"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

domingo, 20 de abril de 2008

Passeio Turístico-Religioso


A Equipe Dirigente 2008, visando promover uma maior integração entre todos os casais do ECC de Fátima e trazer a Evangelização às nossas casas, está organizando um passeio turístico-religioso-cultural para o Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité (há pouco mais de 70 km de Fortaleza).

O Passeio será no próximo dia 25 de maio, saindo da igreja às 7h30min. O passeio custa R$25,00 por pessoa e inclui ida e volta em ônibus (com ar condicionado), ingresso para visita às instalações do mosteiro, almoço no self service do mosteiro e missa das 8h às 9h, já no Mosteiro.

É importante ressaltar que todo o dinheiro arrecadado está envolvido diretamente no pagamento aos ônibus e mosteiro e que não haverá lucro algum para o ECC, já que a intenção é confraternizar, e não arrecadar. Cada ônibus custa R$400,00 (31 lugares) e R$300,00 (22 lugares). Além disso, temos o ingresso p/ visita às instalações (R$1,00 por pessoa), o valor da celebração eucarística (R$1,00 por pessoa) e o almoço (R$10,00 por pessoa).

Para quem procura um local que combina com a paz da serra tem lugar certo para visitar em Baturité, o Mosteiro dos Jesuítas (colégio dos padres Jesuítas). A construção, feita toda de pedra, foi inaugurada em 15 de agosto de 1927, sendo procurada por quem quer total tranqüilidade (veja foto do mosteiro anexa). Com arquitetura belíssima que chama atenção de quem passa e com uma bela visão da cidade de Baturité (veja foto anexa), o local deixou de ser uma escola de formação de sacerdotes jesuítas em 1963.

Ainda administrado por jesuítas, o mosteiro possui equipamentos adequados para a promoção de eventos. No local, os visitantes apreciam um belo jardim, uma horta e têm ainda uma visão privilegiada dos municípios de Baturité e Aracoiaba. A paisagem verde e o clima úmido fazem da região um dos destinos mais procurados para finais de semana. Com temperatura mínima chegando a 17ºC, o cenário conta com uma pequena faixa de Mata Atlântica transformada em Área de Proteção Ambiental, o que faz a região ser bastante apropriada para o ecoturismo.

Além do Mosteiro, ao chegar em Baturité notamos logo que a cidade tem muita história para contar. Como monumentos representativos da história da cidade, temos: a Igreja Matriz, de estilo colonial, que foi construída em 1764; a Estação Ferroviária, que foi umas das primeiras construídas no Ceará e que possuiu papel importante na economia cafeeira; a Via Sacra, com 365 degraus, representando o marco de sentimento religioso do povo de daquela cidade, onde a escadaria nos leva a uma imagem de Nossa Senhora no alto da serra; a Casa do Comendador Ananias Arruda, que é hoje um museu histórico; o Sítio Arqueológico Serra do Vicente; e ainda belos e amplos prédios e casarões como o Palácio Entre Rios, Prédio da Cultura, Galeria de Arte Olavo Dutra Alencar, entre outros que juntos constituem um rico acervo da História Regional.

Veja o que a imprensa local fala do mosteiro: “...Suba até o Mosteiro Jesuíta, em Baturité, e tenha a visão mais espetacular da sua vida, do alto da montanha o sertão parece querer invadir esse pedaço de mata atlântica que resiste a intensa aridez.”

Peguem seu filhos, esposa e marido e embarquem nessa conosco.

Kátia e Alencar - Pós-encontro.
Ana Beatriz e Narcélio - Ficha.
Viviane e Fábio - Finança.
Soraya e Raphael - Palestra.
Viviane e Márcio - Montagem.

5º Domingo de Páscoa

Como eram as primeiras comunidades cristãs?


Muito se fala sobre como seriam as primeiras comunidades cristãs, porém nada do que ouvia, sejam informações vindas de protestantes de diversas “Igrejas” e seitas, seja vindo de católicos, não me davam muito respaldo para que pudesse usaressas informações. Porém encontrei este texto no Site Veritatis Splendors, que é altamente confiável em matéria de conteúdo católico, e resolvi postá-lo para que você amigo do blog Dominus Vobiscum, tivesse também acesso a esse maravilhoso texto. segue abaixo:

O que mais impressiona nas primeiras comunidades é o fervor e a coragem dos cristãos. Diante das autoridades e dos líderes religiosos do seu tempo, os fiéis não temiam confessar que Jesus é o Messias. A presença do Espírito Santo era sempre muito viva. Cada igreja local tinha seus ministros, apóstolos, profetas, doutores… Todo o fiel recebia de Deus carismas especiais, que devia colocar à disposição da comunidade (dom de línguas, sabedoria, cura, ensino…).

