"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pensamentos e oração

Conseguimos deixar de lado os nossos negócios e pensar em Deus?

Apesar de existirem máquinas que, dizem, detectam a verdade ou a mentira das pessoas, ainda temos uma área reservada para nós mesmos, onde ninguém pode entrar. São os nossos pensamentos. Os outros vão saber somente o que nós deixamos escapar, ou o que decidimos revelar. O resto fica conosco, guardado ou esquecido; curtido, às vezes; outras teimando em voltar contra a nossa vontade. É o patrimônio das emoções, das lembranças e das saudades. Infelizmente, também, das feridas, das humilhações e das tristezas que carregamos. Esse, talvez, seja o nosso tesouro verdadeiramente pessoal, onde estamos a sós com a nossa consciência e que, inclusive, não vamos poder deixar para ninguém. É nosso e basta. Nós e Deus, claro, ao menos, se acreditamos e confiamos nele. Tudo o que lembrei vale também para a nossa oração.

Nos poucos momentos de silêncio das nossas liturgias, surpreendo-me perguntando-me o que as pessoas estão pensando e rezando. Todos nós ouvimos a mesma Palavra de Deus, a mesma explicação, cantamos os mesmos cantos, recebemos a mesma Eucaristia, mas cada um carrega no seu coração a própria história, a própria personalidade e a própria fé.

Imagino a oração simples e confiante das crianças, repetindo palavras ouvidas e correndo com o pensamento, já, lá fora, nas brincadeiras com os colegas, nos pequenos objetos guardados com ciúme. Imagino também a oração dos idosos, carregadas de lembranças, de rostos e de momentos vividos. Alguns devem agradecer pelo dom da vida, outros devem pedir mais uns dias, outros se preparando ao grande encontro. Todos, com certeza, rezam por suas famílias e por aqueles que os acompanham. Que bom quando a pessoa idosa se sente amada e até mimada!

Deve ter, pois, a oração dos pais, preocupados com a família, com os filhos,, com o trabalho, com as contas para pagar. Animados com o desejo de sair da igreja e ser um pouco mais sorridentes e amigos dos que encontrarem nos caminhos da vida. No meio de tantas confusões, um pouco de serenidade, de esperança e de alegria são bens preciosos a serem protegidos e sempre renovados a cada celebração da vida e da fé.

Fico também pensando como deve ser a oração dos empresários, dos executivos, dos políticos, dos comerciantes. Será que sabem deixar um pouco de lado os negócios e pensar em Deus? Come se sentem, perante o Altíssimo, na posição social tão importante e vertiginosa que ocupam?

Não posso esquecer a oração dos nossos irmãos com deficiências; como deve ser a oração de quem não pode andar, de quem não consegue falar e de quem mal sobrevive, carente de pensamentos e sonhos? Talvez seja a melhor; a única que Deus já conhece e acolhe.

Assim Jesus, um dia, falou da oração de dois homens, um fariseu e um cobrador de impostos. O primeiro foi ao templo para se orgulhar da sua honestidade, da sua integridade e obediência mais rigorosa às leis. Infelizmente estava tão cheio de si que acabou desprezando o cobrador de impostos, que estava lá no fundo do templo, de cabeça baixa. Essa não foi oração, coisa nenhuma. Porque aquele homem não precisava de Deus, de tão bom e perfeito que ele se achava. Ao Pai, também, não interessava, e continua não interessando, uma oração assim. Para os filhos, também, é inútil, porque não muda em nada a vida deles: eles são os melhores! Nada mais tem a aprender.

Humilde foi, ao contrário, a oração do cobrador de impostos. Reconhecia-se pecador e não merecer nem levantar os olhos para o alto. Pediu perdão e ajuda para mudar. Entendeu que devia mudar. Desejar ser melhores já é um começo. Abre-se um caminho.

Vamos todos aproveitar para melhorar a nossa oração. No silêncio do nosso coração, só Deus sabe o que estamos pedindo, porque estamos agradecendo ou louvando. Somente Ele, e nós, conhecemos as nossas angústias. O IV Prefácio Comum reza assim: “Eles (os nossos louvores) nada acrescentam ao que sois, mas nos aproximam de vós, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso ”Enfim, pensamentos e orações, apesar de tão secretos, servem para a comunhão entre nós e com Deus. E a solidão é menos pesada.

Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá (AP)

Publicado originalmente no Portal da Canção Nova

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Tudo pode ser mudado pela força da oração

Se tudo pode ser mudado pela força da oração, porque nós não mudamos o mundo? Porque não rezamos! Nos acomodamos dizendo que tudo “é da vontade de Deus” e não tomamos nossa responsabilidade. Quantos de nós vemos nossas famílias se diluírem nas brigas e adultério e somos incapazes de fazer algo para que isso não aconteça. Vemos uma união sacramental “ruir” e dizemos que infelizmente o mundo está desse jeito.

