"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Agenda positiva

O Divino Mestre nos estimulou a esclarecermos as pessoas para entenderem quem é o Messias, e a entrarem no seu grupo (a Igreja). Mas só depois de as termos ensinado. “Ide pelo mundo inteiro, ensinai a todas as nações”(Mt 28, 19). Suas razões, para atraí-las, são duas: 1 - porque Ele tem uma proposta – sem meias palavras - imensamente melhor do que as de todos os outros; 2 - porque respeita a liberdade de cada pessoa, fazendo com que seu ensinamento seja uma proposição, e não uma imposição. No fundo Jesus quer a “globalização” para o grupo de seus discípulos, mostrando que um dia “haverá um só rebanho e um só pastor”(Jo 10,16).

Na atual migração de fiéis, sobretudo advindos da Igreja Católica, que passam para outras denominações religiosas, percebe-se uma transgressão das duas razões acima citadas. Quanto se saiba, tais organizações religiosas, são pobres em propostas profundas, fixando-se em assuntos periféricos, e sem verdadeira capacidade de serem globais (universais). Ainda, infelizmente, grande número deles não se contenta em fazer propostas, respeitando a liberdade individual. Mas induzem as pessoas, através de raciocínios enganosos, e até de acusações falsas, a migrarem imediatamente para a nova sociedade religiosa.

Longe de mim não reconhecer, que do “outro lado” há pessoas bem intencionadas e convictas da veracidade da sua fé. Para tais comunidades eu admito o direito de procurar evangelizar pessoas de outros credos. Porque julgam que tem uma proposta melhor. Estão cheias de boa fé, mesmo se estão equivocadas. No entanto, há multidões de outras, cujas motivações nascem de razões humanas, ou até de verdadeiras ideologias. Esses tais eu considero “falsos profetas”, digo-o com respeito, mas com dor, e sem faltar ao espírito ecumênico.

Na Igreja de Cristo precisamos ultrapassar a fase de explicar e responder acusações. Nossos contendores já conhecem as explicações. Precisamos entrar numa fase de mostrar os nossos valores, saindo da defensiva.

É preciso mostrar ao mundo que a nossa doutrina é completa e é a de Jesus e dos apóstolos; que entre muitos dos nossos membros existe uma grande santidade de vida; que o nosso amor às Escrituras é ato fundamental; que os defeitos dos católicos são objeto de preocupação para todos nós; que Cristo é o centro de nossa espiritualidade; que temos muitos leigos, ótimos profissionais, nas realidades do mundo; que a pobreza total é conselho para alguns, mas que a maioria deve desenvolver uma sã economia...Temos bastante assunto para muitos anos.

DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN SCJ
ARCEBISPO DE UBERABA, MG

Publicado no Portal Catequisar

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A misericórdia nos levanta!


Não tenha medo de se aproximar de Jesus

Como assim? Como a misericórdia pode nos levantar? Você pode compreender melhor esta insistência de Jesus ao observar o que aconteceu com o apóstolo Pedro. Ele – como eu e como você – era uma pessoa fraca. Quando foi preciso que ele desse testemunho de que conhecia Jesus, de que era discípulo do Senhor, o que aconteceu? O apóstolo O negou – e não apenas uma, mas, três vezes.

O grande apóstolo sentiu uma profunda tristeza por agir assim, pois, não era a maneira como gostaria de ter agido. “Então Pedro chorou amargamente” (Lc 22,62). A tristeza por ter traído o Messias deve ter sido muito grande, pois ele resolve voltar à antiga vida de pescador. É o que nos narra o Evangelho de São João, no capítulo 21. Ele está pescando quando o Senhor vai ao encontro dele.

Cristo sempre vem ao nosso encontro quando não temos forças para nos levantar: “Jesus apareceu aos seus discípulos, na beira do lago da Galiléia” (Jo 21,1).

E o que foi fazer Jesus? Foi levantar Pedro, pois por três vezes se dirigiu a ele: “Pedro, tu me amas?” Estranha a pergunta de Jesus a Pedro, não parece? Imagine, se você depois de uma queda ouve essa pergunta? Não há nada de estranho na pergunta, porque Jesus sabia que, no fundinho do coração, Pedro não queria negá-Lo. Assim como sabe que você, no fundo do coração, muitas vezes não quer pecar, mas não tendo forças em si mesmo acaba por cair. Não foi à toa que Jesus disse em João 15,5: “Porque sem mim vocês não podem fazer nada”.

