"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Escolher entre o bem e o Bem


Para ser feliz é preciso saber romper com os apegos

Em nossa vida nos encontramos diante de muitas situações nas quais percebemos a fragilidade de nossa vontade em relação a coisas e situações que nos fazem mal. São Paulo nos lembra que a tendência ao mal, que de certa forma reside em nós, a qual chamada por ele de “concupiscência”, é enganadora (cf. Gl 4,22).

Muitos filósofos já afirmaram (e como muita propriedade) que ninguém escolhe o mal, que as escolhas que fazemos sempre têm em vista o bem. Nosso problema é que nem sempre o bem é bem visto, ou seja, o problema não está em escolher o bem, mas em escolher de forma certa, escolher de forma justa. Nossa geração é marcada por grande fragilidade na vontade, mudamos de idéia com muita freqüência, a falta de determinação gera o risco de escolhas que possuem data de validade curta, o que cria uma preocupação: “Será que existe bem que perdure?” Não é minha intenção aqui estabelecer critérios para o bem e sim falar da escolha.

A escolha entre o bem e mal é questão apenas de inteligência, nos lembra Santo Inácio de Loyola, por isso que escolher entre o bem e o mal é questão apenas de sobrevivência. Quem escolhe o mal morre, como nos lembra São Paulo ao dizer que o salário do pecado é a morte (cf. Rm 6,23). Mas a vida não está simplesmente na escolha do bem. É preciso saber que nem todo bem nos faz bem, nem todo bem faz bem a todos. Isso é o discernimento, é preciso saber escolher entre o bem e o bem devido. Se olhamos, por exemplo, o açúcar, ele é um bem, é bom, mas não faz bem a quem é diabético, nem a quem se recupera de cirurgias, etc. Ou seja, nem todo o bem nos faz bem o tempo todo.

Escolher entre o bem e o bem devido é questão de sabedoria. Para ser feliz é preciso saber romper com o apego às coisas que são incompatíveis com nossa vida. Essa é a vontade de Deus! Quando Jesus fala do Reino de Deus como um tesouro (cf. Mt 13,44), mostra que o homem que encontrou o tesouro num campo vai e vende tudo o que tem para comprá-lo [campo], já que o tesouro não é possível comprar. Se vendeu tudo que tinha é sinal de que deixou tudo que tinha de valor, e que naturalmente era bom, para possuir um bem que lhe faz mais bem: o Reino de Deus. Precisamos amadurecer para as escolhas mais difíceis como essa, escolher entre tudo que é bom e encontrar a vontade de Deus, o bem que nos é devido. Acertar nessa escolha é questão de realização.

Que Deus lhe dê a sabedoria, muita sabedoria em suas escolhas! Sugiro a leitura de Sabedoria 9, 1-6.9-11, a oração de Salomão que agradou a Deus.

Pe. Xavier

Publicado no blog Padre Xavier

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Dom do Discernimento

Seminário de Dons on line é a adaptação para a Internet de um encontro que geralmente dura de dois a três dias consecutivos, onde são tratados vários temas sobre os dons carismáticos do Espírito Santo, como o dom de línguas, discernimento, sabedoria, fé, cura, milagres, buscando uma experiência profunda do batismo no Espírito Santo.

Hoje Salette Ferreira fala sobre o dom do discernimento.







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Ano Paulino

A Igreja celebra até junho de 2009, o Ano Paulino: a comemoração dos 2.000 anos do nascimento do Apóstolo Paulo que nos é conhecido melhor do que qualquer outro Apóstolo, sobretudo por suas Epístolas e pelos Atos dos Apóstolos.

Paulo era judeu, da tribo de Benjamim, nascido em Tarso, mas era igualmente cidadão romano, por direito, segundo ele próprio o declara, quando foi açoitado na prisão em Filipos (cf. At. 16,34), e em Jerusalém (cf. 22,25-29).

