"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Descer da árvore

E por falar em Pe. Fábio de Melo, reveja palestra feita por ele durante Kairós da Comunidade Canção Nova, em março de 2007.



Nessa pregação. padre Fábio nos fala dos encontros e desencontros da vida.
"Cada vez que amamos, a vida fica eterna em nós e também por quem passa por nós. Neste mundo marcado pela temporalidade, onde tudo é tão fugaz, nós estamos cansados de sermos olhados de qualquer jeito. Nós nos acostumamos a não acender a luz, e por isso não descobrimos a graça do encontro. Se o encontro é acender a luz, o desencontro é apagar a luz."

"Quem me roubou de mim"

Caríssimos,

No próximo dia 29 de fevereiro, durante o Acampamento de Cura e Libertação da Comunidade Canção Nova, Padre Fábio de Melo lançara seu mais novo livro "Quem me roubou de mim".

A obra aborda, com grande profundidade, algumas questões sobre os desafios e a beleza das relações humanas. Apresentando uma linguagem poética e leve ao falar de assuntos tão relevantes em nossas vidas.

"Esta obra não é mais um livro de teoria da vida, mas é a vida de uma teoria. Ele não nasceu do aprendizado acadêmico. Nasceu dos olhos que um dia me olharam e pediram ajuda. Gente que precisava sair dos cativeiros dos afetos, das dependências viciosas, das autoridades arbitrárias e das violências veladas. Não, essa gente não trazia correntes nos pés nem nas mãos. As correntes estavam na alma, aonde nossos olhos apressados não chegam, porque a dor mais profunda requer calma para ser encontrada.

Chamamos de subjetividade toda estrutura humana que se refere ao sujeito particular. É o que há de mais profundo e irrenunciável na criatura humana. É o seu estatuto mais íntimo, o lugar onde o 'eu' sobrevive. Somos imperfeitos, mas não vítimas de nossa imperfeição. O outro também não está condenado a morrer com seus defeitos. Assim, num encontro de imperfeitos nasce um desejo concreto de juntos lapidarem suas humanidades, em busca de uma harmonia que podemos chamar de amor" (Padre Fábio).

:: Baixe o primeiro capítulo do livro

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A Devoção dos Cinco Primeiros Sábados

A Devoção dos Cinco Primeiros Sábados


"Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração"
Como praticar a devoção dos Cinco Primeiros Sábados

Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados”. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa:

"Olha, minha filha – disse-lhe a Virgem Maria – o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado,
    • se confessarem,
    • receberem a Sagrada Comunhão,
    • rezarem um terço e
    • Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar
Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas."

A Confissão
No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias antes do primeiro sábado.

“Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria”

Por que cinco sábados?
Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu:

“Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.
1ª. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2ª. Contra a sua virgindade;
3ª. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4ª. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5ª. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens”.(Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973).

2º Domingo da Quaresma

Padre Paulo Ricardo explica o 2º domingo da Quaresma.


Para ouvir melhor essa palestra, faça uma pausa na FM Círculo Verde. O controle está logo abaixo no lado esquerdo de nosso blog.
Publicado no Portal da Canção Nova

Por que você canta na igreja?

A experiência com Deus é a essência do cantar para Ele

A primeira coisa que gostaria de questionar aos músicos, sejam eles cantores ou instrumentistas, é: Por que você canta na igreja? O que o levou a fazer isso? Qual a razão do seu canto?

Digo isso porque, ao longo da minha caminhada, encontrei pessoas que iam tocar na igreja e nos Grupos de Oração pelos mais diversos motivos. E o pior é que quase todos eram errados.

Uns iam porque gostavam de cantar e não tinham espaço fora da Igreja; outros porque sabiam os cantos; já outros porque queriam fazer sucesso entre as meninas ou rapazes e ainda havia os músicos que imaginavam que uma banda católica era a mesma coisa de uma banda secular. Todos esses motivos não estão muito corretos.

O que precisa levar um músico a cantar PARA Deus é a sua experiência com o mesmo Deus. É preciso conhecer o Mestre, acreditar n'Ele, conhecer a Sua Palavra e se dispor a vivê-la. É isso que dá força ao seu canto. Um músico católico nunca pode ser igual a um músico secular, pois as palavras e canções, emanadas por ele, têm a força de Deus.