“Pedro, tu me amas?” Jesus perguntou isso, pois, sabia que só o amor pode levantar uma pessoa que se encontra caída, só o amor pode dar a força a alguém para se levantar e continuar a seguir adiante. Foi este amor de Jesus que fez Pedro se levantar e continuar a caminhar confirmando-o no seu ministério: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,18).

Você já caiu alguma vez? Já negou a Jesus Cristo com seus atos, palavras e omissões alguma vez? Estas palavras de Jesus Misericordioso são dirigidas a você: “Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia, ainda assim seriam submersos no abismo da Minha misericórdia” (Diário de Santa Faustina, n. 1059)

Hoje, Jesus quer levantar você. Você quer ser levantado por Ele?

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Padre Antônio Aguiar
http://blog.cancaonova.com/padreantonioaguiar

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ECC de Fátima - Proximos Eventos

  • 04 de abril – Primeira Sexta-feira do mês.
  • 05 de abril – Primeiro Sábado do mês.
  • 05 de abril – Missa dos Casais e Feirinha (com Bingão da Amizade e Surpresas Musicais do Pe Ivan).
  • 12 de abril - Não haverá feirinha.
  • 13 de abril – Missas e Coletas (5h, 7h, 9h, 12h, 15h, 17h, 19h).
  • 15 de abril - Adoração ao Santíssimo, 20h.
Havia sido divulgado anteriormente que a Adoração ao Santíssimo seria smpre na penúltima terça-feira de cada mês, mas realizamos a devida correção... A Adoração ao santíssimos será na terceira terça-feira de cada mês. Haverá terça-feira que coincidirá de ser a penúltima, mas no caso de abril, por exemplo, são 5 terças. Corrijam suas agendas, portanto: A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SERÁ SEMPRE NA 3a (TERCEIRA) TERÇA-FEIRA DE CADA MÊS.
  • 19 de abril – Missa dos Casais e Feirinha (com Bingão da Amizade e Surpresas Musicais do Pe Ivan). Círculo responsável pelo serviço: Alcântara e Auri.
  • 18 a 20/04/08 – Seminário de Vida no Espírito Santo para Casais. Shalom. (Primeiro do Ano. São 4 anuais). Informações e inscrições: 32793620 / 86167209.
  • 24 de abril - Encontrão Tira Dúvidas. Sugerido por um círculo, em uma de nossas visitas, é um Debate Tira Dúvidas Católicas Gerais. Funciona assim: Padres Ivan, Toinho, Franzé e Dácio reunem-se à mesa, no auditório, e os casais do ECC tiram todas as suas dúvidas sobre Nossa Religião (também chamado, pelo círculo que deu a sugestão, de Vale Tudo). Porém, para tal "Aulão Tira Dúvidas", precisamos das perguntas com antecedência, para organizar o debate e o tempo para o mesmo. Portanto, por favor nos enviem suas perguntas aos padres para efetuarmos a fila de questionamentos. Ainda temos 20 dias para o encontrão. Dá tempo pensar em grandes e boas dúvidas e responder email enviando-as. Tais perguntas tanto podem ir anônimas como identificadas, fica a critério do casal questionador decidir se quer assiná-las ou não. Círculos responsáveis: Argemiro e Socorro; Eugênio e Conceição; Heitor e Madiana; Sérgio e Yara.
Kátia e Alencar - Pós-encontro
Ana Beatriz e Narcélio - Ficha
Soraya e Raphael - Palestra
Viviane e Fábio - Finança
Viviane e Márcio - Montagem

A falta de entusiasmo


Mais importante que saber quem eu sou é saber a quem eu pertenço

Quando estamos doentes o certo é procurarmos um médico. Conforme a doença, ele nos receitará um tratamento adequado. Cada doença requer um tratamento especifico. Por isso mesmo não se deve partir para a automedicação. O diagnóstico médico, os exames complementares e o cauteloso acompanhamento serão decisivos no prognóstico do tratamento, o qual poderá ser uma intervenção cirúrgica, um tratamento à base de antibióticos, analgésicos, entre outros.

O mesmo deve ocorrer com a Cura Interior. Nesse caso, chamo de "automedicação" a busca desenfreada, por conta própria, de terapias e a mistura de teses e correntes pseudo-espirituais. Hoje em dia, fala-se muito em terapias de auto-ajuda. Todos os mestres dessa corrente falam constantemente da necessidade de nos conhecermos melhor, de saber quem somos. Eu diria que, na Cura Interior, mais importante que saber quem eu sou é saber a quem eu pertenço.

