"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Dom da Cura

Seminário de Dons on line é a adaptação para a Internet de um encontro que geralmente dura de dois a três dias consecutivos, onde são tratados vários temas sobre os dons carismáticos do Espírito Santo, como o dom de línguas, discernimento, sabedoria, fé, cura, milagres, buscando uma experiência profunda do batismo no Espírito Santo.

Hoje Eliana Ribeiro fala sobre o dom da cura.







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Zaqueu – A misericórdia entra em sua casa


José Ricardo F. Bezerra
Consagrado na Comunidade de Aliança Shalom

Tome o trecho sobre Zaqueu, narrado em Lc 19,1-10.

Seguindo os passos da Lectio, leia com atenção, várias vezes, se possível em voz alta ou à meia voz, o texto escolhido. Faça agora, em silêncio, uma leitura, meditando com a cena e as palavras colocadas. A partir daquilo que Deus lhe inspirou ou do que mais lhe tocou nesta meditação, faça sua oração de louvor, agradecimento, súplica ou intercessão, em resposta ao Senhor que lhe falou. Deixe-se, então, conduzir pelo Espírito Santo, para que Ele complete sua obra através da contemplação dos mistérios, da beleza e do amor de Deus.

Zaqueu era um homem rico e chefe dos publicanos de Jericó, isto é, dos coletores de impostos (cf. v.2). Por estas duas razões, Zaqueu pensava que o Mestre não se aproximaria dele ou que talvez o rejeitasse e o desprezasse como a maioria do povo devido à colaboração com os dominadores romanos. “Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, pois era de baixa estatura” (v.3).

E você? Tem procurado “ver” Jesus? O que o está impedindo? Que “multidão” de afazeres, preocupações ou ídolos estão tapando-lhe a vista? Você reconhece sua limitação? Qual o tamanho do seu orgulho que lhe rebaixa a um ponto de não poder ver que o Senhor está vivo e age bem perto de você? “Correu então à frente, e subiu num sicômoro...” (v.4). Qual a sua disposição para vencer os obstáculos, correr e se lançar na vontade de Deus? “Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa” (v.5).

Coloque-se no lugar dele e ouça Jesus lhe dizer: “Filho(a), desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa”. Foi Jesus quem escolheu ficar e entrar na casa de Zaqueu e escolheu também entrar e ficar na sua casa. Você aceita? “A vista do acontecido, todos murmuravam: Foi hospedar-se na casa de um pecador” (v.7). Deus lhe revelou algum preconceito? Você seleciona quem você acha que se salva ou pode receber Jesus? “Senhor, eis que dou a metade de meus bens aos pobres e se defraudei a alguém, restituo-lhe o quádruplo” (v.8). Como está sua generosidade para com os pobres e com o Reino? Hoje a salvação entrou nesta casa...”. Faça outra oração permitindo Jesus (seu nome é salvação) entrar em sua vida. Abra seu coração para a misericórdia do Senhor que deseja habitar, conviver, fazer morada em seu dia-a-dia. Contemple a “habitação de Deus” que é sua alma! Você inserido na Trindade e a Trindade em você!...

Anote e partilhe no seu grupo ou comunidade o que mais Deus realizou em você através desta Lectio. Escreva também para nós da Revista Shalom Maná. Deus o abençoe! Shalom!

Publicado no Portal da Comunidade Católica Shalom

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Dom da Profecia

Seminário de Dons on line é a adaptação para a Internet de um encontro que geralmente dura de dois a três dias consecutivos, onde são tratados vários temas sobre os dons carismáticos do Espírito Santo, como o dom de línguas, discernimento, sabedoria, fé, cura, milagres, buscando uma experiência profunda do batismo no Espírito Santo.

Hoje Sidney Teles fala sobre o dom da profecia.







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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Dom da Fé

Seminário de Dons on line é a adaptação para a Internet de um encontro que geralmente dura de dois a três dias consecutivos, onde são tratados vários temas sobre os dons carismáticos do Espírito Santo, como o dom de línguas, discernimento, sabedoria, fé, cura, milagres, buscando uma experiência profunda do batismo no Espírito Santo.

