"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Está sofrendo? Reze!


Seja qual for o seu sofrimento, deve saber amá-lo e aceitá-lo

Quando você sofre, deve manter presente duas coisas: 1) Deus não quer o sofrimento porque é o Deus da vida, do amor, da felicidade. 2) O sofrimento faz parte da situação finita, passageira e humana do nosso ser.

Sabemos que pelo pecado entrou no mundo todo tipo de sofrimento. É necessário saber olhá-lo não com desespero, fuga, revolta, mas com tranqüilidade e paz interior.

Não é possível viver sem doença, sem sofrimento, sem conflitos. Eles fazem parte do nosso ser humano. Nós os encontramos presentes na vida de todos: dos santos e dos pecadores, na vida de Jesus, de Nossa Senhora e de todas as pessoas amadas por Deus.

Não podemos fugir à "deterioração" do nosso corpo que envelhece, adoece e morre. Diante disso, é necessário mudar de enfoque e contemplar tudo isso como caminhos que nos levam à maturidade, nos enriquecem de experiências e nos preparam para "céus novos e terras novas", onde não haverá mais dor nem lágrimas.

Hoje, não sabemos mais ser alegres porque rejeitamos os ferimentos e nos desesperamos até o ponto em que, para fugir da dor, há quem pregue como remédio a morte, a eutanásia, o suicídio. É claro que esses meios são contrários à vontade de Deus e contra a nossa natureza humana, que é feita para viver. Seja qual for o seu sofrimento, deve saber amá-lo e aceitá-lo, procurando, sem dúvida, todos os meios para aliviá-lo.

Não é necessário nem ir ao encontro do sofrimento nem pedir sofrimentos, é só aceitar os que encontramos no nosso caminho.

O pior serviço que podemos prestar a Jesus é apresentá-Lo como Aquele que vai em busca da morte, da dor, do sofrimento. Pelos Evangelhos, podemos ver Jesus diante da dor da qual Ele nos ensina a fugir. Recorda?

Quando Jesus é procurado par ser jogado do alto do monte, o que Ele faz? Foge. Quando os guardas O procuram para prendê-Lo no templo, o que o Senhor faz? Foge. E quando estão tentando matá-Lo? Jesus também foge. Ele sempre foge... Mas quando a cruz, a morte, o sofrimento se tornam o único caminho de fidelidade ao Pai, ao projeto de Deus em sua vida, Ele os assume.

"Quando ouviram isso, todos os que estavam na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se, arrastaram-no para fora da cidade e o conduziram até o alto do monte onde estava construída a cidade, para dali o precipitarem. Mas, passando por meio deles, Jesus foi embora" (Lc 4,28-30).

"Depois de assim falar, Jesus retirou-se e se escondeu deles" (Jo 12,36).

"Por isso, Jesus já não andava em público entre os judeus. Retirou-se, em vez disso, para a região mais próxima ao deserto, para uma cidade chamada Efraim, e ali morava com os discípulos" (Jo 11,54).

"De novo procuraram prendê-lo, mas Ele se esquivou de suas mãos" (Jo 10,39).

Esta deve ser a nossa atitude. Quando o sofrimento é o único caminho de fidelidade a Deus e aos irmãos, devemos aceitá-lo com amor.

Tente identificar a origem de seus sofrimentos: físicos, espirituais, morais. Veja se lhe é possível aliviá-los ou fugir deles e depois reze, peça a Deus a força para poder assumir a cruz como dom do mesmo amor de Deus. Afinal, pela fé sabemos que "completamos na nossa carne o que falta à paixão de Jesus Cristo". Escute estas palavras de Elisabete da Trindade:

"Ó meu Cristo amado, crucificado por amor; quisera ser uma esposa para vosso Coração, quisera cobrir-vos de glória, amar-vos... até morrer de amor! Sinto, porém, minha impotência e peço-vos revestir-me de vós mesmos, identificar a minha alma com todos os movimentos da vossa, submergir-me, invadir-me, substituir-vos a mim, para que minha vida seja uma verdadeira irradiação da vossa" (Elevação à Ssma. Trindade).