A Bíblia nos revela que somos de Deus e que somente n'Ele e a partir d'Ele podemos descobrir os caminhos para a nossa felicidade e realização. Por isso, num processo de Cura Interior é muito importante invocar insistentemente o Espírito Santo. Abrir-se ao Espírito é o primeiro passo para descobrir o infinito amor de Deus em nossa vida. Essa abertura acontece com a oração. Por essa razão é importante achar um lugar apropriado para rezar a fim de evitar as distrações e perturbações. Um ambiente que seja propicio à Cura Interior. Todo o resultado do processo depende totalmente dessas ações.

A Bíblia fala do Espírito Santo como força, dínamo, energia, luz. E entusiasmo é exatemente isso. A palavra "entusiasmo" vem do grego enthousiasmós, “ter Deus (Theós) dentro de nós”. Perdemos a alegria de viver quando deixamos viver em nós o ódio, o desamor, a mentira, o pecado, enfim, tudo o que nos afasta da presença e da graça de Deus. Na Antiguidade, entusiasmo era a exaltação ou arrebatamento extraordinário daqueles que estavam sob a inspiração divina. O Novo Dicionário Aurélio ainda elenca outros significados da palavra "entusiasmo": vigor no falar e no escrever, exaltação criadora, inspiração, flama, admiração, viva alegria, júbilo, dedicação ardente, ardor, paixão... E não são exatamente esses os sentimentos que desejamos em nossa vida?

O primeiro sinal de depressão é exatamente o contrário de tudo isso: falta de alegria, medo, ansiedade, sentimento de impotência, desanimo etc.. Por isso, para que a Cura Interior aconteça é imprescindível a abertura à ação do Espírito e o clima de oração: colocar-se na presença de Deus!

Uma das grandes causas de corações feridos e machucados hoje em dia é exatamente a ausência de Deus na vida das pessoas. Vivemos num mundo que parece não ter espaço para Deus. Enchemos o coração com as coisas do mundo, com os apegos materiais, com forças negativas do pecado. A conseqüência só poderá ser a falta de entusiasmo.

Abra seu coração para Deus. Reserve um lugar especial para Ele em sua vida.

(Artigo extraído do livro "Seja feliz todos os dias")

Pe. Léo (SCJ)

Publicado no Portal da Canção Nova

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Diferenças pessoais: uma prova de revezamento

Numa competição de revezamento, em que um grupo de atletas se alterna para cumprir um propósito, a confiança no esforço de cada membro da equipe será inevitável.
Em tudo, precisamos empreender esforço, dedicação e perseverança para se alcançar a vitória. Não obstante, em nossos convívios, sobretudo entre os casais, a situação não será diferente. Em qualquer relacionamento a credibilidade no esforço do outro no sentido de melhorar a qualidade de vida almejada é imprescindível.

Se, muitas vezes, para nossas amizades serem duradouras há necessidade de se contornar os impasses e as diferenças casuais com inteligência e afeto, imaginemos o convívio em que duas pessoas dividem o mesmo teto e a mesma cama? Muitos casais, que convivem há algumas dezenas de anos, reconhecem as inúmeras vezes em que foram necessários os “revezamentos” com o parceiro na paciência, na perseverança e no amor – de forma a se acolherem, conhecerem e aprenderem mutuamente por meio das diferenças. Diferenças essas que vão desde as reações emocionais até os hábitos comuns do dia-a-dia: Seja no modo de pensar, agir ou até mesmo na manifestação de carinhos por parte do parceiro. Tudo será uma “aquarela” de sentimentos, por meio da qual aprenderemos juntos a compor novas cores e nuances.

Falar dessas diferenças – como riquezas – pode parecer uma utopia, afinal, o convívio com alguém que se parece ou que pensa como a gente é aparentemente o mais lógico. Por outro lado, pessoas que convivem por muito tempo com sua “cara-metade”, ainda que tenham comportamentos completamente distintos, percebem ter avançado no crescimento de suas similaridades como casal, sem perder sua própria identidade, a partir da prática do exercício do convívio. Tal como num enxerto feito nas plantas, percebemos que as nossas particularidades são riquezas que se somam com as de nosso (a) companheiro (a), plasmando assim um “novo” com características comuns.