A atuação feminina era expressiva, mas não havia confusão entre o papel do homem e o papel da mulher (a sociedade romana era muito machista e tratava a mulher como se fosse propriedade do marido; as crianças também eram desprezadas, podendo ser rejeitadas ou abandonadas à própria sorte pelo pai - tudo isto muda entre os cristãos). Em Cristo não há diferença de dignidade entre grego e judeu, homem e mulher, escravo (a sociedade romana era escravocrata) e livre. Todos se reuniam para celebrar a eucaristia (ou fração do pão) especialmente no domingo (que substituiu o sábado como o sétimo dia dos cristãos, por causa da ressurreição do Senhor), oravam em comum, partilhavam seus bens, ajudavam os pobres. O rito de iniciação cristã era o batismo, no qual os efeitos da morte redentora de Cristo eram aplicados sobre o crente. Havia ainda a imposição de mãos, ou Crisma, através da qual o fiel confirmava o seu compromisso e assumia uma missão na comunidade, e a unção dos enfermos, que servia para curar e confortar os doentes.

Uma fonte importante sobre a vida das comunidades cristãs do final do séc. I e início do séc. II é a Didaqué, ou Instrução dos Doze Apóstolos, uma espécie de catecismo primitivo. A primeira parte da Didaqué apresenta os dois caminhos que o homem pode escolher: o da vida e o da morte. Seguem-se orientações para a conduta dos fiéis e exortações. Na segunda parte há uma descrição da vida sacramental e da oração. O batismo é feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e, quando a imersão não é possível, a água pode ser simplesmente derramada três vezes sobre a cabeça de quem vai receber o sacramento. Os crentes devem jejuar duas vezes na semana e rezar o Pai Nosso três vezes por dia. A celebração dominical (Missa) é o sacrifício verdadeiro que cumpre a profecia de Ml 1,10s. Antes de se realizar a fração do pão os fiéis fazem uma espécie de ato penitencial (exomologese). A Didaqué também fala de apóstolos, profetas inspirados pelo Espírito Santo (os quais chama de sumo sacerdotes) e mestres que percorrem as igrejas. Bispos e diáconos são escolhidos pelos fiéis, com a mesma dignidade dos profetas e dos mestres. Por último, adverte contra os “falsos profetas e corruptores”, e contra o anticristo que virá quando o fim estiver próximo. Aqueles que perseverarem na fé durante a grande tribulação serão salvos. Depois que o céus se abrirem, após o soar da trombeta e a ressurreição dos mortos, “o mundo verá o Senhor vindo sobre as nuvens do céu”.

Sobre a penitência, já lemos no evangelho de João (Jo 20,21-23) que Cristo conferiu aos apóstolos o poder de perdoar pecados. Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, condena um caso de incesto e excomunga os responsáveis, esperando que com isto eles se arrependam e retornem para o Senhor. Na epístola de Tiago há uma exortação para a confissão dos pecados (Tg 5,16-18). Há casos, porém, de faltas graves para as quais se hesita em reconhecer a possibilidade de remissão (Hb 10,26ss; ver também a distinção que o apóstolo João faz entre pecados que levam à morte e pecados que não levam à morte, 1Jo 5,16). Quem renega a fé não encontrará misericórdia para seu crime, segundo o autor da carta aos Hebreus.

Os primeiros cristãos eram geralmente gente simples, das camadas sociais mais baixas. Exteriormente não se distinguiam das outras pessoas do seu tempo, mas viviam de modo honesto e digno. Procuravam ser obedientes às autoridades e oravam pelos governantes.

À frente de cada comunidade havia epíscopos, ou então um colégio de presbíteros. Havia também diáconos, que cuidavam da administração e da distribuição dos bens entre os necessitados. Tanto os epíscopos como os presbíteros e os diáconos eram ordenados através da imposição de mãos. Esta estrutura ministerial, ainda não muito precisa, deu origem à hierarquia da Igreja tal como a conhecemos hoje.

Com Santo Inácio de Antioquia as coisas ficarão mais claras: “Que todos, assim como reverenciam Cristo, reverenciem os diáconos, o bispo, que é a imagem do Pai, e os presbíteros, que são o Senado de Deus, a Assembléia dos Apóstolos”. No início do século II, este regime se imporá naturalmente entre as igrejas da Ásia.