E de João da Cruz:

"Crucificada interior e exteriormente com Cristo, viverá nesta vida em fartura e satisfação de sua alma, possuindo-a na paciência" (Ditos 85).

"Que lhe baste Cristo crucificado! Com Ele sofra e descanse; mas para isso há de aniquilar-se em todas as coisas exteriores e interiores" (Ditos 90).

Nem todos os sofrimentos são iguais, devemos saber distingui-los para não "fazer tempestade num copo de água". Alarmar-se exageradamente nunca faz bem à nossa saúde física, mental, espiritual e emocional. É necessário sempre redimensionar as coisas. E, diante dos problemas da vida, saber o que podemos mudar porque algo depende de nós; e o que não podemos mudar é porque não depende de nós.

O cristão, porém, nunca vai assumir uma atitude "estóica e determinista". Ele sabe que, para não ser agredido pelos sofrimentos, é necessário aceitá-los pelo caminho do amor. O que muito nos pode ajudar é meditar a Paixão do Senhor Jesus: veja os capítulos 26-27 do Evangelho segundo Mateus; capítulos 14-15 de Marcos; capítulos 18-19 do Evangelho de João e o belíssimo caminho de Jesus apresentado pelo apóstolo Paulo:

"Ele, subsistindo na condição de Deus, não pretendeu reter para si ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo, tornando-se solidário com os homens. E, apresentando-se como simples homem, humilhou-se, feito obediente até a morte, até a morte da cruz. Pelo que também Deus o exaltou e lhe deu o Nome que está sobre todo nome. Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho de quantos há no céu, na terra, nos abismos. E toda língua proclame, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor" (Fl 2,6-11).

Minha experiência

Na minha vida, como na de todos, não tem faltado sofrimentos e dores de todo tipo. Mas com a graça de Deus e com a ajuda dos místicos do Carmelo, tenho conseguido compreender que o sofrimento é um "palácio", um "dom de Deus". Quando me encontro no sofrimento, tomo em minhas mãos o crucifixo e fixo, atentamente, o olhar em Jesus crucificado, e aí recebo toda a coragem e a força para não desanimar. E vejo a verdade das palavras de Jesus:

"Na verdade eu vos digo: se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, ficará só; mas se morrer, produzirá muito fruto" (Jo 12,24).



Frei Patrício Sciadini
(Extraído do livro "Quando rezar?" de Frei Patrício Sciadini)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Conversando com Deus

Eu converso seguidamente com Deus e acredito nos seus sinais. Na minha humilde concepção, Deus sempre está querendo dizer algo através de coisas simples, nas situações do cotidiano.

Os sinais contemporâneos que Deus nos apresenta acompanham a evolução tecnológica. São visíveis, autênticos, fáceis de interpretar.

Às vezes, Deus literalmente se “atravessa” e, como um verdadeiro Pai, nos coloca situações gigantes na vida para que Sua manifestação seja ainda mais clara. É como se fosse um alerta mais incisivo que sempre nos leva a uma reflexão maior. Suas ações nos forçam a repensar posições e a planejar melhor as atitudes.

Converso com Deus todos os dias, constantemente Ele me envia recados. Muitas vezes, no momento exato do Seu sinal, não me dou conta que seja obra Dele. Mas passa um tempo e vejo que tem a Sua mão. Suas manifestações não têm hora exata para acontecer, Ele não marca horário para isso. A todo o momento Deus envia recados. Mesmo assim muitos de nós temos a mania de sermos céticos e questionamos Seus sinais “será que no meio deste turbilhão de coisas e novas tecnologias, Ele envia mesmo sinais?” “ Isso que acontece é coincidência, não é sinal algum”. O ceticismo toma conta e usamos justificativas para negarmos a presença Dele.

E vamos levando assim, rejeitando a possibilidade de uma conversa.