De personalidade marcante, firme em suas convicções, de sólida formação religiosa, segundo a doutrina dos fariseus, recebida de Gamaliel, opôs-se tenazmente à mensagem de Cristo e, no seu zelo religioso, perseguia até à morte os seguidores desta doutrina (cf. Fil.3,4-6). A seus pés foram depositadas as vestes de Estevão, quando apedrejado entregava seu espírito a Deus (cf. Atos 7,5, 8).

A caminho de Damasco com cartas para trazer a Jerusalém prisioneiros seguidores daquela doutrina, foi “alcançado por Jesus” (cf. Fil. 3,12). Não foi só uma visão (cf. 1Cor 9,1). Foi uma revelação em seu coração para fazer brilhar o conhecimento da Glória de Deus, que resplandecia na face de Cristo (cf. 2 Cor. 4,6).

A partir deste acontecimento “não consultei carne nem sangue, nem subi a Jerusalém aos que eram apóstolos antes de mim...” apenas partiu para sua missão, a ponto de apenas “ouvimos dizer: quem outrora nos perseguia agora evangeliza a fé que antes devastava” (cf. Gal. 1, 15-24). Saiu a anunciar Cristo, o Filho de Deus.

Destaca-se na missão de Paulo a universalidade. Quando o Senhor Jesus, em visão, ordenou a Ananias que procurasse Paulo, ante a estupefação deste, lhe disse: “vai, porque este homem para mim será um vaso de eleição a fim de anunciar o meu nome diante das nações pagãs, dos reis e dos filhos de Israel“(cf. Atos 9, 15). A pregação de Paulo é para os judeus e gregos, para bárbaros e cultos, ele que se “fez tudo para todos a fim de salvar alguns a todo o custo” (cf. 1Cor. 9, 19-23).

A sua dedicação é total. Forçado a defender-se, perante a Comunidade, em face dos que se lhe opunham, expõe seus trabalhos na evangelização: as perseguições e perigos a que levou a pregação do Evangelho(cf. 2Cor. 11). Mas dela não se gloria, ”com todo o ânimo prefiro gloriar-me das minhas fraquezas para que pouse sobre mim a força de Cristo” (cf. 2Cor. 12,9).

Paulo não evangelizava sozinho. Fundada uma Igreja, acompanhava com seus companheiros o seu crescimento. Trabalhava com eles. Amava os evangelizados com o carinho de mãe. Tinha em seu coração a solicitude de todas as comunidades.

Ainda neste último domingo, no Evangelho Jesus falava a seus discípulos “não tenham medo”. Paulo jamais vacilou: nos trabalhos, nas vigílias, nas perseguições e nas cadeias até o suplício final. Perseguido por pagãos e pelos de sua raça, confiava no Espírito que lhe punha as palavras na sua boca diante dos juízes.

Seduzido por Cristo, deixou-se seduzir. A Palavra de Deus ardia no seu coração. Tinha dúvidas se para ele era melhor ficar e pregar o Evangelho ou ir para unir-se em definitivo com Cristo, naquele amor que persiste para sempre, como cantou no seu Hino à caridade.

Combateu o combate. Guardou a fé que com firmeza anunciava e defendia. Por isso recebeu a coroa que lhe estava reservada, como e a todos que guardam a fé a fazem brilhar nas trevas deste mundo.

Hoje, a Igreja nos remete a uma reflexão sobre nossa vocação missionária. Como para Paulo, a seara é imensa e diversificada, sobretudo na multiplicidade de falsas doutrinas, como previra o Apóstolo a seu discípulo Timóteo.

Guardemos também nossa fé e a anunciemos ao mundo sem temor porque também a nós assiste-nos o Espírito Santo até o fim dos tempos, até recebermos também a coroa destinada a todos os que forem fiéis.


Dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora(MG)
Fonte: CNBB

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dom da Sabedoria

Seminário de Dons on line é a adaptação para a Internet de um encontro que geralmente dura de dois a três dias consecutivos, onde são tratados vários temas sobre os dons carismáticos do Espírito Santo, como o dom de línguas, discernimento, sabedoria, fé, cura, milagres, buscando uma experiência profunda do batismo no Espírito Santo.

