"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Não escandalize seu irmão (I Cor 8,1-13)


1 – Leia o texto
 No tocante às carnes sacrificadas aos ídolos todos, está claro, possuímos o conhecimento. O conhecimento incha, mas o amor edifica. Se alguém imagina conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria conhecer. Mas se alguém ama a Deus, é conhecido por Ele. 
Portanto, é lícito comer carnes sacrificadas aos ídolos? Nós sabemos que não há nenhum ídolo no mundo e que não há outro deus fora o Deus único. Pois, embora haja pretensos deuses no céu ou na terra - e de fato há vários deuses e vários senhores -, para nós, só há um Deus, o Pai, de quem tudo procede, e para o qual nós vamos, e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe e pelo qual nós existimos. 
Mas nem todos têm o conhecimento. Alguns, marcados por sua freqüentação ainda recente dos ídolos, comem a carne dos sacrifícios como se fosse realmente oferecida aos ídolos, e a consciência deles, que é fraca, fica manchada. Não é um alimento que nos aproximará de Deus: se dele não comermos, não sofremos atraso; se comermos, não progrediremos mais. Mas tomai cuidado para que essa mesma liberdade, que é vossa, não se torne ocasião de queda para os fracos. 10 Pois se te virem, a ti que tens o conhecimento, assentado à mesa em um templo de ídolo, esse espetáculo edificante acaso não impelirá o que tem a consciência fraca a comer carnes sacrificadas? 11 E, graças ao teu conhecimento, perece o fraco, esse irmão pelo qual Cristo morreu. 12 Pecando assim contra os vossos irmãos e ferindo a consciência deles que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13 Eis por que, se um alimento pode fazer cair o meu irmão, eu renunciarei para todo sempre a comer carne, de preferência a fazer cair o meu irmão.
Primeira Epístola aos Coríntios 8,1-13
2 – Assista a explicação sobre o texto

3 – Mais informações
Neste trecho da carta o apóstolo retoma os princípios forte/fraco e sábio/estulto… Os fortes e sábios são os que, ao invés de ensinar e cuidar dos que ainda não tinham amadurecimento na fé, se orgulhavam do conhecimento que possuíam e escandalizavam os fracos.
São Paulo começa por explicar sobre algo que lhe perguntaram: das carnes imoladas aos ídolos(8,1). Se podem ou não comê-la. Era comum nas cidades em que haviam templos, acontecer o oferecimento de sacrifícios de animais aos deuses. O imolação acontecia no próprio templo: parte da carne era queimada, parte ia para o consumo dos sacerdotes e excedentes eram vendidos nos mercados e feiras.
Além disso, a carne não era parte cotidiana da alimentação por seu alto preço. Isso acabava por gerar atração a esses cultos de sacrifício pois, quem participava de tal culto ainda se deliciava do banquete ligado ao evento. Os cristãos não participavam dos cultos e por isso, também não do banquete. Restava-lhes a possibilidade de comprar a carne restante nos mercados.
Ficava a dúvida: esse excedente trazia a consagração ao deus que o animal foi oferecido e por isso era carne impura? Os mais escrupulosos diziam que sim. Esses, provavelmente pagãos recém convertidos ao cristianismo, escandalizavam-se com os que comiam essas carnes.
A resposta do apóstolo possui dois pressupostos: o do conhecimento e o da caridade. Quanto ao conhecimento, os que possuíam a mente mais esclarecida sabiam que não existem outros deuses além do Deus único. Mas por outro lado, a caridade instrui que esses que possuem esse entendimento, não escandalizem os irmãos menos esclarecidos, ainda que para isso não comam essas carnes.
A questão era esclarecer os mais novos, não deixá-los na ignorância. Mas de modo a não provocar sua queda, o que significa fazer grave ofensa a Cristo. O respeito e a ajuda ao fraco, ou seja, a caridade, é prioridade. Por isso a liberdade cristã é direcionada a essa caridade, que é a verdadeira liberdade trazida por Jesus.
4 – Como aplicar o texto na vida
- Qual a minha relação com os mais fortes e experientes com os quais convivo?
- Qual a minha relação com os mais fracos e inexperientes com os quais convivo?
- A minha liberdade está condicionada à caridade ao outro?
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'Tudo posso n'Aquele que me fortalece'


Não há um ser humano 'grande' sem preparo

"Tudo posso n’Aquele que me fortalece". Não é uma frase por acaso, ela nasceu de um contexto.

Aquilo que não cai pela força do tempo é porque está fincado no chão com raízes profundas. "Tudo posso n’Aquele que me fortalece" é uma frase bonita, todos nós teríamos o direito de dizê-la, mas para que ela realmente aconteça dentro de nós ela precisa ter bastidores, o tempo de preparo.