Desde o nascer ao pôr-do-sol, são diversos os recados de Deus. Até mesmo nos nossos sonhos Ele se manifesta. Não lemos muitas histórias semelhantes na bíblia? Quantas manifestações em sonhos Ele fez, quantos recados deixou, inúmeros pactos foram estabelecidos através dos recados de Deus. Quantas vidas foram transformadas através dos Seus sinais. Muitas vezes Ele se utilizou até mesmo de anjos para passar mensagens. Elaborou situações inusitadas para dar o seu recado e instrução. E quando foi preciso, falou diretamente, sem intermediários.

Porque Deus se calaria e agiria diferente nos dias de hoje?

No meu caso, tem sido assim, sempre foi.

O convite que recebi em 1985, através de uma correspondência com uma imagem xerocada de Jesus, para participar de um Grupo de Jovens, foi um sinal. Foi como se Ele dissesse “Está confuso garoto? Isso é normal na tua idade. Mas te darei a chance de encontrar um caminho seguro”. Estou até hoje empenhado nas coisas Dele. Deus foi tão sábio que me mandou o recado de uma forma bem simples, pois me conhece e sabe que meu coração balançaria por um convite feito desta maneira. Foi o que aconteceu. Balancei, fui ao encontro, me embriaguei do Seu Amor.

Na morte do meu pai, quando eu ainda era adolescente, e da minha mãe, mais recentemente, o recado foi num outro tom. É como se Ele dissesse “muda a tua vida radicalmente”. “Esquece as picuinhas, não seja materialista, valoriza os teus amigos, cuida da tua saúde e continua no Meu caminho” Foi esta a mensagem que consegui captar. Doeu, dói muito ainda, mas sei que este foi o recado. Sinto que eu mudei, cresci, ando traçando outros rumos, retomei conceitos que andavam meio esquecidos e adormecidos. Está sendo através da dor, mas sei exatamente o que Deus quis me dizer com estas situações.

Quando Ele me colocou em contato com a catequese, foi outro sinal. Não sei como fui entrar nessa de ser catequista. Até hoje, muita gente duvida que eu trabalhe para a igreja desta forma, tão empenhado em ensinar um caminho diferente a centenas de jovens. Mas o empurrão que Ele me deu foi forte. É como se ele dissesse “Ajuda estes jovens, conta a tua experiência, evangeliza, me ajuda a divulgar um reino de amor. Assim como tu encontraste o caminho, ajuda a indicar para outros este caminho que te faz tão bem”. Foi este o recado, e eu aceitei, mas sem saber onde daria.

Deus é assim, vive se comunicando, mas nem sempre ouvimos.

Nossas conversas são recheadas de questionamentos, pedidos e agradecimentos. Às vezes, quando sou mais duro e apressado com as minhas reivindicações, Deus não fala nada, apenas ouve, como se dissesse, com o Seu silêncio: “O teu tempo é diferente do meu. Todas as coisas têm o seu tempo. Te acalma.”

Ele sempre sabe do que necessito e me atende na medida certa, com esta calma e sabedoria que lhe é peculiar.

Os sinais de Deus me fizeram conhecer centenas de pessoas ao longo da minha vida. Com elas, fiz a minha história e sou quem hoje sou. Chorei com algumas, sorri com outras, vivi bons e maus momentos. Uma boa parte delas eu não sei mais onde estão. Sumiram. Tomaram outros rumos. Mas aprendi com cada uma. Quer sinal de Deus maior do que esse? Quando Ele coloca pessoas na nossa vida, é um recado dos mais explícitos, como se dissesse “Aprende, vive, ensina, dialogue, tire o máximo de proveito para crescer com esta pessoa que estou colocando na sua vida agora. Seja para ela também uma fonte viva de crescimento”.

Os sinais de Deus me deram o dom da escrita. E, através dos meus simples textos, Deus colocou centenas de pessoas em contato comigo das mais diversas partes do Brasil e até de outros países. A cada e-mail que recebo, a cada recado no orkut ou pedido de acesso no MSN ou SKYPE, o meu coração se regozija. Sinto-me um evangelizador obediente aos pedidos que o Pai me faz.