Hoje Professor Felipe Aquino fala do dom da sabedoria.







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"Tu me amas?"


João 21, 1-19

Lendo o Evangelho de João, entende-se que originariamente terminava com o capítulo 20. Se foi acrescentado este novo capítulo 21 é porque o próprio evangelista ou algum de seus discípulos sentiram a necessidade de insistir mais uma vez na realidade da ressurreição de Cristo. Este é, de fato, o ensinamento que se deduz da passagem evangélica, que a ressurreição de Jesus não é só um modo de falar, mas que ressuscitou, em seu verdadeiro corpo. «Nós comemos e bebemos com Ele depois de sua ressurreição dos mortos», dirá Pedro nos Atos dos Apóstolos, referindo-se provavelmente precisamente a este episódio (Atos 10, 41).

À cena de Jesus que come com os apóstolos o peixe assado nas brasas, segue o diálogo entre Jesus e Pedro. Três perguntas: «Tu me amas?»; três respostas: «Tu sabes que te amo»; três conclusões: «Apascenta minhas ovelhas!». Com estas palavras, Jesus confere de fato a Pedro -- e segundo a interpretação católica, a seus sucessores -- a tarefa de supremo e universal pastor do rebanho de Cristo. Confere-lhe esse primado que lhe havia prometido quando disse: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. E eu te darei as chaves do Reino dos Céus» (Mateus 16, 18-19).

O que mais comove desta página do Evangelho é que Jesus permanece fiel à promessa feita a Pedro, apesar de que Pedro havia sido infiel à promessa feita a Jesus de não o trair jamais, ainda à custa da vida (Mateus 26, 35). A tripla pergunta de Jesus se explica com o desejo de dar a Pedro a possibilidade de suprimir sua tripla negação durante a Paixão. Deus dá sempre aos homens uma segunda possibilidade; freqüentemente uma terceira, uma quarta e infinitas possibilidades. Não expulsa as pessoas de seu livro no primeiro erro. O que ocorre então? A confiança e o perdão do Mestre fizeram de Pedro uma pessoa nova, forte, fiel até a morte. Ele apascentou o rebanho de Cristo nos difíceis momentos de seus inícios, quando era necessário sair da Galiléia e lançar-se aos caminhos do mundo. Pedro será capaz de manter, finalmente, sua promessa de dar a vida por Cristo. Se aprendêssemos a lição contida na forma de atuar de Cristo com Pedro, dando confiança a alguém depois de que ter errado uma vez, quantas pessoas menos fracassadas e marginalizadas haveria no mundo!

O diálogo entre Jesus e Pedro deve ser trasladado à vida de cada um de nós. Santo Agostinho, comentando esta passagem evangélica, diz: «Interrogando Pedro, Jesus interrogava também cada um de nós». A pergunta: «Tu me amas?» se dirige a cada discípulo. O cristianismo não é um conjunto de doutrinas e de práticas; é algo muito mais íntimo e profundo. É uma relação de amizade com a pessoa de Jesus Cristo. Muitas vezes, durante sua vida terrena, havia perguntado às pessoas: «Crês?», mas nunca: «Tu me amas?». Ele o faz só agora, depois de que, em sua paixão e morte, deu a prova do quanto nos amou.

Jesus faz que o amor por Ele consista em servir os demais: «Tu me amas? Apascenta minhas ovelhas». Não quer ser Ele quem receba os frutos desse amor, mas quer que sejam suas ovelhas. Ele é o destinatário do amor de Pedro, mas não é o beneficiário. É como se lhe dissesse: «Considero feito a mim o que farás por meu rebanho». Também nosso amor a Cristo não deve ficar em um fato intimista e sentimental, mas deve expressar-se no serviço aos demais, em fazer o bem ao próximo. A Madre Teresa de Calcutá costumava dizer: «O fruto de amor é o serviço, e o fruto do serviço é a paz».

