Hoje Eliana Ribeiro fala sobre o dom da cura.
Publicado no Portal Canção Nova
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José Ricardo F. Bezerra
Consagrado na Comunidade de Aliança Shalom
Tome o trecho sobre Zaqueu, narrado em Lc 19,1-10.
Seguindo os passos da Lectio, leia com atenção, várias vezes, se possível em voz alta ou à meia voz, o texto escolhido. Faça agora, em silêncio, uma leitura, meditando com a cena e as palavras colocadas. A partir daquilo que Deus lhe inspirou ou do que mais lhe tocou nesta meditação, faça sua oração de louvor, agradecimento, súplica ou intercessão, em resposta ao Senhor que lhe falou. Deixe-se, então, conduzir pelo Espírito Santo, para que Ele complete sua obra através da contemplação dos mistérios, da beleza e do amor de Deus.
Zaqueu era um homem rico e chefe dos publicanos de Jericó, isto é, dos coletores de impostos (cf. v.2). Por estas duas razões, Zaqueu pensava que o Mestre não se aproximaria dele ou que talvez o rejeitasse e o desprezasse como a maioria do povo devido à colaboração com os dominadores romanos. “Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, pois era de baixa estatura” (v.3).
E você? Tem procurado “ver” Jesus? O que o está impedindo? Que “multidão” de afazeres, preocupações ou ídolos estão tapando-lhe a vista? Você reconhece sua limitação? Qual o tamanho do seu orgulho que lhe rebaixa a um ponto de não poder ver que o Senhor está vivo e age bem perto de você? “Correu então à frente, e subiu num sicômoro...” (v.4). Qual a sua disposição para vencer os obstáculos, correr e se lançar na vontade de Deus? “Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa” (v.5).
Coloque-se no lugar dele e ouça Jesus lhe dizer: “Filho(a), desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa”. Foi Jesus quem escolheu ficar e entrar na casa de Zaqueu e escolheu também entrar e ficar na sua casa. Você aceita? “A vista do acontecido, todos murmuravam: Foi hospedar-se na casa de um pecador” (v.7). Deus lhe revelou algum preconceito? Você seleciona quem você acha que se salva ou pode receber Jesus? “Senhor, eis que dou a metade de meus bens aos pobres e se defraudei a alguém, restituo-lhe o quádruplo” (v.8). Como está sua generosidade para com os pobres e com o Reino? Hoje a salvação entrou nesta casa...”. Faça outra oração permitindo Jesus (seu nome é salvação) entrar em sua vida. Abra seu coração para a misericórdia do Senhor que deseja habitar, conviver, fazer morada em seu dia-a-dia. Contemple a “habitação de Deus” que é sua alma! Você inserido na Trindade e a Trindade em você!...
Anote e partilhe no seu grupo ou comunidade o que mais Deus realizou em você através desta Lectio. Escreva também para nós da Revista Shalom Maná. Deus o abençoe! Shalom!
Publicado no Portal da Comunidade Católica Shalom

Em nossa vida nos encontramos diante de muitas situações nas quais percebemos a fragilidade de nossa vontade em relação a coisas e situações que nos fazem mal. São Paulo nos lembra que a tendência ao mal, que de certa forma reside em nós, a qual chamada por ele de “concupiscência”, é enganadora (cf. Gl 4,22).
Muitos filósofos já afirmaram (e como muita propriedade) que ninguém escolhe o mal, que as escolhas que fazemos sempre têm em vista o bem. Nosso problema é que nem sempre o bem é bem visto, ou seja, o problema não está em escolher o bem, mas em escolher de forma certa, escolher de forma justa. Nossa geração é marcada por grande fragilidade na vontade, mudamos de idéia com muita freqüência, a falta de determinação gera o risco de escolhas que possuem data de validade curta, o que cria uma preocupação: “Será que existe bem que perdure?” Não é minha intenção aqui estabelecer critérios para o bem e sim falar da escolha.
A escolha entre o bem e mal é questão apenas de inteligência, nos lembra Santo Inácio de Loyola, por isso que escolher entre o bem e o mal é questão apenas de sobrevivência. Quem escolhe o mal morre, como nos lembra São Paulo ao dizer que o salário do pecado é a morte (cf. Rm 6,23). Mas a vida não está simplesmente na escolha do bem. É preciso saber que nem todo bem nos faz bem, nem todo bem faz bem a todos. Isso é o discernimento, é preciso saber escolher entre o bem e o bem devido. Se olhamos, por exemplo, o açúcar, ele é um bem, é bom, mas não faz bem a quem é diabético, nem a quem se recupera de cirurgias, etc. Ou seja, nem todo o bem nos faz bem o tempo todo.
Escolher entre o bem e o bem devido é questão de sabedoria. Para ser feliz é preciso saber romper com o apego às coisas que são incompatíveis com nossa vida. Essa é a vontade de Deus! Quando Jesus fala do Reino de Deus como um tesouro (cf. Mt 13,44), mostra que o homem que encontrou o tesouro num campo vai e vende tudo o que tem para comprá-lo [campo], já que o tesouro não é possível comprar. Se vendeu tudo que tinha é sinal de que deixou tudo que tinha de valor, e que naturalmente era bom, para possuir um bem que lhe faz mais bem: o Reino de Deus. Precisamos amadurecer para as escolhas mais difíceis como essa, escolher entre tudo que é bom e encontrar a vontade de Deus, o bem que nos é devido. Acertar nessa escolha é questão de realização.
Que Deus lhe dê a sabedoria, muita sabedoria em suas escolhas! Sugiro a leitura de Sabedoria 9, 1-6.9-11, a oração de Salomão que agradou a Deus.
Pe. Xavier
Publicado no blog Padre Xavier
A Igreja celebra até junho de 2009, o Ano Paulino: a comemoração dos 2.000 anos do nascimento do Apóstolo Paulo que nos é conhecido melhor do que qualquer outro Apóstolo, sobretudo por suas Epístolas e pelos Atos dos Apóstolos.