Olhe para sua vida, sua família está perfeitamente na graça de Deus? Seu casamento está bem? Seus pais estão unidos no amor? Seu trabalho está sob controle? A comunidade está sem nenhum problema? Talvez não?! E qual sua atitude diante disso? Tapar o sol com a peneira e achar que isso é normal, que acontece com todo mundo? NÃO! Eu lhe digo: MEXA-SE, REZE!

Maria, consegue tudo o que deseja porque além de mãe, ela sabe como conseguir as coisas. Veja qual era o segredo de Maria: “Trabalhe e reze. Fique em silêncio, reze, ame e reze. Escute e reze. Não discuta, não queira ter razão: cale-se. Não julgue, não condene: ame. Não olhe, não queira saber: abandone-se. Não arrazoe, não entre na profundidade dos problemas: creia. Não se agite, reze. Não se inquiete, não se preocupe: tenha fé.” (Luzia Santiago, Revista Canção Nova. Maio de 2006)

Viu, além de tudo, ela rezava! Em todos os momentos a oração estava presente na vida de Maria. Por isso a palavra de Maria para Deus é um ordem. E Maria não era alienada em só rezar e pronto, ela também agia, como nas Bodas de Caná, ela foi lá, falou com Jesus e a graça aconteceu.

Jesus nos diz: “se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.” (Cf. Mt 18,19)

À luz dessa palavra eu nos exorto: vamos rezar por causas urgentes! Nos unamos em oração. Você, tome posse da sua família em oração, ela vai ser restaurada, basta que alguém assuma essa responsabilidade e brigue por ela, em oração.

Se olharmos o Antigo Testamento, poderemos comprovar que Deus salvou nações inteiras escolhendo “um” representante seu: Moisés, Noé, Gedeão, Davi, entre outros... Deus escolhe um, para salvar vários. Talvez hoje, você seja o escolhido para restaurar sua família ou transformar sua comunidade. Talvez milhares de almas estejam só esperando a sua atitude e oração para que sejam salvas!

Motivos para rezarmos temos muitos, as almas no purgatório, a conversão dos pecadores, a aquisição da nossa sede, nossa vocação, pela paz no mundo, pela Santa Igreja, por nossos ministérios, pela evangelização, pela restauração das famílias, pela saúde dos enfermos, enfim... você tem suas intenções, e as intenções da comunidade!

Que durante esse mês nós possamos mudar o ritmo dos acontecimentos através das nossas orações! Quero no fim do mês, receber vários testemunhos das obras que Deus operou em nossas casas e em nossa Comunidade, tudo porque assumimos nosso papel de orantes! Ministério de intercessão: “O poder é de vocês!”

Pai de amor e misericórdia, eu te peço, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, infundí em nossos corações o Teu Espírito, para que assumamos nossa responsabilidade de orar. Dá-nos o Dom da Piedade, para que te busquemos sempre na intimidade da oração.


Edgar Nogueira Lima

(edgarnlima@gmail.com)
Comunidade Rahamim

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mais um passo

Caríssimos,

Ontem concluímos mais um passo no ciclo de vida do Círculo Verde. Ontem, na reunião de Círculo realizada na casa do casal Moreira e Fabrícia (e do pequeno Gabirel) concluímos a indicação do casal coordenador de círculo e casal social. Foram indicados os casais Heitor e Madiana para a coordenação do Círculo, e Marcus a Andréa para casal social, unindo-se ao casal Alex a Mônica como casal finanças, indicados em outra reunião.

Agradeçamos ao casal Sales e Ivana, que muito sabiamente nos conduziram durante esse primeiro passo de caminhada, "formação" e renovação de nossa fé. Mas eles não nos deixarão... Estarão sempre conosco em nossas reuniões, mas agora, como disse Ivana brincando, sem o "poder" da coordenação :-)

A coordenação agora está com o Casal Heitor e Madiana. Madiana, em seu oração de "posse" :-) demonstrou sabedoria, humildade e serenidade, só confirmando a intercessão do Espírito Santo em nossa escolha. Deus abençoe nosso casal coordenador!

Agradeçamos também aos casais Moreira e Fabrícia, e Rubens e Lorena, pelo excelente desempenho dos papeis a frente das finanças e social do Círculo Verde.

As fotos da reunião de ontem já estão no álbum do Círculo Verde.

Deus nos abençoe a todos!