O músico secular pode até fazer muito sucesso, ter muitos fãs e vender muitos discos, mas a sua música, por mais que seja bem arranjada e executada, é música ordinária. Porém um músico católico, que conhece o Mestre e vive ao lado d'Ele, quando executa a música com técnica e arte, traz consigo a unção do Mestre.

Recordo-me da primeira vez em que vi e ouvi Martin Valverde ministrando, nunca havia visto aquele sujeito antes, mas depois daquele momento – de música e oração – minha vida nunca mais foi a mesma. Havia algo naquele homem que nunca havia visto em cantor nenhum. Acho que você conseguiu entender o que estou falando, e iguais a ele, existem muitos outros.

Por isso, quero convidar você para ver e rever as principais motivações que o levam a cantar ou tocar para Deus. Faça um momento de reflexão e seja sincero com você mesmo. Sei que muitas pessoas começam a tocar e a cantar na igreja por outros motivos, mas no meio do caminho encontram-se com Deus, e a partir daí passam a fazer um trabalho coerente. Talvez este seja o seu caso, e se for, retome o seu trabalho com fé e ousadia.

Cadú
Gravadora Canção Nova

blog.cancaonova.com/dominusvobiscum

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Se você crê… então bote a boquinha no trombone!

Se por um lado temos cristãos mornos (arghh!) espalhados pelo Brasil, por outro vemos que surge no meio de nós um povo fiel que crê, e não somente crê, mas ajuda outros a entenderem e também dizerem daquilo que acreditam, a partir do momento que entendem a sua fé.

Quero dar um Glória a Deus pela vida dessas pessoas que não se cansam de evangelizar. Gente que evangeliza em todos os cantos e lugares deste mundo. Que conhece ou está buscando conhecer a doutrina da Igreja, mas não para nisso. Pessoas que rezam e tem seu contato com o Deus ao qual serve. Gente que luta para vencer os seus pecados. Gente que crê em Jesus Cristo e não se cansa de dizer como Pedro:

“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

E se você faz isso, sabe que não faz por conta própria, mas pelo impulso do Espírito Santo como diz o Catecismo da Igreja católica:

Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, cremos e confessamos acerca de Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Foi sobre a rocha desta fé, confessada por São Pedro, que Cristo construiu sua Igreja… (CIC§424)

Por isso irmã(o), evangelize sem medo! Fale de Deus sem receios! Estudamos sobre a vida de Cristo para podermos anunciá-lo!

Evangelize na escola;
Evangelize na faculdade;
Evangelize na sua;
Evangelize no trabalho;
Evangelize entre amigos;
Evangelize seu namorado ou sua namorada;
Evangelize onde você estiver;

E quando falar de Jesus Cristo, não deixe de dizer: Creio que Jesus é o Filho de Deus.

Ainda que critiquem… Deus vai te acolher;
Ainda que te virem as costas… Deus vai abrir seus braços para você;
Ainda que repreendam… Deus vai se alegrar com você;
Ainda que te chamem de louco… Deus vai te colocar no hospício Dele;
Ainda que te tirem tudo… Deus vai te dar o céu!

Se você crê em Jesus Cristo, repito: Bote a boca no trombone! Saia do armário! Proclame a sua fé! Confirme aquilo que você crê! E deixe o resto com Deus! Creia, as palavras certas virão a sua boca, e isso é promessa Dele!

Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós. (Mt 10,19-20)

Pax Domini

Publicado no Blog Dominus Vobiscum

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Quem tira o pecado do mundo?


“Existem tantas formas de deserto. Existe o deserto da pobreza, o deserto da fome e da sede, existe o deserto do abandono, da solidão, do amor destruído. Existe o deserto da obscuridade de Deus, do esvaziamento das almas sem mais consciência da dignidade e do caminho do homem. Os desertos exteriores multiplicam-se no mundo, porque os desertos interiores fizeram-se tão amplos”. (Bento XVI).

No evangelho de João 1,29-34, encontramos: “João Batista viu Jesus aproximar-se dele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’”.