Hoje Márcio Mendes fala sobre o dom da fé.







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Escolher entre o bem e o Bem


Para ser feliz é preciso saber romper com os apegos

Em nossa vida nos encontramos diante de muitas situações nas quais percebemos a fragilidade de nossa vontade em relação a coisas e situações que nos fazem mal. São Paulo nos lembra que a tendência ao mal, que de certa forma reside em nós, a qual chamada por ele de “concupiscência”, é enganadora (cf. Gl 4,22).

Muitos filósofos já afirmaram (e como muita propriedade) que ninguém escolhe o mal, que as escolhas que fazemos sempre têm em vista o bem. Nosso problema é que nem sempre o bem é bem visto, ou seja, o problema não está em escolher o bem, mas em escolher de forma certa, escolher de forma justa. Nossa geração é marcada por grande fragilidade na vontade, mudamos de idéia com muita freqüência, a falta de determinação gera o risco de escolhas que possuem data de validade curta, o que cria uma preocupação: “Será que existe bem que perdure?” Não é minha intenção aqui estabelecer critérios para o bem e sim falar da escolha.

A escolha entre o bem e mal é questão apenas de inteligência, nos lembra Santo Inácio de Loyola, por isso que escolher entre o bem e o mal é questão apenas de sobrevivência. Quem escolhe o mal morre, como nos lembra São Paulo ao dizer que o salário do pecado é a morte (cf. Rm 6,23). Mas a vida não está simplesmente na escolha do bem. É preciso saber que nem todo bem nos faz bem, nem todo bem faz bem a todos. Isso é o discernimento, é preciso saber escolher entre o bem e o bem devido. Se olhamos, por exemplo, o açúcar, ele é um bem, é bom, mas não faz bem a quem é diabético, nem a quem se recupera de cirurgias, etc. Ou seja, nem todo o bem nos faz bem o tempo todo.

Escolher entre o bem e o bem devido é questão de sabedoria. Para ser feliz é preciso saber romper com o apego às coisas que são incompatíveis com nossa vida. Essa é a vontade de Deus! Quando Jesus fala do Reino de Deus como um tesouro (cf. Mt 13,44), mostra que o homem que encontrou o tesouro num campo vai e vende tudo o que tem para comprá-lo [campo], já que o tesouro não é possível comprar. Se vendeu tudo que tinha é sinal de que deixou tudo que tinha de valor, e que naturalmente era bom, para possuir um bem que lhe faz mais bem: o Reino de Deus. Precisamos amadurecer para as escolhas mais difíceis como essa, escolher entre tudo que é bom e encontrar a vontade de Deus, o bem que nos é devido. Acertar nessa escolha é questão de realização.

Que Deus lhe dê a sabedoria, muita sabedoria em suas escolhas! Sugiro a leitura de Sabedoria 9, 1-6.9-11, a oração de Salomão que agradou a Deus.

Pe. Xavier

Publicado no blog Padre Xavier

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Dom do Discernimento

Seminário de Dons on line é a adaptação para a Internet de um encontro que geralmente dura de dois a três dias consecutivos, onde são tratados vários temas sobre os dons carismáticos do Espírito Santo, como o dom de línguas, discernimento, sabedoria, fé, cura, milagres, buscando uma experiência profunda do batismo no Espírito Santo.

Hoje Salette Ferreira fala sobre o dom do discernimento.







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Ano Paulino

A Igreja celebra até junho de 2009, o Ano Paulino: a comemoração dos 2.000 anos do nascimento do Apóstolo Paulo que nos é conhecido melhor do que qualquer outro Apóstolo, sobretudo por suas Epístolas e pelos Atos dos Apóstolos.

Paulo era judeu, da tribo de Benjamim, nascido em Tarso, mas era igualmente cidadão romano, por direito, segundo ele próprio o declara, quando foi açoitado na prisão em Filipos (cf. At. 16,34), e em Jerusalém (cf. 22,25-29).