O que não se pode negar é que, desde os seus primórdios, a Igreja possui uma constituição hierárquica, formada pelos apóstolos e por Pedro, e que esta constituição foi transmitida sempre e ininterruptamente através do sacramento da Ordem. Os apóstolos fundaram comunidades e ordenaram pessoas para presidi-las. Estas, por sua vez, ordenaram outras como sucessoras, e o processo prosseguiu em uma cadeia contínua que permite ligar cada bispo, cada padre, cada diácono da Igreja de hoje aos apóstolos e, dos apóstolos, ao próprio Jesus Cristo.

De modo particular, o bispo de Roma é o sucessor do apóstolo Pedro e, portanto, responsável por garantir a unidade e a integridade da fé da Igreja.

Outra característica relevante dos primeiros cristãos era a ansiedade pelo retorno do Senhor, a Parusia. Pelas cartas de Paulo vemos que a volta iminente de Jesus era crença comum. Nas assembléias litúrgicas ouvia-se freqüentemente a exclamação cheia de esperança: “Maranatha! Vem Senhor Jesus!” Com o tempo percebeu-se que a vinda de Jesus não era tão iminente.

O cristianismo se aproveitou da imensa rede de estradas que interligava o Império. Desenvolveu-se principalmente no meio urbano. De boca em boca, através de escravos, mercadores, viajantes, judeus helenizados, artesãos, a Boa-Nova ia chegando aos lugares mais distantes. O Império de Roma tornou-se, logo, a “pátria do cristianismo”.

Pax Domini

Publicado orioginalmente no Blog Dominus Vobiscum

Deus quer falar com você


Ninguém mais que Nossa Senhora ouviu a Deus
Estamos num mundo marcado por muitos avanços científicos e tecnológicos, e o ser humano, enquanto pessoa, tem ficado esquecido. As pessoas nunca têm tempo; mesmo os que não têm grandes responsabilidades sobre suas costas estão sempre entretidos com alguma coisa, todo mundo corre, quase ninguém pára, e as pessoas já não sabem mais ouvir.

Com a imprensa, o rádio, a televisão e agora também a internet, a quantidade de informações descarregadas sobre cada um é alucinante; em toda parte, há muito barulho, todo mundo fala...o ouvido vai ficar calejado. Fala-se muito de coisas que nos cercam e muito pouco do que está dentro do nosso coração. A verdade é que “desaprendemos” a arte de escutar. Se não conseguimos dar ouvidos à pessoa que está perto de nós, que vemos e que tocamos, como poderemos escutar a Deus, cuja voz não impressiona os tímpanos?

Se um homem deixa o barulho e a agitação do mundo e procura no silêncio o seu descanso, Deus se manifesta para ele. O Senhor prefere se mostrar na suavidade da brisa a se mostrar no estardalhaço do trovão.

Na oração, Deus fala, escuta, mas também tem o que dizer a você, a min, a nós. Deus é o absoluto, quando Ele se manifesta, a melhor oração que podemos fazer é calar. Quando o homem cala, Deus fala.

Assim em nossa oração, devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para nos colocar na presença de Deus, que já estava ali à nossa espera. E quando percebemos que nos aproximamos do Senhor e estamos diante d’Ele, devemos calar porque as palavras já não são necessárias; então podemos contemplar e ser contemplados.

Não temos idéia do quanto Deus nos cura e liberta neste momento de silêncio, quando só o amor transita.

Ninguém mais que Nossa Senhora ouviu a Deus, porque ninguém tanto quanto Ela se calou. Muitos acham que a Virgem Maria não é importante, pois as Sagradas Escrituras mostram que Ela quase não se pronunciou. Não percebem que é justamente aí que reside a importância dela. Quando ninguém deu lugar ao seu Filho para nascer, Ela se calou; entre os doutores e diante da cruz, Ela também se calou. Ela sabia que a vitória que temos sobre o sofrimento está no silêncio. Quem se cala ante o sofrimento guarda só para Deus o perfume desse sacrifício; quem fala, dissipa-o.

Nossa Senhora falou pouco, mas quando abriu a boca a criação estremeceu. João Batista foi um exemplo do que aconteceu com a humanidade.

Que o Espírito Santo nos coloque no coração o desejo de guardar o silêncio sagrado, o mesmo que Maria honrou e guardou – tornando-se a mestra, a educadora de todos os que de longe perceberam a profundidade desse mistério e agora anseiam por penetrá-lo!

Dê-nos, ó Senhor, um anjo para nos guardar neste bom propósito.