Por que a Igreja nos pede uma hora de jejum antes da comunhão? Para que nosso corpo se prepare para receber Jesus. O tempo de preparo é importante para o crescimento de uma pessoa.

A destruição do ser humano começa quando colocamos soldados para trabalharem de modo contrário ao que nos salva. Deus não tem outro desejo para a humanidade, a não ser salvá-la, para que esta possa dizer: "Tudo posso n’Aquele que me fortalece".

Não existe possibilidade de sermos grandes como homens de fé se não soubermos viver o tempo da espera. O meu "tudo posso" está em conexão com minha atitude, eu acolho para minha carne o desejo de Deus para minha vida.

As forças que o enfraquecem batem à sua porta e são sedutoras. Para estar em Deus é preciso viver o exercício da vontade, e a graça de Deus fortalece a nossa vontade para que possamos dizer “não” ou “sim”.

Não há um ser humano “grande” sem preparo. Chega dessa ilusão de acharmos que chegaremos a algum lugar sem luta! O vício nos humilha, vemos no carnaval uma juventude bonita, mas humilhada. Homens e mulheres jogados pelo chão como se fossem animais; e retirar uma pessoa dessa situação é difícil, mas muitas comunidades, como Bethânia, fazem esse trabalho. Os traficantes só pensam em ganhar seu dinheiro, eles não estão interessados na capacidade de seu filho dizer "não" às drogas.

Nós nos esquecemos de que devemos nos preparar para ser pais, mães, ter uma boa família, assim como padre se prepara para ser um bom padre. Quando nós temos uma sociedade despreparada o resultado é catastrófico.

“Tudo posso n’Aquele que me fortalece”, essa frase tem que ter o sacrifício nosso de cada dia. Às vezes, acho que estamos amortecidos, as coisas ruins estão acontecendo e não fazemos nada. Não podemos fazer nada se Deus está fora de nossa vida.

Não adianta nada você oferecer a regra para quem não quer obedecer, se antes, você não oferecer amor a essa pessoa. Se o vício nos escraviza precisamos propor o que nos liberta. Quando você descobre que Jesus lhe ensina coisas boas, que não há nada melhor nesta vida do que saber que Ele o ama e lhe quer bem, você se sente bem.

“Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória” (Colossesenses 3, 1-4).

Quando queremos alguma coisa, nós lutamos. O vício só vai embora, quando queremos ser libertos de verdade. Quer livrar-se da depressão? Queira isso de verdade, com todos os sacrifícios que serão exigidos de você para se libertar.

Nós, muitas vezes, queremos um Cristianismo "light", uma vida "light"... Não queremos sacrifícios. Eu tenho medo da religião que nos acomoda. O nosso sacrifício de Quaresma, por exemplo, tem que estar ligado a algo em nós que precisa de mudança, nós sabemos aquilo que nos aprisiona e não nos deixa ir para o céu.

Eu quero alcançar a libertação a que eu tenho direito. Ninguém pode tratá-lo como lixo, por isso você tem que ser seletivo naquilo que entra em seu coração.

Onde seus pés estão presos? O que o impede de dizer “tudo posso”? Está lhe faltando preparo? Peça a Deus que o fortaleça para iniciar esse tempo de preparo em sua vida. Muitas vezes, só podemos dizer “tudo posso” quando alguém segura a nossa mão.

Padre Fábio de Melo

Fonte: Portal da Comunidade Católica Canção Nova

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"Padre Pio: Sal da terra e luz do mundo"



Fonte: WEBTvCN

Domingo do Sal da Terra e Luz do Mundo

A palavra de Jesus hoje, chama atenção para o testemunho de nossa vida. E usa, para isso, a imagem do sal e da luz. O sal é o que dá gosto e sentido a vida. É a gente encontrar sempre razões para viver e para ser feliz, mesmo dentro das durezas da vida. A luz se opõe às trevas e aponta para nós um programa de vida.

O Evangelho deste domingo compara as atitudes dos seguidores de Jesus com o sal e a luz. Estes dois elementos são muito importantes na vida da gente e lembram à vocação que recebemos no batismo. Neste domingo, estes sinais merecem destaque, sobretudo no momento da profissão de fé.

A primeira leitura indica bem concretamente o que significa ser luz: repartir o pão com quem tem fome, acolher o infeliz sem abrigo, não desprezar ninguém, renunciar a opressão e a palavra ofensiva. Por isso, é que Jesus mereceu ser chamado luz do mundo, porque ele realizou plenamente as obras da luz, sendo misericordioso até o fim. É nele que se apóia a nossa vocação de ser sal e luz. Fazendo memória de Jesus, em nossa celebração, o Senhor nos faz passar das trevas à luz e derrama sobre nós seu Espírito, para que a nossa conduta seja baseada na solidariedade e na atenção às pessoas que fazem parte da nossa convivência.