Isso me faz acreditar ainda mais nos recados claros e evidentes.

Percebamos os sinais de Deus. Ouçamos os seus recados.

Por isso que sempre vou dizer, em todos os instantes, a toda a hora e em todos os lugares, que a catequese é um sinal dos maiores e que ser catequista é um recado direto de Deus ao nosso coração. É como se ele dissesse “Ai de ti se não evangelizar”.

Aceitemos este desafio com coragem e persistência e sem inventar desculpas para desistir diante do primeiro problema que aparece.

Alberto Meneguzzi
Jornalista e relações públicas formado pela Universidade de Caxias do Sul ( UCS), catequista de crisma há 20 anos na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Caxias do SuL/RS
Editor do JORNAL LOURDES, publicação comunitária voltada à evangelização e responsável pela manutenção do site www.paroquiadelourdes.com.br.
Profere palestras sobre "A catequese e a comunicação", "Os Pequenos gestos na relação pais e filhos e na catequese", "Os dias atuais e os desafios da evangelização", para pais, jovens, catequistas e liderenças pastorais.

E-MAIL: Alberto@albertomeneguzzi.com.br
MSN: meneguzzi@hotmail.com
SITE: www.paroquiadelourdes.com.br

sábado, 26 de janeiro de 2008

A Bíblia – ela funciona!

Em uma revista alemã encontramos o texto abaixo, que transcrevemos por ser muito precioso:

A Bíblia mostra a vontade de Deus, a situação do ser humano, o caminho da salvação, o destino dos pecadores e a bem-aventurança dos crentes.
  • Seus ensinos são sagrados, seus preceitos exigem comprometimento, seus relatos são verdadeiros e suas decisões, imutáveis.
  • Leia-a para tornar-se sábio e viva de acordo com ela para ser santo.
  • A Bíblia lhe ilumina o caminho, fornece alimento para seu sustento, dá refrigério e alegria ao seu coração.
  • Ela é o mapa dos viajantes, o cajado dos peregrinos, a bússola dos pilotos, a espada dos soldados e o manual de vida dos cristãos.
  • Nela o paraíso foi restabelecido, o céu se abriu e as portas do inferno foram subjugadas.
  • Cristo é seu grandioso tema, nosso bem é seu propósito, e a glorificação de Deus é seu objetivo.
  • Ela deve encher nossos pensamentos, guiar nosso coração e dirigir nossos passos.
  • Leia-a devagar, com freqüência, em oração. Ela é fonte de riqueza, um paraíso de glórias e uma torrente de alegrias.
  • Ela lhe foi dada nesta vida, será aberta no juízo e lembrada para sempre.
  • Ela nos impõe a maior responsabilidade, compensará os maiores esforços e condenará todos os que brincarem com seu conteúdo sagrado.
Um mecânico foi chamado para consertar o mecanismo de um gigantesco telescópio. Na hora do almoço o astrônomo-chefe encontrou-o lendo a Bíblia. "O que você espera de bom desse livro?", perguntou ele. "A Bíblia é ultrapassada, e nem se sabe quem a escreveu!'

O mecânico hesitou por um momento, levantou seus olhos e disse: "O senhor não usa com freqüência surpreendente a tabuada em seus cálculos?"

"Sim, naturalmente", respondeu o astrônomo.

"O senhor sabe quem a escreveu?"

"Por quê? Não, bem, eu suponho... Eu não sei!"

"Por que", então, disse o mecânico, "o senhor confia na tabuada?"

"Confiamos porque – bem, porque ela funciona", concluiu o astrônomo, irritado.

"Bem, e eu confio na Bíblia pela mesma razão – ela funciona!"

A Bíblia – atual, autêntica, confiável! Quem lê a Bíblia tem uma vida plena.

Norbert Lieth
Fonte: www.ajesus.com.br

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sobre Deus


O poder d’Ele não fere nem desrespeita o espaço humano de nossas escolhas

O que podemos esperar de Deus? O que nos diz a religião cristã a respeito da intervenção divina na vida humana? Como é que podemos pensar a dinâmica dessa relação?