Marcus & Andréa & Mateus

Testemunhas de milagres

Caríssimos,

Esse final de semana assisti uma palestra do Padre Cleidimar que falava sobre a experiência com Jesus. Na palestra, Padre Cleidimar nos convida a sermos testemunho do milagre da fé. A qualidade de vida que temos pode ser testemunho de vida e restauração para muita gente. No entanto, Padre Cleidimar nos questiona se temos passado nossa experiência com Jesus para os que estão próximos a nós. Nossa experiência com Cristo não pode ficar apenas conosco... precisamos passar aos outros. E isso não pode limitar-se a nossa família e amigos próximos. Como evangelizadores, precisamos levar essa experiência aos que se encontram em trevas... aos que precisam de uma mão... aos que precisam de uma luz. Sejamos então testemunhas desse milagre da fé!



OUÇA NA ÍNTEGRA ESSA PREGAÇÃO


Para ouvir esta pregação, faça uma pausa na música ambiente, se ela ainda estiver tocando (controle disponível logo abaixo do arquivo de postagens do blog - lado esquerdo).

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Para minha Mãezinha...

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada; há os que deixam muito, mas há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso."
Antoine de Saint-Exupéry


O Sentido da vida!

A pé ou de automóvel, nosso pessoal faz o percurso do caminho das saudades. De fato, saudades são os primeiros sentimentos que tomam conta das pessoas no dia de finados. Ah! Sim, também eu tive ontem e tenho sempre muitas saudades de minha querida mãe, do meu pai e dos três irmãos falecidos. E dos padres? Ah! Sim, fui tomado por fortes recordações de Mons. D’Ângelo, Mons. Adolfo e Pe. Cristóvão, que estão sepultados em nosso cemitério.

As emoções passam, mas as lições ficam. O que nos ensina o dia de finados? Penso que a maior lição é sobre o valor da vida. Pois da nossa vida depende a nossa morte: TALIS VITA, FINIS ITA, diziam os antigos romanos. Se vivermos bem, conforme os ensinamentos do evangelho, com certeza, morreremos bem.

Viver bem! Eis a questão.

As mais antigas correntes filosóficas, latinas e gregas, ensinaram muito sobre o sentido da vida, desde os erros e aberrações das correntes epicuristas (escola fundada pelo filósofo Epicuro), que colocavam o sentido da vida na sensação do prazer físico e sensível até os filósofos de tendência espiritualistas que mediam o sentido da vida pelo amor à ciência, sobretudo à filosofia.

Os Romanos valorizavam a vida pela oportunidade das saborosas comidas e as variadas festas e diversões: pão e circo.

Para se dar verdadeiro sentido à nossa via precisamos conhecer a sua origem divina e ter absoluta certeza de seu destino eterno. Com a morte, esta vida se transforma, mas não se apaga, pois, destruído este nosso frágil corpo, nos é dada, no céu, uma eterna mansão, como afirma o prefácio da missa dos mortos.

Foi a vinda de Cristo que mudou completamente o rumo de nossas vidas.

Então, a vida venceu a morte. Uma nova luz iluminou-nos, apontando um novo caminho. Partilhando a vida conosco, Cristo afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo. 14,6) “Vim ao mundo para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo. 14,6; 10,10).

O apóstolo Paulo é o grande mestre em nos ensinar que viver consiste em estar unido a Jesus Cristo e a morte é a união definitiva com Ele: “Desejo morrer para estar com Cristo” (Fil. 1,23). O sentido da vida para Paulo estava na pessoa de Cristo: “Pois, minha vida é Cristo” (Fil 1,21).

Pois bem, se toda nossa vida se centraliza em Cristo, que nos leva ao Pai através do seu Espírito, vamos, então, nos firmar, de modo sólido e definitivo, na pessoa do Senhor Jesus. É o melhor propósito que podemos fazer por ocasião do Dia de Finados.

Dom Antônio de Sousa, 78, bispo emérito de Assis (SP)

Publicado no Portal da Comunidde Shalom

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Amar se aprende amando

Se colhêssemos o verbo amar analisando-o somente gramaticalmente, veríamos que se trata, obviamente, de um verbo transitivo direto. Quem ama, ama alguém ou alguma coisa. É, portanto, verbo que exige um objeto, um motivo, uma causa que lhe dê razão e lhe dê sentido de existência. Não existe sem este complemento, pois, do contrário, estaria fadado à inutilidade. Não somente na frase ou no discurso o verbo amar carece desse algo mais que o justifica Também nas nossas vidas e no nosso coração esta verdade é plena de significado, haja vista que, ao conjugá-lo sem essa razão que lhe dá alicerce, o nosso aprendizado afetivo não existiria. Cristãos zelosos que muitas vezes achamos que somos, somos levados a exercer o nosso amor tendo em vista o objeto essencial da nossa vida: o próprio Cristo ressuscitado, que já na sua cruz havia atestado, sob a sua dor e sofrimento, que era a humanidade pecadora e algemada pela maldade o objeto primordial de Sua paixão. Levando-se em conta essa conclusão, ao colocarmos Cristo como meta de nosso amor, estaríamos selando essa obra que, afinal de contas, é a razão de ser de toda a criação operada por Deus. Seria perfeito e lucraríamos o Céu se atingíssemos esse objetivo. No entanto...