Márcio Mendes

marciomendes@cancaonova.com
Artigo extraído do livro “Quando só Deus é a resposta”, e publicaso no portal da Canção Nova

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ECC - Fim de Abril e Começo de Maio

  • 24 de abril - Encontrão Tira Dúvidas:
    • Padres reúnem-se à mesa, no auditório, e os casais do ECC tiram todas as suas dúvidas sobre Nossa Religião. Por favor, nos enviem suas perguntas aos padres, assinadas ou não, para organizarmos o debate.
  • 26 de abril – Missa dos Casais e Feirinha (com Bingão da Amizade e Surpresas Musicais do Pe Ivan).
    • Círculo responsável pelo serviço: Carlos e Ana Maria.
  • 29 de abril - Reunião de Coordenadores, às 20h.
  • 02 de maio - Primeira Sexta-feira do mês.
  • 03 de maio - Primeiro Sábado do mês.
  • 04 a 12 de maio – Novenário da Igreja.
  • 13 de maio – 10 Missas (5h, 6h30min, 8h, 9h30min, 12h, 14h, 15h30min, 17, 18h30min, 20h). Muita Ajuda nas Coletas.
  • 17 de maio – Feirinha de Homenagem ao Dia das Mães (com Surpresas para Mães e Presença de Todos).
  • 25 de maio – Passeio Turístico-Religioso do ECC para Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité. Saindo da Igreja às 7h30min. O passeio custa R$25,00 por pessoa e inclui ida e volta em ônibus com ar condicionado, ingresso de visitação às instalações do mosteiro, almoço em self service e celebração eucarística.
Um fim de mês abençoado e um começo de maio de proteção Divina.

Kátia e Alencar - Pós-encontro
Ana Beatriz e Narcélio - Ficha
Soraya e Raphael - Palestra
Viviane e Fábio - Finança
Viviane e Márcio - Montagem

Um salto para a vida nova


Quando nos afastamos dos caminhos do Senhor perecemos

Deus quer, no dia de hoje, gravar os mandamentos d’Ele no seu coração. E não só no seu coração, mas no coração dos seus filhos, de toda a sua família e em toda a sua casa.

Quando você visita um judeu ortodoxo, as portas de sua casa estão marcadas com os mandamentos. Nós, hoje, precisamos marcar as nossas portas com o sinal da salvação.

O primeiro mandamento é: "Amarás o Senhor teu Deus com toda a tua força e com toda a tua alma". Mas para que os mandamentos do Senhor tenham efeito na nossa vida, nós precisamos ouvir a voz e a vontade de Deus. É necessário as ouvirmos, pois a Palavra de Deus é luz para nossos passos; é libertação. E quem quer ser liberto precisa ouvir a vontade de Deus. Você só será feliz se praticar a Palavra de Deus, e ao ouvi-la precisa ter a intenção de praticá-la.

Existe uma passagem bíblica que diz que um pai tinha dois filhos. Ele chamou o primeiro e disse: "Filho, vai trabalhar na vinha". E o filho respondeu dizendo que iria, mas não foi. Então, o pai chamou o segundo, mas este respondeu que não iria, mas no final acabou indo. Qual deles obedeceu ao pai? O segundo, porque fazer a vontade do Pai, muitas vezes, não implica fazê-la com a boca, mas a obedecer com o coração.

Em Mateus 19, 16-22, vemos que a primeira coisa que temos de reconhecer é que Deus é bom, que Deus é amor. O Pastor que quer retirar de nós toda a tristeza e todo o lixo que o mundo foi depositando ao longo dos anos.

Se você quiser ter vida, abra a porta do seu coração. Eu vim buscar a vida verdadeira, que começa, hoje, com a sua decisão. Você que perdeu o sentido da vida, que sente uma tristeza profunda, hoje Deus abriu para você uma porta.

Os mandamentos do Senhor são caminhos de vida e liberdade. Quando nos afastamos dos caminhos d’Ele perecemos. Mas para ter essa experiência com o Senhor é necessário se prostrar, deixar cair por terra os apegos, deixar que Deus conduza a nossa vida.

Conversão é agarrar-se ao Reino de Deus, é decisão. Se você tomar essa decisão, voltará para casa com outra vida.

Uma vez perguntaram para Jesus o que era necessário para entrar no Reino de Deus e Ele disse que era preciso ser como as criancinhas, porque elas são desapegadas. O que nos salva é abandonar tudo como uma criança. Hoje estamos recomeçando a nossa vida. E vou lhe contar um segredo: você está começando a sua nova vida muito bem, porque você está entregando as rédeas da sua existência nas mãos de Deus.

Santo Agostinho, no início de sua conversão, não conseguia dar passos, porque para tudo ele dizia: "Vou fazer amanhã". E quando ele se deu conta de que era necessário não deixar as coisas para amanhã, mas sim, fazer o que era necessário naquele exato momento, ele viu que era possível caminhar.