Cordeiro, já no Antigo Testamento, era o símbolo do ser inocente, que não pode fazer mal a ninguém, mas somente recebê-lo. Também na primeira carta de Pedro, Cristo é chamado “o cordeiro sem mancha, que ultrajado, não respondia com ultrajes, e sofrendo não ameaçava vingança”. Jesus é por excelência o Inocente que sofre.

O sofrimento do inocente é a interrogação mais difusa cuja explicação é difícil de ser alcançada por todo o mundo. Parece que os responsáveis são o próprio Deus e a fé que recebemos como dom.

Jesus, tantas vezes, encontrou-se com o sofrimento humano estampado no rosto dos que o procuravam para buscar alívio e cura. Comoveu-se profundamente e acolheu o sofredor com imensa compaixão. Jamais interrogou alguém sobre quem teria pecado, os pais ou o próprio angustiado? Nem tão pouco quis dar explicação sobre o sofrimento do inocente.

“Existe no mundo inteiro somente um Ser que pode perdoar e tem o direito de perdoar.” Ele deu o seu sangue inocente por todos.

Cristo Jesus não veio para dar-nos sábias explicações sobre a dor, mas veio para assumi-la silenciosamente sobre si. Tomando-a sobre si mudou-a de sinal de maldição fazendo-a instrumento de redenção, o valor supremo, o maior neste mundo. Deus nos trata como se tivéssemos a menor culpa e Ele a compaixão e misericórdia infinita. Em seu Filho assumiu o nosso pecado e pelo seu sangue derramado o mérito para sermos perdoados. Ele é a inocência e o sofrimento. Como inocente sofre em sentido absoluto.

O profeta Isaias 53, 5s já o havia apresentado: “o Cordeiro sem mancha”, porque sem ter cometido nenhuma culpa, ele carregou sobre si a pena de tantas culpas. “O castigo que nos dá salvação recaiu sobre ele... O Senhor fez recair sobre ele a iniqüidade de todos nós.” O que aos olhos do mundo é o maior escândalo, a dor dos inocentes, é diante de Deus, a pérola mais preciosa do mundo. O apóstolo Paulo colocou em destaque que o sofrimento e a morte de Cristo na cruz foram escândalo para os judeus e loucura para os gregos, mas este é o meio escolhido por Deus para salvar. O mundo, especialmente hoje, se recusa a compreender o mistério da cruz, porque a sua lei suprema é buscar o prazer a todo o custo.

A propósito do sofrimento do inocente, a fé nos convida a não pararmos tanto sobre as causas, sobre o porquê se sofre, mas sobre seus efeitos: que coisa nasce de tal sofrimento. Um dia, foi apresentado a Jesus um menino cego de nascimento e perguntaram-lhe: “Mestre, quem pecou, ele ou seus pais, por que ele nasceu cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais, mas isso lhe aconteceu para que se manifestassem nele as obras de Deus” (João 9, 2s). Penso em tantas famílias visitadas pelo sofrimento de seus filhinhos e os recebem com imenso amor e os perdem com o coração transpassados de dor. E quando sobrevivem dedicam-lhes um amor com carinho infinito. Sem dúvida, a morte do egoísmo que domina o mundo.

A compreensão e compaixão vêm da fonte que brota do sofrimento de Cristo que culminou com sua morte na cruz, mas teve ressurreição, esperança para todo o gênero humano. Na profecia de Isaias, aplicada a Cristo e lida hoje, ouvimos: “Eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”. Jesus suscita hoje ainda quanta solidariedade, quanta capacidade de amor, desconhecida do mundo quando cultiva o egoísmo.

Não basta compreender a dor inocente, é preciso urgentemente não aumentá-la. Não podemos atribuir a dor do inocente à fatalidade ou ainda à falhas da natureza. Muitas dessas dores provêm da nossa liberdade, da violência para fazer prevalecer a prepotência sobre o outro, ou simplesmente das nossas omissões. Jesus ensinou aos discípulos: “Sede no mundo como cordeiros em meio aos lobos”.

Cardeal dom Geraldo Majella Agnelo
Arcebispo de São Salvador da Bahia e ex-presidente da CNBB

Fonte: Site CNBB