"Quem já descobriu a Cristo deve levar Ele aos outros. Esta alegria não se pode conter em si mesmo. Deve ser compartilhada." (Papa Bento XVI)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Paróquia de Fátima - Calendário do mês de feveriro

Caríssimos,

Eis o calendário de eventos de nossa Paróquia de Fátima para o mês de fevereiro.


Calendário do Mês de Fevereiro

15/02/08 - Missa de despedida Pe. Luis Alberto (17:00hs)

16/02/08 – Missa de despedida Pe. Amorim (19:00hs)

16/02/08 – 1º. Feirinha do ECC

17/02/08 – Missa de acolhida de Pe. Ivan (19:00hs)

19/02/08 – Adoração ao Santíssimo

23/02/08 – Feirinha do ECC

28/02/08 – 1º. Encontrão – Tema: Campanha da Fraternidade (Palestra de Mônica Pimentel)

01/03/08 – Feirinha ECC

04/03/08 – Reunião Coordenadores de Círculo – 20h

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O que é a Quaresma?

Assista: Padre Paulo Ricardo explica sobre o tempo da QUARESMA

Como viver o tempo da Quaresma?

Crie em sua casa ou no seu quarto um ambiente convidativo à oração

A Quaresma é um tempo de graça, um verdadeiro Kairós, tempo da manifestação de Deus. Este tempo tem como característica duas realidades muito importantes: 1. Olhar para Jesus; 2. Conversão.

Neste tempo, somos levados pela Igreja a seguir Jesus em seus últimos momentos de vida para – junto com Ele – aprendermos o que é o amor e a misericórdia. Por diversas vezes, o Senhor vai se revelando como o rosto misericordioso do Pai, assumindo até as últimas conseqüências a vontade do Pai, que é salvar a cada filho. É um caminho de “subida”, não só para Jerusalém, mas até o mais alto grau do amor que se concretiza na cruz.

Jesus, muitas vezes, vai anunciar sua Paixão dizendo que o Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado e morto, mas no terceiro dia ressuscitará. Vemos nesses anúncios também o desejo do Senhor de se entregar. Está aí a sua disposição em dar até a própria vida em nosso resgate. Ele não somente falou a respeito do amor que se revela ao dar a vida pelos amigos, mas o fez em sua própria vida. Assim, tornou-se o exemplo mais sublime que devemos seguir para realmente sermos felizes.

Quaresma é também conversão, revisão de vida e mudança de atitude. Tudo concorre para isso nesse período: a liturgia, os cânticos, as orações. É tempo de olhar para tudo o que temos vivido e como temos vivido: nossos relacionamentos em casa, no trabalho, na escola, nosso relacionamento com Deus. Será que Ele tem sido o nosso tudo? Nossa relação com Ele é de confiança, de intimidade e amor?

Quaresma é tempo do perdão. O profeta Isaías nos diz no capítulo 30, 18:

“Em vista disso, o Senhor espera a hora de vos perdoar. Ele toma a iniciativa de mostrar-vos compaixão, pois o Senhor é um Deus justo – felizes os que nele esperam”.

É um tempo de grande graça. É o Senhor quem toma a iniciativa de nos mostrar compaixão. Em nossas paróquias, além do tempo normal de confissões, temos os mutirões de confissão, celebrações penitenciais. Tudo se torna propício para nossa conversão. Por isso, não podemos perder tempo.

Algumas atitudes nossas podem nos ajudar a mergulhar fundo nessa graça. Por exemplo:

  • Aproveite esse tempo para silenciar um pouco, criar um clima de interioridade, evitando músicas muito altas em casa, no quarto; valorizando as que nos levam a uma maior reflexão e oração.
  • Separe um tempo do dia para a oração pessoal. Crie em sua casa ou no seu quarto um pequeno altar, ali coloque um crucifixo, uma vela, a Bíblia aberta, para que o ambiente seja convidativo à oração.
  • Nas sextas-feiras, se for possível, medite as estações da Via-Sacra. Isso o ajudará a mergulhar no mistério da Paixão do Senhor.
  • Durante o tempo quaresmal se proponha a também fazer obras de misericórdia. Por exemplo: visitar um doente, visitar um asilo, levar alguma ajuda concreta a uma família mais carente, como roupas que você já não esteja usando ou alimentos. Tudo isso gerará em seu coração um sentimento de alegria por poder fazer algo de bom a alguém.
  • Quaresma é tempo de perdoar e de pedir perdão. Se você tem alguém, a quem precisa perdoar, peça a Deus a graça de conceder esse perdão e se foi você que feriu esse alguém, dê o passo em direção à pessoa e peça perdão. É tempo de reconstruir as pontes de reconciliação.
  • A confissão é fundamental nesse tempo, não deixe para a última hora, procure o sacerdote no decorrer da Quaresma para que, auxiliado pela graça desse sacramento, você colha todos os frutos deste tempo.

