiéis, uma família de amigos, uma multidão de adoradores.

O culto da Exposição é necessário para despertar a fé adormecida em tantos homens de caráter que não conhecem mais Jesus Cristo, porque se esqueceram de que Ele mora em vizinhança, de que é seu amigo e seu Deus. Este culto é necessário para estimular a verdadeira piedade, retida desde muito na porta do santuário onde Jesus está sempre disposto a nos abençoar e nos abrir seu Coração.

O grande mal de nossa época é não dirigirem a alma a Jesus Cristo como a seu Deus e Salvador. Despreza-se o único fundamento, a lei única, a graça única de salvação. O mal da piedade estéril é que ela não parte de Jesus Cristo e não converge para Ele. A alma se detém no caminho, distrai-se com uma flor… O amor divino não tem sua vida, seu centro, no Sacramento da Eucaristia, e, portanto, não está em suas verdadeiras condições de expansão.

Somente em Jesus Cristo presente entre nós pode haver salvação. O mal é tão grande que somente Ele é capaz de nos salvar. É a batalha decisiva. Um santo, um anjo, um taumaturgo, um gênio, um grande orador, tudo isso é ineficaz. É necessário Jesus Cristo em pessoa: eis o Santíssimo Sacramento, seu combate e seu triunfo.


Adoro-te com devoção, ó Deus que te escondes,
Que sob estas figuras de verdade te ocultas:
A ti meu coração se submete inteiramente
Porque, ao contemplar-te, desfalece por completo.
Visão, tato e paladar em ti falham,
Apenas ouvindo se crê com segurança:
Creio em tudo o que disse o Filho de Deus:
Nada mais verdadeiro que esta palavra da Verdade.

Graças e louvores se deem a todo o momento ao Santíssimo e Divinissimo Sacramento!" (São Pedro Julião Eymard)


Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
http://twitter.com/padreluizinho



Fonte: Portal da Comunidade Católica Canção Nova

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A proteção dos Anjos da Guarda

Os anjos são servidores e mensageiros de Deus, porque contemplam constantemente a face de Deus que esta nos céus.

A presença deles nas Escrituras, é muito clara, e é uma verdade de fé. Estão presente desde a criação, e ao longo de toda a Historia da Salvação, anunciando de longe ou de perto esta salvação e servindo ao desígnio divino da sua realização , como nos diz o Catecismo da Igreja (p 87)

A vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos anjos.

Desde a infância, até a morte, a vida humana é cercada pela sua proteção e pela sua intercessão. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida.

Os santos são testemunhos desta verdade. Em suas narrações sempre estão presentes estas Criaturas sobrenaturais, como nos narra Pe.Pio, São D.Bosco, São Martinho de Poris, e tantos outros. Emmir, Coor.Fundadora da Comunidade Católica Shalom em seu livro, “Anjos nossos de cada dia”, narra fatos concretos acontecido com ela por meio do Anjo da Guarda.

Se prestarmos atenção, como fizeram os santos, veremos coisas inacreditáveis acontecendo conosco, no dia a dia, e muitas vezes não nos damos conta que é o nosso anjo da guarda agindo. Gostaria muito de poder citar vários fatos ocorridos com pessoas que se encontraram em situações difíceis e diante delas, viram e sentiram a presença destas criaturas celestes vindo em seu auxílio. Como não é possível, cito aqui três casos, dois deles acontecido comigo.

Uma amiga, hoje ministra da Eucaristia na Igreja do Cristo Rei, de Fortaleza-CE, chamada Josefa, me contou, que uma vez foi levar Eucaristia, para uma pessoa doente.

“Eram 8h da noite, estava só, e dirigia o seu carro. No caminho foi atingida por uma fortíssima chuva, quase impedindo de dirigir. Passando por um lugar sem asfalto e um pouco deserto, o carro atolou-se. Ao seu redor não havia ninguém, só mato, e a uma certa distância uma academia. Diante dessa situação um pouco preocupante, mesmo porque trazia consigo o próprio Cristo, viu que a melhor coisa a fazer era pedir socorro e proteção ao próprio Cristo, fazendo-o assim imediatamente. Foi quando de repente sentiu que o seu carro estava sendo erguido, e olhando pelos vidros embaçados do carro, viu em cada extremidade do carro um homem, vestidos de brancos com a faixa amarrada na cintura, erguendo o carro do atolamento.

De onde surgiu esses homens? Perguntava ela. E não se continha de felicidade, pensando que talvez fossem rapazes da academia, que vendo-a teriam tido compaixão e ido ao seu socorro.

