"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Sangue de Cristo


Hoje esse Sangue redentor está à nossa disposição

O mês de julho a Igreja dedica ao preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados. O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.

Em cada Santa Missa a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza este Sacrifício de Cristo pela Redenção da humanidade. Em média, a cada quatro segundos essa oferta divina sobe ao Céu em todo o mundo.

O Catecismo da Igreja ensina que mesmo que o mais santo dos homens tivesse morrido na cruz, seria o seu sacrifício insuficiente para resgatar a humanidade das garras do demônio; era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer este sacrifício; então, o Verbo divino, dignou-se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito. A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.

“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,8-9).

São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus, mediante “a aspersão do seu sangue” (1Pe 1, 2). “Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.” (1Pe1,19)

Hoje esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar pela fé; somos justificados por esse Sangue ensina S. Paulo:

“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5, 8-9).

Ele está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão; pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o seu precioso Sangue. Infelizmente muitos católicos ainda não entenderam a profundidade deste Sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.

Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Na Comunhão podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue redentor do Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado de nossa alma. Mas é preciso parar para adorá-lo no Seu Corpo dado a nós. Infelizmente muitos ainda comungam mal, com pressa, sem Ação de Graças, sem permitir que o Sangue Real e divino lave a alma pecadora e doente.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Publicao no Portal da Comunidade Católica Canção Nova

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"É necessário que você se renda a Deus"

Teve início às 20h a Missa que abriu o XXVIII Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica (RCC) na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). A Celebração Eucarística foi presidida pelo Arcebispo de Palmas (TO) e assistente espiritual da RCC, Dom Alberto Taveira Corrêa e concelebrada por sacerdotes de todas as regiões do Brasil.

Na homilia, relacionando a liturgia do dia com o tema do Congresso, "Jesus Cristo é o Senhor", Dom Alberto recordou que: "O Espírito Santo nos faz proclamar que Jesus é o Senhor (...) É necessário que você se renda a Deus".

Missa de abertura do Congresso Nacional da RCC
Foto: Regiane Calixto


No início da Missa, Dom Alberto saudou a Comunidade Canção Nova, o Bispo da Diocese de Lorena, Dom Benedito Beni, os presbíteros e diáconos presentes, os membros da RCC e todos os que acompanhavam a abertura do evento através dos meios de comunicação.

Antes da Missa, em entrevista ao cancaonova.com, o assistente espiritual da RCC considerou que "todo congresso da Renovação Carismática Católica "é uma oportunidade preciosa de formação, encontro, intercâmbio de experiências e de exercícios daquilo que é próprio da renovação, o exercício dos carismas". "A Renovação sai crescida de cada congresso e nós temos a certeza de que este ano acontecerá a mesma coisa", assegurou.

Dom Alberto ressaltou ainda que, no início deste Congresso, traz no coração o desejo de que todos os participantes tenham um encontro "mais precioso com Jesus Cristo" e afirmou: "Jesus Cristo é o Senhor. É o que nós queremos proclamar".

"Muitas vezes deixamos que Deus tome conta da nossa oração, mas, não deixamos que Ele tome conta do nosso coração, e por isso, muitas vezes trazemos a idolatria ao dinheiro ou a prisão por alguns afetos e isso não deixa que nos abandonemos inteiramente a Deus", disse durante a homilia.

"Tome a sua decisão rápido, imediatamente". Após esta exortação, que finalizou a homilia, o arcebispo conduziu um forte momento de clamor por cada Diocese do Brasil. "Para que respondam aos apelos do tempo atual, para que respondam ao apelo de Deus", orou. Em seguida convidou todos a rezarem pelo Papa Bento XVI e definiu o atual Pontífice como um "homem escolhido pelo dom do Espírito para conduzir a Igreja de Jesus Cristo e que conta com a oração da nossa Igreja". Recordou-se, ainda, do Ano Sacerdotal e orou por todos presbíteros. Cada concelebrante foi motivado a impor as mãos sobre o povo e clamar pela efusão dos dons do Espírito Santo.

Ao final da Celebração, a secretária-geral, Maria Beatriz Vargas, e, em seguida, o presidente da RCC no Brasil, Marcos Volcan, deram boas vindas ao congressistas e às autoridades religiosas presentes. "Estamos para proclamar e viver o que é excelência da nossa pregação: 'Jesus Cristo é o Senhor' (...). Não viemos como mestres, mas, como aqueles que querem aprender do Senhor", concluiu.

Assista ao vídeo: Dom Alberto após Santa Missa






XXVIII Congresso Nacional da RCC
Publicado no Portal da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ninguém está livre das crises de relacionamento

Viver bem um relacionamento significa assumir o objetivo de um compromisso pautado no equilíbrio. Podemos ter anos de convivência conjugal, sem com isso anular a nossa identidade ao nos relacionarmos com nosso cônjuge.

Dessa forma, no decorrer dos dias, apesar da reta intenção, vamos descobrindo que, apesar do longo convívio, não estamos isentos de desavenças pertinentes às nossas vidas.