Até quando vamos dizer “Amanhã, amanhã...”? Por que não agora? Muitas vezes, você está pegando fôlego para pular no “fosso”. Eu tenho uma notícia maravilhosa: nós vamos pular para o outro – da vida velha para vida nova, juntos!

Márcio Mendes
marciomendes@cancaonova.com

Publicado no Portal da Canção Nova

terça-feira, 15 de abril de 2008

E quando não ouço a voz de Deus?


Muitas vezes, esperamos que Deus nos fale através de situações grandiosas

Para respondermos a essa pergunta vamos seguir os passos daqueles que foram exímios ouvintes da voz de Deus: os profetas bíblicos, pois os entendemos como aqueles que por excelência estavam em contato direto com o Senhor. Para ilustrar essa experiência vejamos a história do profeta Elias. Ao lermos os relatos sobre esse grande homem de Deus não temos dúvidas de que foi um grande profeta. Realizou grandes feitos: pela sua palavra não choveu em Israel; os corvos lhe serviam pão e carne enquanto estava em fuga; multiplicou a farinha e o azeite na casa da viúva de Serepta; ressuscitou o filho dessa mesma viúva; desafiou os 450 profetas de Baal pedindo fogo do céu para queimar o holocausto oferecido a Javé, entre outros.

Mas, um belo dia, Deus o mandou sair da gruta em que estava escondido porque o Senhor passaria diante dele. Diz-nos o Livro de Reis que um grande e impetuoso furação fendia as montanhas e quebrava os rochedos, mas Deus não estava no furação. Depois disso houve um terremoto, mas o Senhor também não estava nesse fenômeno; a seguir, houve um fogo, mas Ele também não estava nele [fogo] (cf. I Reis 19, 9-13). Foi então que veio o ruído de uma brisa leve e Deus estava naquele som! Elias chegou a cobrir o rosto com o seu manto, tamanha a presença de Deus naquele pequeno ruído.

Da mesma maneira costuma acontecer conosco. Ficamos esperando que o Senhor nos fale por intermédio de situações grandiosas e fantásticas. Muitos de nós nos acostumamos, inclusive, a ouvi-Lo somente “nos furacões” dos grandes encontros e retiros, no “fogo” da empolgação do nosso primeiro encontro pessoal com Ele, no “terremoto” desse ou daquele dia no qual tivemos uma experiência sobrenatural...

Ouvir a Deus nessas ocasiões é importante, mas não suficiente. Precisamos fazer como nos ensinou nosso querido padre Léo: Rezar a vida! E assim, entender que Deus nos fala a todo instante e das mais variadas formas.

São Bento já ensinava isso ao colocar como fio condutor da regra de vida dos beneditinos o par: “Ore e Labore” (oração e trabalho). Para ele a experiência de ouvir a voz de Deus acontece, cotidianamente, nas realidades mais ordinárias da nossa vida.

No trabalho, ou seja, nas situações do dia-a-dia, Deus nos fala. Fala-nos por meio de um gesto amigo, de um sorriso, de um encontro inesperado; por meio do cansaço de um dia puxado de trabalho, de um abraço, de um telefonema, de um carinho, de uma chuva que cai, de uma música que traz boas lembranças, de um e-mail, de uma cena que presenciamos...

E de forma mais clara ainda, o Senhor nos fala nos nossos momentos de oração. Mas também dou ênfase às ocasiões cotidianas de encontros com o Senhor, pois não é sempre que participamos de encontros, acampamentos ou retiros. Sendo assim, precisamos ter práticas de oração que nos levem a encontrar e a ouvir a Deus diariamente.

E ainda que nosso corpo não nos impulsione à oração, pois nem sempre dispomos de entusiasmo para a oração espontânea, podemos, ao participar da Santa Missa, ao recitar o rosário ou o terço, ao meditar a Palavra, ao rezar o salmo do dia, entre outros, mantermos uma disciplina de oração que nos coloque em contato direto com o Senhor – mesmo que o corpo, os sentimentos e a cabeça não estejam dispostos a isso, pois essas e outras práticas diárias, por muitos consideradas mecânicas, têm a facilidade de nos levar à oração também quando não temos vontade de rezar.

Por isso, não fique dependente de ouvir a Deus através do “furacão”, do “terremoto” ou do “fogo”. Escute a doce voz do Senhor que se apresenta num pequeno ruído de uma simples brisa. A brisa suave que cotidianamente vem a nós. A brisa suave que nos transmite a voz de Deus no dia-a-dia do trabalho e da oração.

Denis Duarte
denisufv@yahoo.com.br

Publicado no Portal Canção Nova