Ela pensou em agradecer essas gentis pessoas, mas não conseguia mais vê-los, pois a chuva impedia. Assim da mesma forma que apareceram, também desapareceram. E agradecendo a Deus ela seguiu o seu caminho.

Ai eu pergunto: Quem numa chuva desta ia ver de longe um carro atolado no meio do mato e ido ao encontro para ajudar?

“O Céu que envia os seus anjos.”

Pude muitas vezes observar e contemplar esses acontecimentos em minha vida, que edificou mais a minha fé nestas Criaturas.

“Um deles aconteceu comigo há uns três anos atrás quando fui chamada a encontrar urgentemente minha mãe, que estava muito mal, já a beira da morte, na cidade de Uberlândia –MG

Precisei sair de Brasília de ônibus a meia noite do dia 30 de dezembro para chegar as 5h da manhã.

Nesse dia senti que Jesus me preparava para alguma coisa que iria me acontecer, e rezando eu escutava fortemente a sua voz no interior do meu coração dizendo; “Tenha confiança, não tenha medo. Eu estou com você”

Eu me perguntava: o que vai acontecer? Será que não encontrarei mais minha mãe viva? Mas resolvi entregar tudo a Ele e viajar.

Entrando no ônibus percebi que a minha companheira de poltrona, era uma senhora bem idosa, e estava sempre rezando. No cansaço que me encontrava adormeci, acordando a poucos km de Uberlândia, com o ônibus sendo assaltado por três rapazes encapuzados.

No momento lembrei-me daquela voz que me falava através da Palavra de Deus: “Não tenha medo, confia em Mim, eu estou com você”, e me senti tranquila, mesmo diante daquele quadro assustador; enquanto a minha companheira sobriamente, rezava mais intensamente.

Eles, armados, foram mandando que jogássemos tudo o que tínhamos no corredor do ônibus, e dois iam de cadeira em cadeira verificando se tínhamos obedecido e nos ameaçando.

E por incrível que pareça, quando chegaram perto da cadeira onde me encontrava com a senhora, eles pareciam não nos ver, e seguiram.

Adiante com suas ameaças. A minha companheira estava com sua bolsa debaixo dos pés, e do jeito que estava continuou.

A mim parecia viver mais um dos filmes dramáticos de Hollywood, na certeza de que Deus estava comigo e Ele não ia deixar nada grave acontecer.

Para resumir, aqueles foram momentos curtos mas que pareceram longos deixando todas as pessoas tensas e até com um pouco de pânico. Eles carregaram tudo de todos que estavam dentro do ônibus, menos a minha bolsa e da senhora. Foi inacreditável!! E eu me perguntava: Quem é esta senhora, que de certa forma com suas orações parecia me proteger, e proteger todos os passageiros de algo pior? Depois de um ano, ouvi no noticiário que um ônibus teria sido assaltado no mesmo lugar, e jogado no precipício.

Seria meu anjo da guarda em forma humana? Poderia ter sido sim, como poderia ter sido um anjo da terra, guiado pelo nosso anjo da guarda a interceder.”

“Outro fato, foi na posse de D.Claudio em S.Paulo. Sai de Aparecida ,calculando chegar em Santo Amaro as 20 h para participar das celebrações no dia seguinte.

Mas aconteceu que calculei errado e já tarde da noite, ainda me encontrava dentro do ônibus que dirigia para este bairro.

Não sabendo direito onde descer, dei as referências ao trocador pedindo que ele me avisasse quando chegasse no local.

Aconteceu que ele esqueceu, e passou do ponto onde eu deveria descer, parando bem mais distante, em um lugar estranho, cheio de matagal, enfrente a um motel . Isto depois das 23h e no meio de uma forte neblina. Estremeci-me toda, me vendo por algum tempo cheia de pavor.

Ainda bem que a poucos metros tinha uma churrascaria ou um restaurante, não me recordo bem, com muita gente e barulho.

Entrei lá desnorteada para telefonar, mas com o barulho não consegui entender nada. Informei-me da parada do ônibus com alguém que ali estava, e me foi apontando para um jovem que estava esperando um ônibus a alguns metros do local.

Dirigir-me apressadamente para lá. Tudo me apavorava, aquela situação parecia me engolir pelo medo. Perguntei a esse jovem sobre o ônibus que eu deveria tomar, e pedia a Deus que ele não saísse dali antes de mim.