Ao iniciarmos uma vida a dois, traçamos projetos e idealizamos uma convivência livre de transtornos, mas, por mais que acreditemos na infalibilidade de nossas metas, podemos testemunhar alguns erros na administração de alguns conflitos quando surgem divergências de opinião.

Se há uma coisa da qual não podemos nos vangloriar é a respeito da nossa superioridade quanto às crises e dificuldades durante nossas vidas. Mesmo aqueles que sustentam uma saudável convivência, é perfeitamente natural que, vez por outra, também tenham de enfrentar suas falhas.

Por melhores que sejam nossas relações, ainda assim, jamais estaremos livres dos choques de opinião. Cedo ou tarde, o número de pessoas com as quais nos relacionamos cresce e numa família, apesar dos conflitos (o que é normal), não podemos transformar nossa casa numa arena na qual somente o mais forte sobrevive.

Não será na elevação do tom de voz ou na imposição da autoridade que faremos alguém nos ouvir ou ser convencido daquilo que argumentamos. Muitas brigas e debates alcançam drásticos desfechos quando a consciência é dirigida por uma razão irredutível ou sedenta de vencer uma discussão a qualquer custo. Mesmo que para isso seja necessário interromper o discurso da outra pessoa com frases do tipo: “Você sempre diz a mesma coisa!”; “É assim que eu quero que seja!” ou “Você nunca fez isso ou aquilo”… Suprimindo, dessa forma, o direito de fala do outro e sem apresentar uma solução plausível à questão em pauta.

O entendimento diante dos impasses acontece quando há uma troca de ideias e o monólogo cede lugar ao diálogo.

Graças às exigências dos nossos convívios, somos impulsionados a nos “desinstalar” de nossa autosuficiência. Reconhecer nossa fraqueza ou nossa impotência em assimilar algo novo, não minimiza nossa integridade, mas nos faz nos unir, mais uma vez, com a pessoa, seja o cônjuge ou filhos, na intenção do propósito assumido.

Tornar a nossa opinião clara e objetiva – diante dos inevitáveis impasses – é o que faz com que um diálogo flua. Dessa forma, devemos atentar para o modo como tratamos as divergências, pois, a habilidade em resolver uma questão delicada está na maneira como alcançamos seus resultados. Assim, aprenderemos nesse percurso a acolher as ideias da outra pessoa, percebendo que, em muitas ocasiões, “perder” numa discussão pode significar ganhar em conhecimento a partir de outra perspectiva.

Deus abençoe

Dado Moura

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Publicado no Blog Comportamento

segunda-feira, 29 de junho de 2009

As etapas para o entendimento bíblico


Os perigos de uma leitura superficial

“Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras” (Salmo 118,17).

Segundo o documento da Comissão Pontifícia Bíblica: Ainda que os estudiosos bíblicos tenham a função de interpretar as Sagradas Escrituras, esse trabalho não compete somente a eles, pois a leitura e a vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que os Livros Sagrados não são apenas um conjunto de livros históricos, mas, a Palavra de Deus.

E essa Palavra se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós-contemporâneo. Por isso, a leitura e o estudo bíblico devem ser feitos por todos, uma vez que proporcionam uma experiência de fé prática e atual. Mas também é preciso tomar certos cuidados e ter critérios na leitura e na interpretação desses textos, para que não haja o risco de uma interpretação desvinculada e sem compromisso com a Tradição e com o Magistério da Igreja, pois ambos garantem um entendimento seguro das Sagradas Escrituras ao longo da história de fé do Povo de Deus.

Para isso, torna-se necessário tratar de algumas questões ligadas à exegese e à hermenêutica bíblicas. Mas não é preciso espanto, pois essas palavras [exegese e hermenêutica] estão mais presentes na prática bíblica do que se possa imaginar. E também não se trata aqui de um estudo científico, pois o uso dessa linguagem é para mostrar as etapas necessárias para um correto entendimento da Bíblia.

Comecemos, então, pela definição desses termos: “Exegese” é uma palavra que vem do grego e significa “explicação ou explanação”. É a arte de expor, de trazer para fora o sentido de um determinado texto. É um conjunto de técnicas e ferramentas utilizadas para entender e descobrir o significado de um texto. “Hermenêutica” já diz respeito à interpretação do que está escrito. É a apropriação que se faz do entendimento do texto para aplicá-lo no dia a dia.

Mas existe no meio do caminho entre a exegese e a hermenêutica um filtro. E que filtro é esse? A Doutrina da Igreja e o Catecismo da Igreja Católica. Esse procedimento de filtrar o estudo bíblico serve basicamente para duas coisas: não permitir os exageros e também para ampliar a interpretação quando esta é muito limitada. E, em geral, ele amplia muito mais do que reduz as interpretações, uma vez que são apresentadas outras possibilidades de entendimento do texto que talvez não tenham sido contempladas no estudo.