Fonte: Site Frei Raniero Catalamessa

domingo, 3 de agosto de 2008

Dom de Línguas

Seminário de Dons on line é a adaptação para a Internet de um encontro que geralmente dura de dois a três dias consecutivos, onde são tratados vários temas sobre os dons arismáticos do Espírito Santo, como o dom de línguas, discernimento, sabedoria, fé, cura, milagres, buscando uma experiência profunda do batismo no Espírito Santo.
Trazemos para você, em vídeo, pessoas diversas falando dos variados temas. A introdução é feita por Monsenhor Jonas Abib, que fala do dom de línguas, prosseguindo com outros missionários da Canção Nova, tratando os outros dons.

Clique a partir do 1º vídeo e viva essa inesquecível experiência!

Vem, Espírito Santo!





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A oração em línguas


a oração em línguas é o único carisma voltado para a edificação pessoal

A oração em línguas é um dom do Espírito Santo (1 Cor 12,10). São Paulo faz vária citações sobre esse carisma e sua importância para quem o põe em prática. Vemos o apóstolo delongar-se na instrução aos Coríntios sobre o uso do dom das línguas e na correção aos exageros que por vezes ocorriam; podemos perceber que esse era um dom usado com muita freqüência, um dom muito comum para eles e assim o foi, nos primórdios, para a Igreja.

Contudo, durante muito tempo esse dom ficou esquecido e ate parecia ter desaparecido do seio da Igreja, mas novamente essa forma de oração tem ganhado expressão e é cada vez mais comum a sua prática em meio a Renovação Carismática.

Quantas vezes nos vemos perdidos, sem saber como rezar? Faltam-nos as palavras. Outras vezes começamos a louvar a Deus e não somos capazes de permanecer sequer cinco minutos em Seu louvor. Outras, ainda, sentimos o coração quase sair do peito de tanta vontade de falar com o Senhor, mas toda palavra que nos chega á boca parece ser insuficiente.

É bom saber que não estamos sozinhos, o Espírito mesmo vem em auxilio à nossa fraqueza.

Porque não sabemos o que devemos pedir nem orar como convém, Ele mesmo se dispõe a orar em nós. Trata-se do próprio Deus, que habita em nossos corações, templos Seus, a orar em nós. Diz a Sagrada Escritura que Ele o faz com gemidos inefáveis, se maneira que a inteligência humana é incapaz de entender.

São gemidos, sílabas que se combinam de maneira inteligível, mas de grande significância. É Deus que, sendo Pai e conhecendo o nosso coração, quer nos levar a uma oração profunda.

Aquele que ora em línguas não diz coisas que a inteligência humana seja capaz de compreender; a sua oração brota do seu coração, do seu espírito, rumo ao coração de Deus; ninguém o compreende, nem mesmo ele próprio, porque diz coisas misteriosas sob a ação do Espírito Santo. Há aqui um obstáculo para as pessoas que racionalizam tudo em demasia. Essa oração é uma humilhação para a inteligência... Quantas pessoas ao orar em línguas perguntam a si mesmas se não estão fazendo papel de estúpidas, até mesmo se sentem ridículas por consentir em iniciar tal forma de oração. Contraditório seria entendê-la quando a Sagrada Escritura diz que não é possível fazê-lo.

Há muitos que dizem não querer saber de dons, que a caridade lhes basta, como se esta se contrapusesse aos carismas e vice-versa. O Espírito Santo nos ensina: “Empenhai-vos em procurar a caridade. Aspirai igualmente os dons espirituais...” Devemos aspirar à caridade na mesma intensidade, da mesma forma e profundidade que os dons espirituais ( que acabam por ser uma operação da própria caridade).

Felizes são aqueles que se ariscam e se aventuram, mesmo quando os sentimentos contrariam a intenção de se lançar nessa maravilhosa experiência, já que aquele que assim reza edifica-se a si mesmo. Todos os outros carismas são para as outras pessoas; a oração em línguas é o único carisma voltado para a edificação pessoal. Convém não desperdiçar.

Extraido do livro: "Quando só Deus é a resposta"

Marcio Mendes

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