Falar de amor, hoje, é uma facilidade sem tamanho. Virou rima pobre de música, discurso barato na azaração dos jovens e desculpa para crimes e barbaridades; enfim, perdeu quase que completamente a excelência dada por Jesus em Sua vida. Depois de milênios quebrando a cabeça ao tentar se abrir em direção aos outros e a Deus, o homem parece ainda infantil ao definir o significado pleno do ato de amar na sua existência. E, como o significado exato lhe escapa pela sua teimosia em não escutar a Deus que mora em si, ele vai chamando de amor qualquer coisa que se assemelhe a este sentimento, segundo seu juízo ferido e perdido.

É interessante como, na boca de Cristo, a palavra amor ganha um significado intenso e simples. Ele ordena: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei! Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros!” (Jo 14, 12-17). Nota-se que é uma exortação, uma necessidade, um pressuposto lógico para se obter a tão desejada salvação. Não há caminhos miraculosos ou misteriosos para se chegar à Graça – o amor consegue ser, ao mesmo tempo, causa e conseqüência, ação e reação, contração e distensão. Para o homem, porém, o amor é o pior dos caminhos, a mais falha, decadente e sem-graça das suas aspirações, porque ele não busca atar esse elo com Deus (e, é claro, con-sigo mesmo). Ele busca ater-se ao seu egoísmo, à sua humanidade, tentando assim vivenciar uma mudança de vida a partir de suas próprias forças, falhas e poucas. Amar torna-se um far-do, um peso, porque é verbo que pede como objeto, além de próprio amante, o amado, que é sua razão de ser...

Segundo Dom Amaury Castanho, “(...) é fácil perceber, no conjunto da mensagem do Nazareno, que o Reino de Deus se caracteriza pelo amor e a justiça, a pobreza e a paz, a graça divina, a verdade e a simplicidade”. O amor é a substância do Céu. Aliás, o amor é a essência de Deus, e ele torna-se “preso” à ela quando nos elege como objeto de seu amor, posto que ele só sabe amar, na infinitude de si. Essa “prisão” é, para nós, o verdadeiro significado da liberdade, mas não a buscamos porque nos prendemos ao pecado que há em nós, trazido como herança pela desobediência primeira da humanidade, que quebrou, no início da criação, esse elo com Deus, que é aliança de amor e a própria história da salvação de todos nós.

O ato de amor deve concluir-se com total perfeição, a fim de conseguirmos a eternidade. Exige-se, pois, um sujeito, um verbo e um seu objeto para que, unidos entre si, perfaçam o sentido da caridade que Cristo legou em Sua Palavra. Um sujeito que, livre e espontaneamente, almeja agir para obter o amor; um verbo que, em si, já expressa esse desejo de buscar o outro para atingir o seu pleno significado; e, por fim, um objeto que deseja receber esse amor para, respeitada a aliança, devolvê-lo em maior magnitude. O verbo a escolher é o amor. Nós, então, devemos ser este sujeito de amor e Deus deve ser objeto da nossa ação, haja vista que Ele, na nossa vida, já conjugou, antes e infinitamente, o verbo amar em nós e na nossa existência...

Os santos souberam escolher o objeto de seu amor e, por isso, gozam do Céu. Entre eles, destaca-se sua Rainha, Maria, Mãe Santíssima de Jesus, que fez do seu “sim” sinal claro de sua opção pelo amor maduro e desmedido, impulsionado pela grandeza de Deus que abraça sua pequenez (cf. Lc 1, 38). Ninguém amou como ela o Verbo Amor de Deus, guardando-o em seu seio e conduzindo-o com sua maternal afeição. Ela soube descobrir o segredo e o mistério de amar, fazendo a simples escolha pelo amor, sem grandes ambições e sem se apegar a si mesma e à sua humanidade. De Maria, aprendemos o amar que é ação de Cristo, substância e essência de Deus. Amar na coragem e na ousadia que quem já se sabe objeto especial desse Amor...

Contato com o autor: shbreno@yahoo.com.br


Publicado originalmente no Portal da Comunidade Shalom