O jovem serenamente me explicou tudo como eu deveria fazer e aonde descer, e depois acrescentou: “veja, ai vem o seu ônibus, vá.” Eu mal poderia enxergar naquela neblina o ônibus que se aproximava. Senti uma alegria, uma gratidão e paz brotando no meu coração. Já não mais em mim existia aquele pavor, mesmo sabendo que poderia ainda encontrar outros desafios mais para frente.

Já quase meia noite, desci na minha parada, em meio a algumas pessoas estranhas. Estas me ajudaram emprestando o celular para eu ligar para os meus irmãos virem me pegar. Tudo terminou na paz.

Aquele jovem foi meu anjo da guarda. Rezo constantemente para ele, pedindo a sua proteção.”

Obrigada meu Anjo da Guarda

Janua Pinheiro
Missionária da Comunidade Católica Shalom em Fortaleza/CE
Retirado do Site da Comunidade Shalom

domingo, 26 de junho de 2011

Coração manso e aberto de Jesus

Padre Joãozinho, SCJ
Foto: Robson Siqueira / CN
Este nosso acampamento do “colo”, da mansidão, da ternura e da humildade, começa com uma promessa do Coração de Jesus: “Eu estarei convosco todos os dias até o fim!”

Jesus bendiz ao Pai porque Ele revelou as coisas do Alto aos humildes e não aos “sabichões” deste mundo. E depois Ele convida aos seus a descansarem em seu Sagrado Coração.

Quem aqui está doente? Quem aqui está cansado? Indignado com a situação do nosso país? Tem aqui em nosso meio alguém em depressão? Então, saiba: o convite de Jesus é para você!

O convite do Senhor é para descansarmos em seu Coração. É um convite de acolhida. O apóstolo João conseguiu enxergar no lado aberto de Jesus – transpassado na Cruz – um sinal muito maior do que uma cena dramática. São João percebeu esta verdade: o Coração de Jesus é um coração aberto para nós.
O sangue e a água que jorram do Coração de Jesus são “cristificadores”. Jesus quer nos restaurar. Ele quer nos reparar, como ensina a espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus. E, para isso, Jesus se utiliza de dois “pincéis”, ou seja, Ele vai pintando a sua presença em nós. E quais são estes "pincéis"? São a mansidão e a humildade.

O Papa ensina que o sacerdote precisa ser transparente. Eu entendi, com isso, que nós, padres, temos de ser como uma “vidraça”. Através de nós as pessoas precisam ver Jesus. Entende? Quando você vive esta intimidade com Deus, as pessoas ao seu redor acabam vendo não somente a você, mas também a Jesus! A Ele, Jesus Cristo, que acaba manifestando-se ao mundo através de suas atitudes, meu irmão. A exemplo do que viveu o Beato João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá e tantos outros exemplos de santidade que nós temos.

Na escola de Jesus há duas grandes lições: a mansidão e a humildade. E a grande promessa de Jesus para nós é a sua presença. A presença do seu Sagrado Coração. É isto o que viemos buscar aqui, neste acampamento. Repita comigo: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”.
Quero, nesta manhã, falar um pouco sobre esta mansidão do Coração de Jesus. Veja: eu posso ter um bicho de estimação que é manso. Ou não. Você pode ter um gatinho. Mas também pode ter um touro (que não é nada manso!). Então eu posso ter um animal obediente ou não.

Pensando nisso, que a mansidão constitui uma obediência, olhamos para a mansidão de Jesus e vemos a sua obediência ao Pai. Mas o que significa esta obediência? Significa esta escuta. Obedecer é ouvir, ou seja, estar aberto ao diálogo.

"O convite do Senhor é para descansarmos em seu Coração", exorta padre Joãozinho
Foto: Robson Siqueira / CN


Mas eu ainda não estava satisfeito com esta descoberta. Então consultei uma Bíblia em grego e fui descobrindo que, a palavra “manso” - em grego e depois vendo a tradução em hebraico – significa “pobre”. E esta pobreza significa total dependência de Deus.

E indo mais a fundo, estudando na Bíblia, descobri que esta pobreza do Coração de Jesus é, na verdade, uma grande riqueza: Jesus é rico em misericórdia.

O coração de Jesus é pobre, acolhedor, misericordioso e obediente.Veja quanta riqueza encontrada na palavra “mansidão”.

Para Aristóteles, mansidão significa o equilíbrio entre o excesso de ira (alguém que age com violência) e uma ausência total de ira (alguém que não indigna-se com mais nada que acontece ao seu redor). A mansidão é uma “ira santa”. É importante vivermos este equilíbrio. A mansidão constitui-se neste equilíbrio entre a ternura e o vigor.