Ando pensando que o desafio de todas as relações esteja justamente em não confundirmos os papéis. Nenhuma relação humana será saudável na confusão dos papéis. Definir o que se é consiste em construir as bases sólidas que nos permitirão “esperar e também nos desesperar”. Já me explico. “Esperar” é a atitude que nos permite a serenidade de que o outro fará por nós, aquilo que não podemos fazer sozinhos. “Desesperar” é chegar à conclusão de que a vida tem limites, que terão de ser respeitados. Desesperar não significa sair gritando, esbravejando desaforos a respeito dos limites, mas consiste em serenar o coração, aquietando-o e esperando os ensinamentos que virão do acontecimento que provocou a desesperança. E assim concluo: o desespero é o outro lado da esperança...

Gosto de olhar para Deus. Gosto de esperar por Ele, sobretudo nos momentos das minhas desesperanças. Olho-O como quem olha querendo decorar, aprender, incorporar. Faço inúmeros pedidos a Ele, mas tenho sempre o cuidado para que minhas preces não sejam formuladas nos verbos imperativos... Prefiro apresentar as questões, colocá-las nas mãos d’Ele e depois esperar pela vida. Tenho medo de me tornar o deus de Deus. Receio que minhas preces sejam ordens mesquinhas Àquele que tudo sabe de mim. Por isso, eu ando dizendo que a vida é o espaço da liberdade, lugar onde me exercito como homem, desejoso de acertar e atualizar na minha vida, o único desejo de Deus para mim: a bondade. Somente a partir da bondade de Deus é que podemos dizer que Ele tudo pode. Ele tudo pode, mas o poder d’Ele não fere nem desrespeita o espaço humano de nossas escolhas. E viver é escolher.

A Teologia nos ensina que em Deus não há variação de humor. Ele é sempre amor, movimento que não sai da rota e que O coloca na coerência de ser o que é. E por isso é fácil entender a ação de Deus na vida humana. Dizer que Ele permite acidentes, doenças e que protege e desprotege é o mesmo que colocar uma contradição naquilo que Ele é. Expliquem-me, então: se Deus é amor, como posso entender que uma criança – como o nosso querido Lucas – tenha um câncer que viaja pelo seu corpo? Como não entender que o Senhor não tenha curado o nosso padre Léo de sua enfermidade tão dilacerante? Aí você pode me perguntar: “Então não adianta rezar, padre?” E eu respondo: adianta minha filha, meu filho. Rezamos, não para que Deus faça o que queremos, mas para que tenhamos forças de entender as fragilidades da vida, os limites do nosso corpo, e quem sabe, viver a surpresa da cura inesperada, quando tudo indicava que já tivéssemos chegado ao fim. Rezamos porque temos direito de pedir, de clamar, e de explicar as razões dos nossos desejos, mas não temos o direito de determinar o que Ele terá de fazer.

Estamos constantemente debaixo da proteção divina. Ela não nos deixa nunca, mesmo quando não pedimos por ela. Minha mãe também me diz quando saio de casa: “Vai com Deus, meu filho! Cuidado na estrada!” Na frase de minha mãe há duas realidades a serem observadas: o dom e a tarefa. O dom está na primeira expressão: “vai com Deus.” E eu vou mesmo. Ele não sabe me deixar ir sozinho. Na segunda está a tarefa: “cuidado na estrada!” Na tarefa, a vida resguarda o espaço para a responsabilidade humana. Tenho duas possibilidades diante da fala de minha mãe: acato ou não. Se eu acato, o dom se manifesta. Se não, ele fica ofuscado na minha escolha errada.

Cristianismo é isso. Não há relação saudável com Deus se não descobrimos constantemente as duas realidades na nossa vida: o dom e a tarefa. Em todas as situações humanas há sempre uma parcela de dom a ser recebida e uma parcela de esforço a ser executada. O milagre se dará por duas vias...