É como o antigo filtro de barro muito usado, especialmente, nas cidades pequenas e nas zonas rurais. Esse utensílio doméstico não é feito para reter a água, mas para purificá-la. Do mesmo modo, o “filtro” da Doutrina da Igreja não retém a nossa leitura bíblica, mas a deixa livre de impurezas que porventura possam ter surgido durante o momento de estudo [da Palavra de Deus]. Além disso, o filtro de barro possui a capacidade de deixar a água sempre fresca e pronta para ser consumida. Igualmente faz o “filtro” da Doutrina atualizando para nossos dias aquilo que lemos e interpretamos nas Sagradas Escrituras e deixando a mensagem bíblica pronta para saborearmos e utilizarmos no cotidiano.

Que se sigam essas três etapas para o entendimento bíblico: estudar com atenção, trazendo à tona o máximo de informações possíveis para um conhecimento mais aprofundado do texto bíblico – passar esse conteúdo pelo “filtro” da Doutrina a fim de purificar e atualizar o conteúdo – e aplicar a Palavra de Deus na própria vida.

Ler superficialmente o texto das Sagradas Escrituras, sem um mínimo de contextualização e sem consultar a Igreja, nos faz correr o risco de uma aplicação equivocada dele, podendo causar danos a nós mesmos e àqueles a quem o transmitimos. Daí a importância desses três momentos: estudo mais cuidadoso (exegese) – filtro da Doutrina (Catecismo) – interpretação e aplicação no dia a dia (hermenêutica).


Acesse o vídeo para mais explicações

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Denis Duarte
contato@denisduarte.com
Denis Duarte Especialista em Bíblia e Cientista da Religião.
www.denisduarte.com

sábado, 27 de junho de 2009

Não me amas mais!


Amor é muito mais que um sentimento

Quanta angústia e até desespero quando se ouve do outro: “Não gosto mais de você!” O gostar é um sentimento. Nossos sentimentos podem mudar de um minuto a outro. Por exemplo, posso estar muito feliz, porém, se de repente recebo uma notícia ruim, torno-me muito triste. Dessa forma, meu sentimento, que era de alegria, agora é de tristeza. Mudou em segundos.

Se o amor for apenas um sentimento, então, ele é frágil e pode mudar ou acabar de uma hora para outra. Amor é muito mais que um sentimento.

Amar é um ato. Uma atitude em favor do outro.

Em I Coríntios 13, 5 diz: “O amor não busca os seus próprios interesses”. Ama aquele que não procura os seus interesses, mas, os do outro. Amar é uma ação, um movimento em favor e em direção ao outro.

Amar é uma atitude que alguém toma em favor e em direção ao outro, sem nada esperar, cobrar e exigir em troca (assim é o amor de Deus por nós: incondicional e desinteressado). Amar é uma atitude que precisa ser renovada todo dia e a todo instante.

Assim, se alguém não me ama hoje, se não está disposto a me amar hoje, poderá me amar amanhã. Da mesma forma, se eu não amo alguém, hoje, posso amá-lo amanhã. Se não amava os pobres, os moradores de rua, posso começar a amá-los. Assim como, pais que não amavam um filho podem começar a amá-lo.

Se você já não ama alguém, pode voltar a amá-lo no momento em que se decidir por isso. Tampouco existe amor não correspondido. Ele nunca depende do outro, apenas de quem se dispõe a amar.

O sentimento pode mudar como o vento, mas “o amor jamais acabará” (I Coríntios 13,8).

Padre Alir Sanagiotto, scj

Ordenado sacerdote em 19/09/87 e é membro da Congregação dos padres do Sagrado coração de Jesus. Dedica-se de forma preferencial na escuta, aconselhamento e trabalho psico-espiritual com as pessoas. blog: http://blog.cancaonova.com/padrealir

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Como manter o ardor do primeiro encontro com Cristo

Dando continuidade à série do PodMúsica a ministra de música e missionária da Comunidade Shalon Suely Façanha, neste segundo episódio, fala da importância de viver o ardor do início do nosso encontro com Deus.

Ouça:


"Não percam o fervor! Por isso, a cada dia, precisamos cultivar o ardor, sabendo que Deus vai nos provando. Não vamos expressar o ardor que temos da mesma forma do início, porque vamos mudando e amadurecendo. O que é importante guardar não são as atitudes do início, mas o ardor do coração, o amor que precisa crescer, porque só permanecemos fiéis a Deus se permanecer vivo dentro de nós esse amor ao Cristo,” afirma a consagrada.



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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Por trás das palavras


O exagero na Bíblia

De maneira descontraída, Denis Duarte esclarece, por meio de exemplos, algumas maneiras aplicadas na composição dos textos bíblicos. Neste vídeo, o autor apresenta certos exageros encontrados nos textos da Sagrada Escritura, utilizados como recursos literários, os quais, em nada, diminuem o valor da mensagem comunicada.

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Denis Duarte
contato@denisduarte.com

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