A Quaresma é entendida como um grande retiro, um retiro de 40 dias, no qual nos voltamos de coração sincero para o Senhor e d’Ele recebemos uma nova vida. Já há alguns anos, nós da Canção Nova temos feito essa experiência por meio do retiro popular de Dom Alberto. Ele nos tem possibilitado viver esse tempo de maneira intensa e profunda. Esse é mais um modo de se viver bem esse período.

O importante é que eu e você tomemos consciência de tudo o que o Senhor deseja realizar em nossas vidas e nos esforcemos para não deixar a graça passar.

Padre Clovis
cloviscn@gmail.com

Publicado no Portal da Canção Nova

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A perspectiva do tempo quaresmal


A perspectiva do tempo quaresmal é a Páscoa, o mistério redentor de Cristo que lava o pecado do mundo. Na liturgia da missa, há um momento, entre outros, todos de natureza penitencial, que nela estão presentes, em que, humilhando nossa cerviz, rezamos: “Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós”.

O pecado do mundo, é aquele que herdamos de Adão, como diz São Paulo, na Carta aos Romanos que compõe a liturgia da Palavra do precedente 1º Domingo da Quaresma (Cf. Rm 5, 12-19). Nele temos a raiz do mal ínsita em nossos corações, a soberba da vida, a concupiscência da carne e dos olhos (Cf. 1 Jo. 2, 16). Por ele foi destruída a ordem da criação com a revolta de toda a Natureza e por ele fomos mergulhados nas trevas.

O Cordeiro de Deus veio ao mundo e, imolado por nós, nos obteve uma redenção eterna. Onde era grande o estrago do pecado, mais abundante foi a graça para todos os que crerem no nome do Filho de Deus e, unindo-se à sua paixão, vivam a vida nova que conduz a uma eternidade sem fim.

A penitência do cristão, e falamos especialmente deste tempo, não é uma simples abstenção dos alimentos, a realização de atos de filantropia, mas tem de nascer do coração, de um espírito humilhado como o de Davi após a sua falta, de uma consciência de que partilhamos do pecado do mundo, suas maldades, sua recusa de aceitar a Luz.

São Leão, papa, em seguimento à voz profética de Joel, nos alerta que não só na abstinência dos alimentos consiste o nosso jejum, se não corresponder a uma vontade radical de apagar do nosso coração a iniqüidade.

Ninive, alertada pela voz da Jonas, sentiu não só o pecado individual, mas também o coletivo e se impôs uma penitência, na espera da bondade de Deus. Não foi o sofrimento em si, mas um sofrimento reparador confiado na misericórdia divina. Isso não aconteceu em Sodoma e Gomorra, onde sequer havia um justo a clamar com preces e jejuns por si e pela cidade.

A Igreja nos concita a essa penitência. Um jejum e atos de misericórdia que, unidos ao sofrimento redentor de Cristo e nascidos de corações arrependidos, confiem no infinito amor de Deus: Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

É neste sentido que caminha também a Campanha da Fraternidade, instituída pela Igreja no Brasil diante de graves pecados sociais que mancham a nossa Pátria.

Todos nós estamos conscientes do desrespeito à vida que ora se pratica na sociedade. Basta abrir os jornais ou o noticiário da televisão para tomarmos conhecimento de crimes bárbaros contra a vida. Não são assassinatos que ocorrem no calor de uma discussão. São mortes planejadas e anunciadas. São mortes contratadas. Há pessoas que se prestam, por uma miséria de dinheiro, para matar por encomenda. E por que essa encomenda? Por vingança, e, mais degradante ainda, porque são empecilhos às suas intenções e empresas criminosas.

Mata-se no trânsito irresponsável. Num sistema de saúde inoperante que é capaz de gastar milhões em propaganda de anti-concepcionais, mas não fiscaliza, nem melhora e nem amplia hospitais, e muito menos, constrói novos hospitais, sem dizer no descaso do repasse das verbas de saúde pública para as beneméritas Santas Casas de Misericórdia.

A pretexto de combate à criminalidade, polícia invade e ocupa bairros-favela e trata indiferentemente moradores e criminosos na mira das armas, como se fosse numa guerra externa.

E se aprofundarmos mais, vemos as mortes silenciosas dos inocentes que não se podem defender a pretexto do supostos direitos ao prazer inconseqüente. O Estado, cuja missão primordial é defender a vida e a vida plena, tenta, por uma legislação contrária à lei natural, dar o direito ao crime.