Na segunda leitura, Paulo relembra à comunidade de Corinto como foi evangelizada para tirar daí um elemento de reflexão importante sobre a fé.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quer dedicar-se integralmente ao Senhor? (ICor 7,25-40)


1 – Leia o texto
 25 A respeito de quem é virgem, eu não tenho ordem do Senhor; é um conselho que dou, de um homem que, pela misericórdia do Senhor, é digno de confiança. 26 Penso que é uma vantagem, por causa das angústias presentes, sim penso que é vantajoso para o homem permanecer assim. 27 Estás ligado a uma mulher? Não procures separar-te. Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher. 28 Todavia, se te casares, não pecas; e se uma virgem se casa, não peca. Mas as pessoas casadas terão pesadas provações a suportar, e eu vos quisera poupar.
29 Eis o que digo, irmãos: o tempo se abreviou. Doravante, aqueles que têm mulher sejam como se não a tivessem, 30 os que choram como se não chorassem, os que se alegram como se não se alegrassem, os que compram como se não possuíssem, 31 os que tiram proveito deste mundo, como se não aproveitassem realmente. Pois a figura deste mundo passa. 32 Eu quisera que fôsseis isentos de preocupações. Aquele que não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor: ele procura como agradar ao Senhor. 33 Mas aquele que é casado preocupa-se com as coisas do mundo: ele procura como agradar à mulher, 34 e fica dividido. Do mesmo modo a mulher sem marido e a jovem solteira preocupam-se com as coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo: ela procura como agradar ao marido. 35 Digo-vos isso em vosso próprio interesse, não para vos armar uma cilada, mas para que façais o que convém melhor, e fiqueis unidos ao Senhor sem divisões.
36 Se alguém, transbordando de ardor, pensa não poder respeitar a sua noiva, e que as coisas devem seguir o seu curso, proceda conforme a sua idéia. Ele não peca: eles que se casem. 37 Mas aquele que tomou em seu coração uma firme resolução, fora de toda coação, e, em plena posse de sua vontade, tomou em seu foro íntimo a decisão de respeitar a sua noiva, este fará bem. 38Assim aquele que desposa a sua noiva faz bem, e aquele que não a desposa fará ainda melhor. 39A mulher está ligada a seu marido enquanto ele viver. Se o marido morrer ela fica livre para se casar com quem quiser, mas somente com um cristão. 40 Entretanto, ela será mais feliz, a meu ver, se ficar como está; e acredito que também eu tenho o espírito de Deus.
Primeira Epístola aos Coríntios 7,25-40
2 – Assista a explicação sobre o texto
3 – Mais informações
Este trecho pode ser a tentativa de Paulo em responder ao questionamento de jovens que, motivados por seu exemplo, estavam inseridos na tarefa de evangelização, e que por isso queriam saber qual escolha seria a melhor: o matrimônio ou o celibato.
Tendo em mente que para cada um é dada uma vocação (7,7), o apostolo diz que não há mandamento para a questão, mas que dará um conselho baseado na sua própria experiência de evangelizador. É preciso entender bem que a passagem trata-se de um conselho apostólico direcionado para a missão. E sua primeira afirmação é o que vai guiar todo esse conselho: que cada um permaneça na condição (casado ou solteiro) em que se encontra (7,27).
Mas o apóstolo deixa claro que, aquele que, solteiro, deseja casar-se não há aí mal algum (7,28a). O conselho para que os solteiros não se casem é para que estes se vejam livres das obrigações próprias do matrimônio (7,26-28b) e possam dedicarem-se integralmente ao serviço ao Senhor. Além disso, orienta, aos que, casados, não fujam de suas obrigações com o pretexto da atividade cristã.
Mas por que São Paulo parecia criticar o casamento? Na verdade, ele não acreditava que um estado de vida poderia ser melhor que o outro. O desejo do apóstolo é que todos tenham como prioridade o anúncio do Reino e a volta iminente de Cristo. Por isso a ênfase do apóstolo a que se viva nessa perspectiva do fim dos tempos (7,29-31).
Em relação ao matrimônio, duas coisas precisam ser entendidas com estas explicações de São Paulo: primeiro que ele não está negando a possibilidade dos casados se dedicarem à evangelização. Mas está mostrando que estes precisam se dividir entre o trabalho do Senhor e a prioridade de sua vocação que é cuidar da família. Além disso, combater o desequilíbrio daqueles que, casados, deixavam suas famílias a ermo para se dedicar às atividades na Igreja.
4 – Como aplicar o texto na vida
- Se ainda não sei minha vocação, que passo tenho dado para descobrí-la?
- Vejo em mim sinais de dedicação integral ao Senhor, ou sinais de dedicação ao Senhor no seio de uma família?
- Se casado, vivo minha participação na Igreja de modo a ter como prioridade meu cônjuge e filhos?
5 – Comente, participe através da área abaixo
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011