Não quero confundir ninguém. Quero apenas apontar os caminhos para uma religião madura, na qual Deus deixa de ser movido por nossas ordens mesquinhas, na qual a oração se torna o acolhimento do dom e o cumprimento da tarefa. Uma religião que, em vez de fazer perguntas absurdas, prefere o silêncio da busca que nos aperfeiçoa. Aí rezaremos com as mãos, com os pés, no trânsito, nas esquinas e em toda parte. Retiraremos de nossa mente a resolução fácil, aquela que justifica os piores acontecimentos do mundo como vontade de Deus... Permitir... dizer que “Deus permite” é voltar à única permissão que d’Ele brota: a vida, a bênção eterna, o dom que explode em todos os instantes nas menores iniciativas que geram o universo criado. A permissão é única, total e globalizante. Permissão que não contradiz em nada aquilo que Ele é.

Eu O [Deus] defendo sempre. Não quero que O acusem das desgraças do mundo. Quando minha irmã morreu num acidente trágico, vítima da imprudência humana, de uma bagagem que estava no lugar errado e que caiu sobre ela no momento em que o ônibus tombou, alguém quis me consolar à custa de uma acusação descabida: “Foi a vontade de Deus!” E naquele momento minha mente se iluminou para que eu não permitisse que Ele fosse injustamente acusado daquele crime. Prefiro desacreditar dos humanos a ter de pensar que Deus seja capaz de matar uma mulher que precisava viver para cuidar do seu filho...Prefiro encarar a dura realidade de que minha irmã estava morta, vítima da imprudência de um motorista que transgrediu a regra, a ter de dizer ao meu sobrinho que Deus não pensou na sua dor de menino, antes de permitir que o ônibus caísse naquela ribanceira... Preferi pensar que Deus estava chorando comigo, lamentando com meu sobrinho, consolando-o e o preparando para reacender nele a esperança que parecia diluída no ar...

Mas você poderia me perguntar: "Mas, padre, onde é que estava Deus no momento em que sua irmã morreu de forma tão cruel e assustadora?”

E eu lhe respondo sem receio de errar: No mesmo lugar em que estava no momento em que mataram o Filho d’Ele!

Padre Fábio de Melo SCJ
Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.

Publicado no Portal da Canção Nova

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Singular em sua confiabilidade

Alexander Schick escreve:

Nenhum livro de toda a literatura universal pode ser documentado de maneira tão impressionante no que diz respeito ao seu texto original. E nenhum outro livro apresenta uma tão farta profusão de provas de sua autenticidade. Achados de antigos escritos nos dão a certeza de que temos em mãos a Bíblia com a mesma mensagem que os cristãos da igreja primitiva.


Norbert Lieth
Fonte: www.ajesus.com.br

Unidos para fazer Diferença


O Casamento pelo lado Romântico, é a união entre dois corações, cujos mesmos sentimentos são exteriorizados, abertos, descobertos, de um para o outro.

Na prática entretanto, o casamento, é uma união, uma renúncia mútua do individualismo, que pode ser a renúncia de alguém, algum objeto ou até mesmo de um sonho não conquistado. Casamento é entregar-se para entender os desejos e suspiros de seu companheiro(a).

Nossos defeitos familiares são claros e reais, precisamos identifica-los com sinceridade de coração, para que possamos tomar as devidas providência de maneira verdadeira. O apostolo Paulo disse que aquele que não tiver apto para governar a sua casa, não está apto para governar nenhum dos encargos que Deus lhe atribuir. O marido neste contexto deve se voltar para a família com prioridade, porque o fortalecimento de sua vida pessoal vai depender de sua vida familiar, e só através de um relacionamento sincero e franco, entre esposa e filhos é que iremos conseguir isso.