É como acontece numa família. A mãe representa a ternura e o pai representa o vigor. E é desta síntese que nasce a mansidão dentro do lar e no coração dos filhos.

Foi esta a pedagogia que Jesus utilizou com Pedro: a pedagogia da mansidão. Jesus usou de ternura para com Pedro. Jesus acolhia a Pedro, todas as vezes que ele se aproximava do Mestre para conversar com Ele. Mas também Jesus corrigiu vigorosamente a Pedro, quando ele não queria que o Mestre fosse para Jerusalém. O que Ele diz a Pedro? “Afasta-te de mim, Satanás, porque és para mim uma pedra de tropeço!”

Jesus é manso de coração. Ele age com ternura e com vigor. Precisamos também imitar esta ternura e este vigor do Sagrado Coração de Jesus. Precisamos imitar este Coração aberto. Peça ao Senhor um coração aberto para Deus e para os irmãos. Para as necessidades do próximo.

Aponte para o seu irmão e diga: “Dai-me, Senhor, um coração aberto às necessidades deste meu irmão, para saber acolhê-lo”. E agora aponte para o Céu e diga: “Dai-me, Senhor, o Céu aberto para mim”.

Jesus é a Porta. E uma porta sempre aberta para nós. Precisamos aprender a viver com mansidão, ou seja, com esta abertura de coração e de mente para os outros.

Não adianta ficar “retendo para si”, viver de “mão fechada”. Os grandes milionários não são aqueles que ficaram guardando o dinheiro no cofre, mas sim aqueles que souberam investir este dinheiro. Percebe? É preciso saber “abrir mão” das coisas por causa de Jesus. Como é bom investir a vida em Deus. E você verá, com certeza, que vale a pena viver desta forma!
"A mansidão é o equilíbrio entre a ternura e o vigor", ensina padre Joãozinho durante sua pregação
Foto: Robson Siqueira / CN

Vamos dizer juntos: “Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. Jesus, de coração aberto e solidário, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”.

Estamos neste acampamento para ficar no “colo” de Deus, para provar de sua ternura. E também precisamos, nestes dias, experimentar o seu vigor que nos conduz à conversão.


Transcrição e adaptação: Alexandre Oliveira


Assista a um trecho desta pregação:

 


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Padre Joãozinho 
Sacerdote do Sagrado Coração de Jesus


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Sair do território infértil

Pe. Fabio de Melo
Foto: Maria Andrea
A pior coisa que podemos ouvir do próximo, é que estamos acabados para a vida. Seja na vida profissional, para nossa família ou até mesmo para as coisas simples da vida que gostamos de fazer e nos dão prazer.

Mas é exatamente nesse momento que devemos provar que estamos dispostos, que a idade ou nosso estado físico não é o retrato real da nossa situação.

A visão que nós temos de Deus, é a mesma visão que temos do homem. Se deixamos de acreditar que somos capazes de continuar, estamos fazendo o mesmo com Deus, pois Ele não fez sua imagem e semelhança.

Devemos provar para nós mesmos e não para os outros, que ainda temos muito o que fazer. Que não estamos acabados, mas sim começando uma nova etapa em nossas vidas.

Não podemos nos deixar abater pelas adversidades que a vida nos impõe. Para renascermos e encontrarmos vida nova, basta aceitarmos a ação de Deus em nossa vida. Precisamos ter fé no seu poder e nas mudanças que ele pode realizar em nossas vidas.
Assim como na liturgia, precisamos de uma única palavra, e toda uma revolução será iniciada. Com essa palavra toda e qualquer vida poderá ser salva.

Com isso, Deus tomará todas nossas dores. Assim como um pai que não mede esforços para proteger seu filho de todo e qualquer mal, Ele fará o mesmo.

Assim é Deus, disposto a interceder por todos seus filhos. Capaz de carregar todas as enfermidades que pode te abater.

Fazendo isso, Ele só prova mais uma vez o quão grande é o amor d'Ele por ti. A vontade de fazer território fértil em você, acabar com toda e qualquer opressão que impede o processo da crença é a maior prova que Deus pode dar, é a forma que Ele encontra de estender o braço em sua direção.
"Diga sim à sua palavra e receberá a salvação divina"
Foto: Maria Andrea
Por isso, não aceite quando tentarem lhe impor o estado de infertilidade. Enquanto você acreditar e tiver fé, jamais estará acabado, sempre haverá uma chance de recomeçar. Para isso acontecer, basta virar-se para Deus e aceitá-Lo em sua vida. Diga sim à sua palavra e receberá a salvação divina.
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza



Assista a um trecho desta pregação:







Adquira essa pregação pelo telefone (12) 3186-2600 (12) 3186-2600 

sábado, 23 de abril de 2011

Três ensinamentos sobre o amor (ICor 13,1-13)



1 – Leia o texto
Mesmo que eu fale em línguas, a dos homens e a dos anjos, 
se me falta o amor, sou um metal que ressoa, um címbalo retumbante. 
Mesmo que tenha o dom da profecia, 
o saber de todos os mistérios e de todo o conhecimento, 
mesmo que tenha a fé mais total, a que transporta montanhas, 
se me falta o amor, nada sou. 
Mesmo que distribua todos os meus bens aos famintos, 
mesmo que entregue o meu corpo às chamas, 
se me falta o amor, 
nada lucro com isso. 
O amor tem paciência, o amor é serviçal, 
não é ciumento, não se pavoneia, não se incha de orgulho, 
nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse. 
não se irrita, não guarda rancor, 
não se regozija com a injustiça, 
mas encontra a sua alegria na verdade. 
Ele tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 
O amor nunca desaparece. 
As profecias? Serão abolidas. 
As línguas? Acabar-se-ão. 
O conhecimento? Será abolido. 
Pois o nosso conhecimento é limitado e limitada a nossa profecia. 
10 Mas quando vier a perfeição, o que é limitado será abolido. 
11 Quando eu era criança, falava como criança, 
pensava como criança, raciocinava como criança. 
Quando me tornei homem, pus cobro ao que era próprio da criança. 
12 Agora, vemos em espelho e de modo confuso; 
mas então, será face a face. 
Agora, o meu conhecimento é limitado; 
então, conhecerei como sou conhecido. 
13 Agora, portanto, permanecem estas três coisas, 
a fé, a esperança e o amor, 
mas o amor é o maior.
Primeira Epístola aos Coríntios 13,1-13
2 – Assista a explicação sobre o texto
3 – Mais informações
Na sequência do texto anterior (cap 12), São Paulo passa a destacar um dom principal, que como vimos, se sobrepõe aos outros, sendo considerado pelo apóstolo, como além do dom, um caminho – o caminho do amor. Por ser caminho, todos os dons devem passar por ele. Qualquer dom sem amor de nada adianta. Nesse trecho percebemos, inclusive, a forma de Paulo transformar um texto argumentativo num  poético. Ele literalmente canta o amor.
Esse texto podemos dividi-lo em três partes: 1. o valor do amor; 2. as qualidades do amor; 3. a duração desse amor.
A linguagem falada em diversos idiomas (conhecidas pelo apóstolo através de suas viagens); a linguagem dos anjos (capítulo seguinte) e a linguagem não falada, mas musical dos instrumentos, nenhuma delas se compara ao amor.
O dom da profecia na qual visões, explicações e mistérios são revelados aos profetas, a sabedoria humana ou a sabedoria revelada pelos anjos e nem a fé que promove grandes feitos, nada sem amor. Nem a doação de esmolas ou ainda, o martírio, doar a própria vida são tidos como nada, se não existe amor.
Passa-se a elencar quinze características do amor. Mistura o que se deve evitar com o que se deve cultivar. São verdadeiros conselhos, ainda mais por apresentarem semelhanças com trechos de livros sapienciais. Essas características servem também para colocar todos voltados para o amor comum, uma vez que as diferenças na comunidade serviam, como já vimos, para gerar facções.
Todos os dons e carismas ficam relativizados se colocados diante do amor. Aqueles são passageiros e de uso provisório, enquanto este é pleno e eterno.
São Paulo ensina que o conhecimento, tão valorizado pelos Coríntios, é imperfeito e o amor que o aperfeiçoa (13,9-10). E por isso retoma o motivo da imaturidade da comunidade: a divisão. O apóstolo mostra que se na comunidade houver amor, não acontecerá mais divisão (13,11-12). Esse trecho relaciona , justamente, conhecimento, maturidade e amor.
Restam a fé, a esperança e o amor. Ambos são abstratos e ligados a uma vida espiritual madura. Fé e esperança, para o apóstolo, se relacionam: a fé é a esperança no que não se vê. Mas o amor é que engloba tudo. O amor é a maior de todas as coisas: materiais, intelectuais, espirituais…
4 – Como aplicar o texto na vida
- O amor é um caminho na minha vida, ou seja, tudo o que faço, passa pelo amor?
- O amor para mim é apenas sentimentalismo ou ele é um caminho de vida, uma proposta?
- Como passar meus atos, pensamentos, situações… pelo caminho do amor?
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