A penitência quaresmal deve levar-nos a pedir perdão por nós e pela sociedade. Deve concitar-nos à conversão e a crer no Evangelho: “Em nome de Cristo vos suplicamos: Reconciliai-vos com Deus. Aquele que não tinha experiência de pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.(Cf. 2 Cor. 5, 20-21). Que o Cordeiro de Deus tenha piedade de nós!

DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO METROPOLITANO DE JUIZ DE FORA, MG.


Publicado no Portal A Catequese Católica

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Jejum e abstinência

O jejum consiste em fazer uma só refeição forte ao dia. A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinqüenta e nove anos de idade.

Com estes sacrifícios, trata-se de que todo nosso ser (alma e corpo) participe em um ato onde reconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.

O jejum e a abstinência podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.

Por que o Jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus.
O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumística".
Tal atitude veio a ser em nosso tempo uma das características da civilização ocidental. O homem, orientado aos bens materiais, muito freqüentemente abusa deles. A civilização se mede então segundo quantidade e a qualidade das coisas que estão em condições de prover ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem.

Esta civilização de consumo fornece os bens materiais não somente para que sirvam ao homem em ordem a desenvolver as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.

O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.
Não é uma renúncia pela renúncia: mas para melhor e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si mesmo.


Fonte: Aci Digital
Publicado no Portal da Comunidade Shalom

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Deveriam os cristãos jejuar?

Jejuar significa abster-se de alimento por um certo período de tempo. No Velho Testamento, o jejum está geralmente associado com três coisas: tristeza (Juízes 20:26; 1 Samuel 31:13; 2 Samuel 1:12; 1 Reis 21:27; Ester 4:3; Salmo 35:13; Daniel 6:18); confissão de pecados (2 Samuel 12; 1 Samuel 7:6; Jonas 3:5; Neemias 9:1); e buscar o Senhor (2 Crônicas 20:3; Esdras 8:21, 23; Ester 4:16; Joel 1:14; 2:15; Neemias 1:4; Daniel 9:3). Muitas vezes estes elementos de aflição, confissão e oração foram juntados em períodos de jejum. Um dia regular de jejum foi observado pelos judeus todos os anos: o dia da expiação (Levítico 16:31; veja Atos 27:9). O dia da expiação era naturalmente associado com aflição, confissão e oração, quando o povo se recordava dos pecados que havia cometido durante o ano e oferecia sacrifícios pela sua purificação.

Nos dias do Novo Testamento, os fariseus tinham transformado o jejum em um ritual e um espetáculo. Jesus ensinava que o jejum é para ser feito em particular e não para impressionar os outros (Mateus 6:16-18). Ele também ensinava que o jejum é para ser feito em ocasiões apropriadas, isto é, em tempos de aflição (Lucas 5:33-39). O jejum não é um ritual mecânico, para ser praticado simplesmente com o propósito de jejuar. Mas quando a tristeza, a culpa ou a necessidade por uma comunicação mais íntima com o Senhor pede isso, então o jejum pode ser praticado.

Ainda que o Novo Testamento nunca ordene o jejum, ele mostra que os cristãos primitivos ocasionalmente jejuavam, quando as circunstâncias eram propícias. Por exemplo, em Atos 13:2-3, a igreja jejuava quando enviava dois dos seus professores numa longa viagem de pregação. Em Atos 14:23, as igrejas jejuavam quando indicavam anciãos. Jejuar nunca deveria ser pensado como um meio de manipular o favor de Deus ou como um modo de fazer com que Deus ficasse mais atento às nossas orações. Antes, jejuar pode ser um meio de nos aproximarmos do Senhor, orando e meditando no Senhor, sem interrupção para tomar uma refeição. E o jejum é, freqüentemente, o acompanhamento natural da aflição e da triste confissão de pecado.

-por Gary Fisher

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Quaresma

Como viver bem esse tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola?

Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia:

"Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!" (2 Cor 5, 20); "exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação." (2 Cor 6, 1-2).

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.

Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, "voltamos ao pó" que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: "És pó, e ao pó tu hás de tornar". (Gênesis 2, 19)

Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.

Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola ('remédios contra o pecado'). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.

Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: "Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal".

Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.

Quaresma é um tempo de "rever a vida" e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: "Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca".

Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.

Santo Agostinho dizia que "o pecador não suporta nem a si mesmo", e que "os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria". A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.

Para isso podemos fazer uma confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: "a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados". Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Jesus quis que nos confessemos com o sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.

Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.

Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua "lembrança", mas a sua "presentificação"; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, "torna-se presente a nossa redenção".

Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".
Publicado no Portal da Canção Nova