É importante viver cada instante de nossa vida, sabendo apreciar tudo em nossa volta, como a natureza, as pessoas, os animais, enfim as coisas belas que a vida nos oferece. Temos que definir horários de trabalhar, e horários de descansar, aproveitando ao máximo esses horários de lazer com a nossa família, tanto em nossa casa, quando em outros lugares realizando atividades lúdicas, tal como um Zoologioco, uma Praia, um Parque, etc. Evitando passar grandes períodos diante de uma televisão, ou de um computador. É necessário colocar as conversas em dia. Aproveite o tempo livre, para viajar, ou excurssionar. É necessário que a família tenha um lazer aprazível.

O Amor é como uma plantinha que precisa ser cuidada todos os dias, o homem e a mulher precisam se cuidar múltuamente, todos os dias. Precisamos nos relacionar abertamente um com o outro, sempre procurando um bom diálogo, expressando carinho, amor, compreensão, respeito, confiança e paciência na vida conjugal. Sem a comunicação, fica difícil o relacionamento, porque isso irá acumular mágoas e dissabores para toda a família.

Se não houver sabedoria em uma crise prolongada, deve-se pedir ajuda pastoral, para que se evite uma separação. Por outro lado, muitos casais consequem superar estas fases de modo a resgatar o gosto e o prazer da vida a dois, cirando novas oportunidades de viver intensamente a vida como ela se apresenta.

O Relacionamento sexual muita das vezes é minado por raíses de amarguras, quando na verdade o ato sexual entre o casal, é benção de Deus para ser desfrutada.

Reflita sobre isso, porque você pode ter uma família muito feliz e unida. É importante valorizar a família que você tem, porque se você não a valorizar, ninguém a fará.

Guilherme Falcão - Psicólogo e Pós-graduado em Teologia e Cícero Manoel Bezerra - Pastor em Altônia (PR)
Revista Raio de Luz

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Singular em seus efeitos

Um ateu enviou a um jovem cristão grande número de artigos selecionados para convencê-lo de que a Bíblia era atrasada em muitas de suas afirmações e ultrapassada pelos conhecimentos dos tempos atuais. O jovem respondeu:
Se você tiver algo melhor que o Sermão do Monte, alguma coisa mais bela que a história do filho pródigo ou do bom samaritano, alguma norma ou lei de nível superior aos Dez Mandamentos, se você puder apresentar algo mais consolador que o Salmo 23, ou algum texto que me revele melhor o amor de Deus e esclareça mais o meu futuro do que a Bíblia, então – por favor, envie-o para mim com urgência!

Nenhum outro livro além da Bíblia transformou a vida de tantas pessoas para melhor. Ela é um livro honesto e mostra o ser humano como ele é. A Bíblia expõe o pecado e aponta o caminho para o perdão, ela exorta e consola, faz-nos ser humildes e nos edifica. A Bíblia nos mostra a razão de viver, coloca-nos diante de um alvo que faz sentido, e com ela entendemos a origem e o futuro da criação e da humanidade. A Bíblia lança luz sobre nossas dúvidas. Ela coloca a esperança diante de nossos olhos e fala de Deus e da eternidade como nenhum outro livro jamais o poderia fazer. Até Friedrich Nietzsche, inimigo do cristianismo, disse sobre a Bíblia:
Ela é o livro da justiça de Deus. Ela descreve coisas e pessoas em um estilo tão perfeito, que os escritos gregos e hindus não podem ser comparados a ela. O estilo do Antigo Testamento é uma parâmetro de avaliação tanto de escritores famosos como de iniciantes.

Infelizmente, Nietzsche nunca seguiu pessoalmente o que a Bíblia diz.

O escritor Ernst Wiechert escreveu sobre a Bíblia:
Tudo me encantava, muitas coisas me comoviam, outras me abalavam. Mas nada formou e moldou tanto minha alma naqueles anos como o Livro dos Livros. Não me envergonho das lágrimas que derramei sobre as páginas da Bíblia.

Marc Chagall, o gande pintor judeu, disse:
Desde minha infância a Bíblia me orientou com sua visão sobre o rumo do mundo e me inspirou em meu trabalho.

Norbert Lieth
Fonte: www.ajesus.com.br