Enquanto não dividíamos nosso dia com alguém, o tempo estava inteiramente à nossa disposição. Podíamos fazer de tudo, éramos os “senhores” de nossos atos. Mas a partir do momento em que desejamos partilhar nossa vida com alguém, experimentamos a necessidade de abrir mão de algumas coisas; afinal, inicia-se o exercício de uma vida em comum. No entanto, deixar de lado aquilo que nos parece ser de direito nem sempre é fácil e o que gostaríamos de fazer. Muitas vezes, essa renúncia não parece tão necessária para um dos cônjuges, aquele que precisará dar o passo inicial em direção à nova adequação de vida.

Da mesma forma, equacionar harmoniosamente as diferenças não será um trabalho fácil, mas esse exercício é fundamental e exigido por parte daqueles que estão dispostos a amar. A evolução de nosso relacionamento é o resultado desse exercício; só assim conseguiremos ultrapassar os aparentes obstáculos da vida a dois nessa “competição”, em que seus participantes se revezam na disputa de quem tem maior capacidade para amar. Se ambos se negarem a dar o primeiro passo para viver esse “revezamento” nas atitudes, a vida poderá se transformar numa competição de “vale-tudo”.

Abraços

Dado Moura

Publicado no Portal Comportamento

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Coração de padre, cidade do povo


Pessoas são como cidades: um conjunto de vielas, avenidas...

Pessoas são como cidades: um conjunto arquitetônico de vielas e avenidas, cruzamentos e semáforos, reservas onde árvores disfarçam a dureza do concreto, cemitérios onde os mortos são deixados na esperança de que a ressurreição os recolha ao cair da tarde. Tudo isso compõe a cidade que somos. A praça principal, o coreto da matriz, as ruas estreitas – com suas casas antigas e os lugares ermos – nas quais ainda sobrevivem goiabeiras tão cheias de infância. Minha vida é meu leme neste oceano tão cheio de portos e partidas.

Fico pensando nos que passam por mim. Os que visitam a minha cidade interior. Não sei por onde entram. Se pelo “pórtico principal” ou pelo “cemitério”. Não sei. O que sei é que nesse constante ir e vir, o rosto anônimo insiste em permanecer vivo na retina de minhas saudades. A senhora idosa, espremida na multidão, sorriso envelhecido, mas tão cheio de uma força misteriosa, repete a melodia de minhas palavras, canta comigo em público o que um dia foi só meu. Ela me vê de longe, e eu a vejo tão perto. O rapaz tímido, máquina fotográfica nas mãos, querendo fazer o pedido mais simples, o mais corriqueiro, mas que para ele é exercício grandioso de acertar o “Davi interior” e vencer o “Golias do medo”: “Posso tirar uma foto com você, padre?” A frase sai, o medo não.

A vida de alguém que um dia lhe acompanhou uma dor solitária, agora ali, registrada na fotografia que ele guardará com carinho. Eu também gostaria de tirar uma foto com tanta gente! Pessoas que escrevem, e das quais nunca vi o rosto. Pessoas que deixam recados, insistem em acenar um lenço branco de paz, desejosas de que um dia a gente possa passar horas e horas falando de como nascem as músicas e de como é doído ser gente nos dias de hoje. Gente que me receberia na cozinha de sua casa e que repartiria comigo a intimidade de sua vida familiar. Pessoas que eu amaria com profundidade, que eu seria capaz de dar a minha vida por elas, mas que eu não tenho tempo para conhecer.

Ó vida que não tem conserto! Quanta pressa há nesses intervalos entre chegadas e partidas! Quantos bilhetes aéreos voados, quantas passagens de ônibus cumpridas, acumuladas num lugar da minha cidade que não sei onde fica. Vida perdida nas entrelinhas das palavras, do olhar distante que me olha querendo chegar, do coração que deseja despejar os pecados nas minhas mãos para que eu os devolva revestidos da luz, que só a Misericórdia de Deus possui. Quantos olhares perdidos, querendo conselhos, direção espiritual. Quantos braços querendo abraço, e que eu, pelo limite do corpo não alcanço. E-mails deixados na caixa, a esperança de respondê-los, pedidos de socorro, “turistas” querendo visitar minha “cidade”. Alguns retirando as “sandálias” dos pés porque acreditam na sacralidade do meu “solo”; enquanto outros desejam apenas sujar minhas “praças”. Não há muros na minha cidade.