De personalidade marcante, firme em suas convicções, de sólida formação religiosa, segundo a doutrina dos fariseus, recebida de Gamaliel, opôs-se tenazmente à mensagem de Cristo e, no seu zelo religioso, perseguia até à morte os seguidores desta doutrina (cf. Fil.3,4-6). A seus pés foram depositadas as vestes de Estevão, quando apedrejado entregava seu espírito a Deus (cf. Atos 7,5, 8).

A caminho de Damasco com cartas para trazer a Jerusalém prisioneiros seguidores daquela doutrina, foi “alcançado por Jesus” (cf. Fil. 3,12). Não foi só uma visão (cf. 1Cor 9,1). Foi uma revelação em seu coração para fazer brilhar o conhecimento da Glória de Deus, que resplandecia na face de Cristo (cf. 2 Cor. 4,6).

A partir deste acontecimento “não consultei carne nem sangue, nem subi a Jerusalém aos que eram apóstolos antes de mim...” apenas partiu para sua missão, a ponto de apenas “ouvimos dizer: quem outrora nos perseguia agora evangeliza a fé que antes devastava” (cf. Gal. 1, 15-24). Saiu a anunciar Cristo, o Filho de Deus.

Destaca-se na missão de Paulo a universalidade. Quando o Senhor Jesus, em visão, ordenou a Ananias que procurasse Paulo, ante a estupefação deste, lhe disse: “vai, porque este homem para mim será um vaso de eleição a fim de anunciar o meu nome diante das nações pagãs, dos reis e dos filhos de Israel“(cf. Atos 9, 15). A pregação de Paulo é para os judeus e gregos, para bárbaros e cultos, ele que se “fez tudo para todos a fim de salvar alguns a todo o custo” (cf. 1Cor. 9, 19-23).

A sua dedicação é total. Forçado a defender-se, perante a Comunidade, em face dos que se lhe opunham, expõe seus trabalhos na evangelização: as perseguições e perigos a que levou a pregação do Evangelho(cf. 2Cor. 11). Mas dela não se gloria, ”com todo o ânimo prefiro gloriar-me das minhas fraquezas para que pouse sobre mim a força de Cristo” (cf. 2Cor. 12,9).

Paulo não evangelizava sozinho. Fundada uma Igreja, acompanhava com seus companheiros o seu crescimento. Trabalhava com eles. Amava os evangelizados com o carinho de mãe. Tinha em seu coração a solicitude de todas as comunidades.

Ainda neste último domingo, no Evangelho Jesus falava a seus discípulos “não tenham medo”. Paulo jamais vacilou: nos trabalhos, nas vigílias, nas perseguições e nas cadeias até o suplício final. Perseguido por pagãos e pelos de sua raça, confiava no Espírito que lhe punha as palavras na sua boca diante dos juízes.

Seduzido por Cristo, deixou-se seduzir. A Palavra de Deus ardia no seu coração. Tinha dúvidas se para ele era melhor ficar e pregar o Evangelho ou ir para unir-se em definitivo com Cristo, naquele amor que persiste para sempre, como cantou no seu Hino à caridade.

Combateu o combate. Guardou a fé que com firmeza anunciava e defendia. Por isso recebeu a coroa que lhe estava reservada, como e a todos que guardam a fé a fazem brilhar nas trevas deste mundo.

Hoje, a Igreja nos remete a uma reflexão sobre nossa vocação missionária. Como para Paulo, a seara é imensa e diversificada, sobretudo na multiplicidade de falsas doutrinas, como previra o Apóstolo a seu discípulo Timóteo.

Guardemos também nossa fé e a anunciemos ao mundo sem temor porque também a nós assiste-nos o Espírito Santo até o fim dos tempos, até recebermos também a coroa destinada a todos os que forem fiéis.


Dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora(MG)
Fonte: CNBB