Apenas peço ajuda aos que me amam de verdade. Velem comigo, velem por mim. Sou um “prefeito” ausente... Os poetas não são bons administradores. Precisam de mil assessores. Cidade de poeta corre o risco de ser um caos. É por isso que quero ser um poeta possuído pelo céu. Quero a audácia de poder dizer que sou seu, sem que isso venha ferir minha castidade. Quero ser do povo, quero ser de Deus.

Quero misturar meu sangue no sangue dos inocentes, mas não quero temer tocar no sangue dos culpados. Eu quero a vida. A mais miúda, a de toda hora. A vida de cada instante. O instante de cada vida. Eu quero o sopro em dias quentes. Eu quero o riso sem alarde. Eu quero a minha “cidade” de “portas abertas”.

Venha de onde vier, mas venha. Há sempre um “quarto” preparado para quem não tem onde dormir. Há sempre uma “mesa posta”, ainda que na madrugada. Venha de onde vier, mas venha. Minha “cidade” não tem “muros”, não tem “portas”. Venha quando quiser, venha quando precisar, porque num coração de padre quem manda é o povo!

Padre Fábio de Melo

Publicado no Portal da Comunidade Canção Nova

Todos nós somos Filhos de Deus?

Ainda falando sobre a expressão “Jesus Cristo Filho de Deus”, quero fazer uma observação pertinente. Veja, eu disse nesse estudo que Jesus Cristo é o Filho Único de Deus. A Igreja professa isso. Porém pode ser que uma ou outra pessoa que esteja acompanhando este estudo possa estar se perguntando: Mas se Jesus é o Filho Único de Deus, eu não sou Filho de Deus?

Na verdade, esta resposta precisa ser dada assim: Não (você não é Filho de Deus) e Sim (Você é Filho de Deus). Parece que compliquei tudo não é? É simples. Vamos ao Catecismo:

Deus, que “habita uma luz inacessível” (1 Tm 6,16), quer comunicar sua própria vida divina aos homens, criados livremente por ele, para fazer deles, no seu Filho único, filhos adotivos. Ao revelar-se, Deus quer tornar os homens capazes de responder-lhe, de conhecê-lo e de amá-lo bem além do que seriam capazes por si mesmos. (CIC§52)

A Igreja ensina que Jesus é o Filho Único de Deus. E nós tecnicamente falando, somos criaturas de Deus. Criaturas como o cachorro, como o burro, como o cavalo, como o jacaré… É certo que o ser humano, por ter sido criado a imagem e semelhança de Deus, traz em si uma certa diferença das outras criaturas, mas mesmo assim, ainda somos criaturas. Porém temos uma graça especial. E qual seria essa graça?

Jesus ao morrer por nós, comprou-nos com o seu sangue. É essa a grande graça. E ao nos comprar com seu sangue, Ele nos deu a possibilidade de se quisermos, fazermos parte do seu Corpo Místico e assim sermos filhos EM Jesus.

O Batismo faz-nos membros do Corpo de Cristo. “Somos membros uns dos outros” (Ef 4,25). O Batismo incorpora à Igreja. Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da nova aliança, que supera todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: “Fomos todos batizados num só Espírito para sermos um só corpo” (1Cor 12,13). (CIC§ 1267)

Ou seja, somos Filhos de Deus em Jesus. Na verdade, a Igreja Católica professa que são chamados Filhos de Deus aqueles que são batizados na fé. Os demais são criaturas. Para muita gente, sobretudo para os cristãos de IBGE, isso é algo inaceitável, mas é isso que a Igreja ensina. Por isso que a Igreja recomenda que se batizem logo as crianças. Você que é Pai e que é Mãe, ao batizar seus filhos, estão inserindo-os no Corpo Místico de Cristo e assumindo que irão ensiná-los a viverem e professarem a sua fé. Depois, na crisma quando ele tiver já uma idade para professar isso, ele vai dizer com suas palavras: Eu confirmo a fé me foi dada.

E outra coisa: Não se deixe levar por esse tipo de ensinamento que diz que todos somos Filhos de Deus e portanto iguais a Jesus. Ele sim é o Único Filho de Deus. Nós somos adotivos.

Esteja atento a isso. Com isso nós terminamos o nosso estudo sobre o título Filho de Deus. Nó próximo estudo falaremos sobre um outro título que é atribuido a Jesus.

Aguardem!

Obs.: Ouça o nosso estudo sobre o Significado do Termo Filho de Deus. Para ouvir o Podcast, clique aqui!

Publicado no Blog Dominus Vobiscum